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FALTA DE DADOS DIFICULTA ANÁLISE DAS CESARIANAS EM PORTUGAL

Jornal Saúde Online

2026-05-12 21:05:58

Adiretora-geral da Saúde admitiu no parlamento que a falta de dados integrados impede conhecer com precisão as razões do aumento das cesarianas, que em 2025 atingiram um recorde no SNS: mais de 22 mil cirurgias, correspondendo a 33,2% dos partos. Grande parte da informação resulta ainda de recoIha manual e apenas 16 das 39 Unidades Locais de Saúde têm registo automatizado. Nem todas as instituições reportam dados, o que limita a monitorização e a realização de auditorias. A responsável defendeu a criação de um sistema integrado de registo obstétrico e a digitalização do boletim da gravida, permitindo melhorar a qualidade da informação e apoiar decisões de política pública. Sobre os valores acima das recomendações internacionais, sublinhou que o perfil das gravidas mudou , com maior ida-de, mais comorbilidades e mais cesarianas anteriores , e que nem sempre é possivel avaliar o risco individual. Ainda assim, destacou que a cesariana é uma intervenção essencial em muitas situações. o diretor executivo do SNS rejeitou uma ligação direta entre falta de recursos e aumento de cesarianas, apontando que em unidades com mais dificuldades a taxa até diminuiu. Sublinhou que 75% das cesarianas são de emergência e resultam de decisões clínicas caso a caso, defendendo monitorização continua e adequação das praticas. © LUSA