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OPINIÃO - CORREIO DA SAÚDE CORAGEM

Correio da Manhã

2026-05-08 21:06:35

Bastonário da Ordem dos Médicos 0 futuro do SNS não depende apenas de mais investimento ou tecnologia. Depende da coragem de escolher melhor: deixar de financiar desperdício, burocracia e má gestão que consomem tempo clínico, recursos públicos e confiança. Inovar não é fazer novo, é fazer útil. Num SNS ético, útil é o que acrescenta valor ao doente, acesso em tempo adequado, segurança, continuidade, decisão clínica responsável e respeito pela dignidade. Vivemos mais, mas também com mais doenca crónica e maior complexidade. Isso exige organização, equipas estáveis e médicos com condições para cuidar. Persistem modelos de gestão lentos, carreiras bloqueadas, desigualdades salariais e tarefas administrativas que afastam médicos do serviço público e fragilizam a relação médico-doente. Sem médicos motivados e com tempo para a medicina, não há SNS humanista. A centralidade do doente não se proclama, mas mede-se em resultados concretos. Precisamos de compromisso nacional para lá dos ciclos políticos, com planeamento e avaliação transparente. A inovação começa quando o país tiver coragem para deixar de desperdiçar. e essa coragem ética que o SNS exige para garantir cuidados de qualidade a todos. Inovar não é fazer novo, é fazer útil Carlos Cortes