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GANDRA D´ALMEIDA, EX-DIRETOR EXECUTIVO DO SNS, ESCAPA A SANÇÃO POR SER MILITAR

Renascença Online

2026-05-10 21:05:37

Gandra dAlmeida “não cumpriu as normas relativas à acumulação de funções públicas", mas Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas não abrange militares das Forças Armadas, indica a IGAS. O antigo diretor executivo do SNS António Gandra d Almeida não respeitou as normas sobre acumulação de funções públicas, mas não será castigado, concluiu a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS), numa decisão citada pelo jornal Público. António Gandra d Almeida “não cumpriu as normas relativas à acumulação de funções públicas com funções ou atividades privadas enquanto diretor da Delegação Regional do Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”, reconhece a IGAS. Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui O responsável também desrespeitou as normas relativas aos impedimentos no cargo de director executivo do SNS. No entanto, Gandra d Almeida não arrisca sanção disciplinar. Tudo porque a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP) não abrange os militares das Forças Armadas, que estão englobados numa lei especial. “Quanto às consequências do seu comportamento, e eventual sanção disciplinar aplicável, designadamente a cessação da comissão de serviço, tendo o visado cessado a comissão de serviço por sua iniciativa, em 31 de Janeiro de 2024, não é possível a aplicação de qualquer sanção ao abrigo da LTFP, dada a inexistência de vínculo regulado por este diploma”, detalha a IGAS. António Gandra D Almeida pediu a demissão em janeiro de 2025, após ser noticiada uma alegada incompatibilidade. Na altura, rejeitou ter cometido qualquer "ilegalidade ou irregularidade". A SIC avançou que o então diretor executivo do SNS terá acumulado funções como diretor do INEM do Norte, com sede no Porto, e como médico tarefeiro nas Urgências de Faro e Portimão, recebendo mais de 200 mil euros durante dois anos. Gandra dAlmeida teria a autorização do INEM para acumular funções. Pelos turnos realizados terá recebido mais de 200 mil euros, através de uma empresa que criou com a mulher e da qual era gerente. Os contratos de serviços médicos seriam prestados pelo cirurgião geral nas unidades hospitalares, com o trabalho a valer 50 euros à hora. SNS Ricardo Vieira