pressmedia logo

REFERENCIAÇÃO NA ÁREA DA CARDIOLOGIA VAI SER REVISTA

Público

2026-05-09 21:09:19

Governo decidiu avançar com nova avaliação depois de denúncia de mortes de doentes enquanto estavam em lista de espera Está criado o grupo de trabalho que vai apresentar novas propostas para as redes de referenciação de cardiologia, de cirurgia cardíaca e de cirurgia torácica, incluindo uma rede de serviços de urgência e que conta com especialistas da área de 11 unidades locais de saúde (ULS). O grupo tem 90 dias para apresentar as propostas ao Ministério da Saúde. De acordo com o despacho, publicado ontem em Diário da República, o grupo vai ser coordenado pela cardiologista Fátima Franco, do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares. Na lista de peritos, estão directores de serviço das ULS São João, Leiria, Braga, Trásos-Montes e Alto Douro, Coimbra, Lisboa Ocidental (adultos e pediatria), Santa Maria, São José, Gaia/Espinho, São José e Santo António. Haverá também um administrador hospitalar em representação da Direcção Executiva do SNS (DE-SNS) e um elemento da Ordem dos Médicos, que ainda não está designado. A revisão das redes de referenciação foi posta em cima da mesa depois de quatro directores de serviços de cardiologia de hospitais do Norte enviarem uma carta aberta à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a alertar para a lista de espera de doentes cardíacos a necessitarem de cirurgia ou de implantação da válvula aórtica. A intenção do Hospital de Santo António de avançar com um centro de cirurgia cardíaca não previsto na rede de referenciação para esta área, revista em 2024 , deixou os responsáveis de cirurgia cardiotorácica dos hospitais de Gaia e de São João, os dois centros de referência na área metropolitana do Porto, apreensivos. Esta é uma área em que os recursos humanos especializados são limitados e o receio é de que a abertura de um novo centro a norte passe a ter impactos na capacidade de resposta dos já existentes. O Ministério da Saúde já disse que não se oporá à criação de novos centros, desde que a decisão seja suportada pelos peritos. A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, afirmou que, entre 2021 e 2025, morreram 328 doentes enquanto aguardavam por cirurgia cardíaca. Ana Maia