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TRABALHADORES DO INEM TEMEM DESMANTELAMENTO

Jornal de Notícias

2026-05-11 21:09:10

Novos estatutos apresentados pelo Governo estão debaixo de fogo pedro.santos@jn.pt SAUDE A Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM lançou, ontem, fortes críticas à nova lei orgânica do instituto, aprovada na passada semana pelo Governo em Conselho de Ministros. “Não aceitamos que se chame refundação ao desmantelamento daquilo que devia ser reforçado”, criticou. A tomada de posição surgiu um dia depois de ter anunciado pedidos de esclarecimento “urgentes” ao Executivo sobre a não inclusão dos médicos do INEM no regime de horas extraordinárias dos médicos nas urgências. “Transferir uma resposta diferenciada, que funciona, com histórico, enquadramento operacional, formação específica e integração ôno sistema integra-do de emergência médica, para estruturas cuja missão principal não é a emergência médica pré-hospitalar, não é reformar. é abandonar uma missão pública essencial”, referiram os representantes dos funcionários. A CT acusou, ainda, o Governo de “não ter coragem política”, resumindo a resolução como “um ato de cobardia institucional” adotado numa lógica de "desresponsabilização". “SéRIO RETROCESSO” Os novos estatutos foram atacados POr outras estruturas, como o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que mostrou “profunda preocupação” em relação à nova medida, que vê como um “sério retrocesso” na prestação de emergência médica. Em causa, as 54 ambulâncias de emergência que passarão a assegurar o transporte inter-hospitalar de doentes. O STEPH considera que a retirada de meios “agravara, inevitavelmente, as assimetrias existentes, dei-xando vastas áreas do território nacional ainda mais desprotegidas”. Já a Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica apelou a que o presidente do Conselho Diretivo do INEM, Luís Mendes Cabral, “retire consequências e apresente a sua demissão”. COM LUSA ACUSAÇÃO “Processo de degradação operacional” A Fénix , Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil considera a revisão dos estatutos do INEM um sinal “de degradação institucional e operacional” do instituto. As novas medidas, disse, “colocam em causa a robustez, credibilidade e sustentabilidade do que deveria ser um serviço médico de emergência, mas que é a prestação de SOcorro de má qualidade”. Funcionários do instituto estão preocupados com futuro após os novos diplomas Pedro Emanuel Santos