pressmedia logo

INDEX PROPÕE REFLEXÃO SOBRE TECNOLOGIA, ARTE E PODER

Correio do Minho

2026-05-09 21:09:19

A 3.a EDIçãO DA BIENAL de Arte e Tecnologia INDEX arrancou, ontem, em Braga em torno do tema Poder , mote central de uma programação que, até 17 de Maio, vai ocupar vários espaços da cidade. CULTURA A terceira edição do indeX , Bienal de Arte e Tecnologia arrancou ontem, em Braga, sob o mote Poder , tema central que atravessa toda a programação do evento e que convida à reflexão sobre as relações entre arte, tecnologia e as dinâmicas de poder na sociedade contemporânea. A sessão de abertura decorreu no gnration e marcou o início de mais de dez dias de programação que inclui espectáculos, conferências, exposições e actividades educativas espalhadas por vários espaços da cidade, nomeadamente o gnration, Theatro Circo, Mosteiro de Tibães, Forum Arte Braga e o novo Muzeu. Até 17 de Maio, o público po- derá contactar com Ohras e nropostas de artistas contemporâneos de referência internacional, como Hito Steyerl, Gabriel Abrantes, Cemile Sahin, Raven Chacon e Boudry & Lorenz, entre outros. Durante a inauguração, o director artístico do INDEX, Luís Fernandes, destacou o crescimento da bienal e a integração de novos espaços na programaçãO. “O INDEX, sendo um evento de cidade, depende, obviamente, de diferentes locais. Este ano introduzimos O Muzeu e o Forum Arte Braga, que possibilitam alguns novos espaços, quer para o programa expositivo, quer para o programa de conferências”, afirmou. Segundo o responsável, a escolha do tema Poder surge da necessidade de reflectir criticamente sobre o impacto da tecnologia nas relações globais e políticas da actualidade. “Vivemos numa altura em que a tecnologia determina aquilo que são as relações de poder a nível global e geopolítico. Enquanto bienal, que procura trazer as práticas artísticas para uma dimensão crítica, falar sobre poder e tecnologia é absolutamente incontornável nos tempos em que vivemos”, sublinhou. Luís Fernandes destacou ainda alguns dos principais momentos da programação performativa, nomeadamente os espectáculos de Forensis & Bill Kouligas e a estreia mundial da colaboração entre o colectivo norueguês Supersilent e o artista Lawrence Abu Hamdan, vencedor do Turner Prize. ê uma obra que aborda os crimes perpetrados contra jornalistas em Gaza, usando os últimos frames captados nas câmaras das pessoas mortas pelas forças israelitas. ê um espectáculo com uma carga política muito forte” , referiu. Também presente na abertura, a coordenadora executiva da Braga Media Arts, Joana Miranda, salientou que esta edição procura incentivar o pensamento crítico sobre as formas contemporâneas de exercício do poder. Como é que o poder, neste momento, se exerce quase sem sentirmos o seu peso? A tecnologia tem aqui um peso muito grande. Não estamos a demonizar a tecnologia, estamos a pensá-la criticamente, porque ela nunca é neutra”, afirmou. A responsável destacou ainda a dimensão internacional da bienal e a diversidade de arti stas convidados como forma de promover diferentes visões sobre o tema. o poder não tem uma única visão. Diferentes geografias, diferentes vivências e diferentes formas de estar pensam o poder de forma diferente e nós temos de estar disponíveis para ovir essas nersnectivas” acrescentou. Joana Miranda considerou igualmente que O INDEX reforça o compromisso assumido por Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts. o selo da UNESCO é um compromisso que a cidade assumiu. A bienal é um dos principais momentos desse compromisso e permite reafirmar essa missão de criar diálogo e entendimento entre as pessoas”, referiu. Já Nuno Gouveia, administrador Faz Cultura, classificou o INDEX como um projecto estratégico para Braga e para o panorama cultural nacional. Este é um dos projectos âncora do Braga Media Arts e um projecto estratégico para a Faz Cultura, para o município e para a cidade. O país já vai reconhecendo esta bienal como um dos pontos importantes do panorama cultural português”, afirmou. Promovido pela Braga Media Arts e pela Faz Cultura, com apoio do Município de Braga, O INDEX assume-se como um dos principais projectos culturais ligados às media arts em Portugal, reforçando a aposta da cidade na criação contemporânea e no pensamento crítico. .00 “Não estamos a demonizar a tecnologia, estamos a pensá-la criticamente, porque ela nunca é neutra.” Joana Miranda Coordenadora Executiva da Braga Media Arts ..0 “Enquanto bienal, que procura trazer as práticas artísticas para uma dimensão crítica, falar sobre poder e tecnologia é incontornável nos tempos em que vivemos.” Luís Fernandes Director Artístico ..0 “Este é um dos projectos âncora do Braga Media Arts e um projecto estratégico para a Faz Cultura, para 0 município e para a cidade.” Nuno Gouveia Administrador da Faz Cultura o00 0 programa inclui espectáculos, conferências, exposições em vários espaços da cidade, bem como acções educativas. ROSA SANTOS 3.a edição do INDEX Bienal de Arte e Tecnologia arrancou ontem no gnration ROSA SANTOS Road Runner de Cemile Sahin Libânia Pereira