VOLVO V60 T6 AWD HYBRID PLUG-IN CORE
2026-05-12 21:06:03

A SEGUNDA GERAçaO DA V60 JÁ LEVA MAIS DE OITO ANOS, MAS TEM-SE ATUALIZADO E CONSEGUE SER, AINDA HOJE, UMA APOSTA SEGURA, PARA QUEM, CONTRA A MARÉ, AINDA PROCURA UMA STATION WAGON. DE RESTO, A ATUAL VERSÃO T6 PROMETE ATÉ 107 KM DE ALCANCE EM MODO ELÉTRICO, QUANDO Sõ FAZ CIDADE Fotos , André Reis Há muito tempo, que não passava aqui pela autoDRIVE uma v60. Creio que a última foi uma maravilhosa T8 Polestar Engineered que nunca mais esquecemos. Híbrida plug-in, contava com 390 cv de potência e uma aceleração 0-100 km/h de 4,6 segundos. Trazia um (benigno) kit estético de bazófia e até travões Brembo. Mas de tal unidade até agora passou-se muita coisa. A Polestar é agora uma marca autónoma, o máximo que (qualquer Volvo) atinge é 180 km/h e, à exceção das frotas, ninguém se lembra já de equacionar uma convencional “Break”. Mas... tal esquecimento é um erro, porque , e agora uma afirmação tão polémica quão verídica esta carrinha, esta v60, por exemplo, é melhor do que qualquer SUV da gama Volvo. E OS SUV que têm são bons, atuais e virtuosos, mas... mesmo com o peso da idade esta v60 é do “melhorzinho” que por aqui já passou nos últimos tem-pos m assim numa visão geral do lote de ensaios que nos vem à mente. E, mesmo face à tal V60 Polestar por nós bem-amada, esta atual T6 AWD não se envergonha. Esta solução de dois motores (o de trás é elétrico) consegue uma potência total em redor de 350 cv e promete 5,4 segundos dos 0 aos 100. Ainda por cima, e neste nível intermédio Core , situado entre o de acesso Essential e o apetrechado Plus , não traz qualquer dica exterior de que se possa armar em desportiva. Até as jantes são “pequenas” (18” de série, estas das fotos são 19”) e, no geral, esta nobre v60 é uma sleeper , ou seja, uma bela adormecida, que vai ali no meio do trânsito sorrateiramente como Station Wagon despretensiosa e, subitamente, pimba: folego que não mais acaba. Mas não é só por acelerar assim que gostamos dela. E não é acelerar “por acelerar”, o comportamento é bom e nem a direção (geral-mente o calcanhar de Aquiles dos Volvo) 1os desmotiva. Em curva, a v60, e não obstante as quase duas toneladas, tem uma postura neutra e equilibrada, combinando uma estabilidade tão natural quanto serena com uma agilidade mais do que correta. E, melhor de tudo, o chassis e a suspensão conseguem tal nota elevada sem necessitarem de prejudicar um pisar aveludado, antes pelo contrário. Já os consumos são outro ponto a favor, sendo que desde que se tenha carga na bateria é possível andar a circular a maioria do tempo em modo elétrico, acabando pelas pequenas intervenções do bloco 2.0 a gasolina implicarem apenas 2 litros de gasto, na média dos 100 quilómetros percorridos. Já deixando secar a bateria... Os 8 litros (para cima) acabam por surgir, mas temos que ser práticos, e sinceros, e qualquer Plug-in só faz sentido se for carregado todos os dias. Até porque se for só pelo benefício fiscal, andando por sistema em 0% de carga, o que se poupa é depois gasto em combustível. E por falar em fiscalidade, esta v60 promete em ciclo misto 93 quilómetros em modo estritamente elétrico, sendo os tais (até) 107 quilómetros anunciados quando: o percurso é totalmente pela cidade e em ritmo urbano bem lento. Ainda assim, apontamos que não obstante toda a evolução que o sistema híbrido da T6 tem vindo a receber, não nos foi fácil, em modo elétrico, conseguir mais do que 60 quilómetros, num momento em que, por exemplo, os automóveis do Grupo VAG (alguns até SUV mais pesados que a v60) conseguem de facto passar dos 100 quilómetros de alcance EV, com facilidade até. A potência máxima de carregamento (apenas em CA) é de 6,4 kWh, sendo que numa tomada “"normal", na garagem, em menos de oito horas a bateria fica de novo cheia (a capacidade útil é de 14,7 kWh). Outro ponto menos positivo, é o som do motor, que é algo estridente e ruidoso como já não apanhamos em quase nenhum automóvel atual (só se for.. Diesel). Mas.. tirando estes dois detalhes, e no fundo, apetece-nos apenas proferir piropos. E que ainda por cima, e na versão base ou nesta intermédia, os bancos em tecido são verdadeiramente Volvo. São desenhados como a maioria das marcas parece ter “desaprendido" de fazer e oferecem um enorme conforto. Como já referido, o pisar honra os pergaminhos da marca e faz desta Volvo uma carrinha muito cómoda. Nos dias em que nela andámos, fica a sensação de que.. não é preciso grandes invenções no (novo) “mundo automóvel”, era só pegar naquilo que já se fazia bem e replicar, porque quem tiver uma carrinha v60, nomeadamente destas, dificilmente vai querer trocar por outro carro qualquer, mesmo que lá em casa digam que: “ah e tal, isto e aquilo, e dava mais jeito um SUV grandito”. Resumindo: aos nossos olhos esta v60 obtém (quase) nota máxima! // EIS UMA CARRINHA BEM TRADICIONAL QUE NáO COMPLICA EM NADA Eá POR ISSO (QUASE) PERFEITA EM TUDO, NáO OBSTANTE A "MATURIDADE" João Santos Matos