MINISTÉRIO DA SAÚDE ATRIBUI À ULS DO OESTE 56 VAGAS PARA A CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS DE VÁRIAS ESPECIALIDADES
2026-05-12 21:06:03

O Ministério da Saúde atribuiu à ULS , Unidade Local do Saúde do Oeste 58 vagas para a contratação de médicos, distribuídos pelas de Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e Hospitalar. Segundo uma informação publicada esta tarde nas redes sociais Ministério da Saúde atribui à ULS do Oeste 56 vagas para a contratação de médicos de várias especialidades Categoria: Oeste 12/05/2026 17:05 O Ministério da Saúde atribuiu à ULS - Unidade Local do Saúde do Oeste 58 vagas para a contratação de médicos, distribuídos pelas áreas de Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e Hospitalar. Segundo uma informação publicada esta tarde nas redes sociais pela ULS do Oeste, as 12 vagas para área de Medicina Geral e Familiar - os chamados médicos de família - foram distribuídas pelas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e Unidades de Saúde Familiar (USF) da região: UCSP Peniche (4); UCSP Torres Vedras (4) e USF Costa Campos - Sobral de Monte Agraço (4). Relativamente à área Hospitalar foram atribuídas 44 vagas e distribuídas pelas seguintes especialidades médicas: Anestesiologia (4); Cardiologia (1); Cirurgia Geral (4); Doenças Infeciosas (1); Gastrenterologia (2); Ginecologia/Obstetrícia (4); Imuno-hemoterapia (1); Medicina no Trabalho (1); Medicina Física e de Reabilitação (1); Medicina Interna (5); Oncologia Médica (2); Ortopedia (4); Otorrinolaringologia (2); Pediatria (3); Pneumologia (2); Psiquiatria (2); Psiquiatria da Infância e da Adolescência (1); Radiologia (2) e Urologia (2). Foram ainda atribuídas duas vagas na área de saúde pública, a qual será igualmente preenchida de acordo com os procedimentos definidos pela ACSS - Administração Central do Sistema de Saúde, o instituto público sob a tutela do Ministério da Saúde, cuja missão principal é gerir os recursos do Serviço Nacional de Saúde. Ainda segundo a ULS do Oeste, “os procedimentos concursais estarão abertos em breve e mais informações serão divulgadas oportunamente”. De acordo com a legislação, a abertura dos procedimentos concursais para as áreas de Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública será da competência do Conselho Directivo da ACSS. A área hospitalar ficará sob a responsabilidade da própria ULS do Oeste, sendo que “esta medida visa fortalecer a qualidade dos serviços de saúde prestados à população e garantir que as unidades de saúde da região estejam devidamente munidas de profissionais qualificados para atender às necessidades da comunidade”. Segundo o despacho do Ministério da Saúde que foi publicado em Diário da República, são mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde que foram identificadas para concurso, entre elas 1.749 para especialidades hospitalares, 711 para Medicina Geral e Familiar e 68 para Saúde Pública. Em Abril, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tinha anunciado no Parlamento que iriam abrir todas as vagas para a especialidade de MGF identificadas como necessárias, mas defendeu que não podia obrigar os médicos a concorrer a zonas onde não querem estar. Segundo os dados divulgados em Janeiro pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025 ficaram por preencher mais de 60% das vagas abertas, pois foram ocupadas apenas 50 das 142 que tinham aberto. Nas especialidades hospitalares, aquela que tem maior número de vagas identificadas no despacho publicado é Medicina Interna (201), seguida de Anestesiologia (126), Pediatria (109), Ginecologia/Obstetrícia (91), Cirurgia Geral (85), Ortopedia (84), Psiquiatria (73), Cardiologia (61), Medicina Física e Reabilitação (58), Medicina Intensina (55), Radiologia (54) e Gastrenterologia (51). Na área da Saúde Pública foram identificadas 68 vagas. Segundo o despacho, assinado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, os respectivos concursos para a área hospitalar são da responsabilidade da administração de cada estabelecimento de saúde e os avisos devem ser publicados em Diário da República na próxima segunda-feira. Quanto aos restantes (MGF e Saúde Pública), o despacho diz apenas que a abertura é da competência do conselho directivo da Administração Central do Sistema de saúde (ACSS). No diploma, o Governo reconhece que para atingir os objectivos de assegurar uma resposta de saúde eficaz e equitativa aos cidadãos é necessário um “esforço contínuo” de reforço dos recursos humanos em saúde, com particular destaque para os profissionais médicos, cuja disponibilidade e distribuição são “factores determinantes” para a sustentabilidade e eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Reconhece igualmente que, apesar do esforço que tem desenvolvido, “ainda persistem assimetrias relevantes na afectação de médicos às diferentes regiões e especialidades”, com “carências acentuadas” em zonas geográficas e áreas de intervenção de maior pressão assistencial. Paulo Ribeiro