HÁ UM PROBLEMA NAS NOVAS BATERIAS TESLA QUE MUITOS CLIENTES SÓ DESCOBREM DEPOIS DA COMPRA
2026-05-10 21:06:21

Shutterstock Entra no nosso canal Telegram e recebe as melhores ofertas ENTRAR A Tesla prometeu que a sua bateria 4680 seria uma revolução na mobilidade elétrica. A promessa era tudo mais: energia, potência, autonomia e até no carregamento. Porém, em 2026, os dados mostram uma história completamente diferente. O mais tudo deu origem ao menos tudo. Como recorda o Electrek, tudo aconteceu no Battery Day de setembro de 2020. Com pompa e circunstância, Elon Musk apresentou a célula 4680 como um salto tecnológico sem precedentes: cinco vezes mais energia, seis vezes mais potência e 16% mais autonomia face às células anteriores. O melhor de tudo: o preço dos carros elétricos desceria para perto de 20 mil euros, atingindo assim valores próximos do Tesla mais barato de todos, a promessa de Musk que continua por cumprir. Seis anos depois, os números reais contradizem todas essas promessas. As células 4680 produzidas pela Tesla têm uma densidade energética de 244 Wh/kg. As células Panasonic 2170 que deveriam substituir têm 269 Wh/kg. Ou seja, 13% piores. O próprio Musk admitiu na reunião de acionistas de 2025 que o processo de eletrodo seco, tecnologia central do projeto, se revelou "muito mais difícil do que o esperado". O problema real A consequência mais visível para os consumidores é a perda de autonomia. O Model Y Premium Long Range RWD europeu equipado com o novo pack 4680 tem uma autonomia WLTP de 609 km. O mesmo carro com a bateria LG anterior atingia 661 km. São menos 52 km, uma redução de 8%, no mesmo veículo, com os mesmos motores e a mesma aerodinâmica. A capacidade bruta da nova bateria é de aproximadamente 79 kWh, contra os 82 a 84 kWh da bateria LG que substitui. Menos energia, menos autonomia, mesmo preço. Se a autonomia é já problemática, o desempenho de carregamento é ainda mais difícil de ignorar. A Tesla prometeu que o design sem patilhas da célula 4680 permitiria carregar "quase tão rápido" quanto as células menores. Não é verdade. Na primeira geração do Model Y com 4680, a potência de carregamento caia abaixo dos 100 kW aos 35% de carga. O tempo de carregamento dos 10% aos 80% ultrapassava os 40 minutos, contra os 27 a 30 minutos do Model Y com células 2170. Em testes independentes de 15 minutos, uma bateria LFP mais barata e com menos capacidade conseguiu carregar mais energia do que a 4680. A nova versão europeia, o pack 8L, não está a mostrar melhorias significativas neste parâmetro. A Tesla introduziu silenciosamente o novo pack 4680 no Model Y europeu sem comunicar claramente a mudança aos clientes que já tinham feito encomendas com base nas especificações anteriores. Em países como França ou Noruega, milhares de clientes estão a cancelar as encomendas precisamente por este motivo. Promoção do dia Tomás Cascão