ENSAIO SPRINT: MITSUBISHI ECLIPSE CROSS EV
2026-05-11 21:01:40

Nível de equipamento Intense por 44.500 euros Da geração anterior, só herda o nome. O novo Eclipse Cross nada tem a ver com o SUV que substitui, assumindo-se como o terceiro modelo da gama atual da Mitsubishi desenvolvido com base num produto da Aliança, neste caso, o Renault Scenic E-Tech. E embora essas origens sejam, pelo menos para os mais atentos à atualidade do setor automóvel, claras assim que olhamos para o Eclipse Cross, também é verdade que o SUV, agora 100% elétrico como o sufixo EV antecipa, reuniu muito consenso junto de quem o viu, resultando, para muitos, num automóvel suficientemente distinto e até visualmente mais interessante do que o francês no qual se baseia. Espaço não falta A bordo, e começando pelos lugares traseiros, as sensações são boas graças aos muitos centímetros livres disponíveis em todas as direções. Até o lugar central, usualmente pouco confortável, é aqui significativamente mais cómodo. O Eclipse Cross EV é assim mais “cinco lugares” do que muitos outros que o dizem ser e não o são, habitabilidade complementada pela grande bagageira (545 lt) e pelo espaço adicional disponível debaixo do piso. Por ali falta, no entanto, a possibilidade de criar um plano de carga sem interrupções ao rebater-se o banco. Um “frunk” também não está disponível, mas compartimentos de arrumação no habitáculo abundam e os das quatro portas são forrados a alcatifa, um acabamento simples que gosto sempre de encontrar. Autonomia acima de 600 km Aquele que é o primeiro modelo 100% elétrico desta nova era da Mitsubishi, na qual está a reforçar a sua presença no mercado europeu, está disponível com apenas uma motorização elétrica de 220 cv, máquina elétrica que aciona as rodas dianteiras e é alimentada por uma bateria de 87 kWh. Neste ensaio, recorrendo ao modo Eco, foi possível registar um consumo de apenas 14 kWh/100 km, o que coloca a autonomia real, em condições equivalentes às deste teste, acima dos 600 quilómetros. Nota positiva para o controlo da intensidade da regeneração de energia através das patilhas, bem como para a existência de um modo “one pedal” e de outro em que não é feita qualquer recuperação. A bateria pode ser carregada a 11 kW em AC ou, num posto DC, até 150 kW. Confortável, como se quer A suspensão está bem calibrada, sem mostrar o injustificado “nervosismo” de um amortecimento excessivamente rijo que tantos modelos teimam em assumir, proporcionando agilidade mais do que adequada ao Eclipse. A experiência de condução deste SUV familiar destaca-se, assim, e bem, mais pelo bom nível de conforto do que por um dinamismo exemplar, fazendo-se também valer de um correto isolamento acústico. O sistema de infotainment merece elogios pela agradabilidade de utilização, bem como a presença de um botão que permite desligar rapidamente os assistentes que não pretendemos usar e de uma consola com comandos físicos para a climatização. Tudo muito fácil. Mais difícil é aceitar um volante que não é um círculo perfeito. Eclipse Cross EV por 44.500 euros Design, habitabilidade, autonomia e eficiência. A lista de argumentos do Eclipse Cross EV não se fica por aqui, uma vez que também podemos incluir, por exemplo, o preço de 44.500 euros, valor pedido pelo já muito recheado nível de equipamento Intense, o único disponível na gama. Porém, o maior dos elogios que pode ser feito ao Eclipse Cross EV é algo que para muitos é o seu maior defeito, ter por base um dos mais competentes e completos 100% elétricos do mercado, fabricado por uma das mais experiências marcas na produção deste tipo de automóveis. Pensem nisso. [Additional Text]: Mitsubishi Eclipse Cross EV João Isaac