AGRAVAM-SE LISTAS DE ESPERA PARA CIRURGIA ONCOLÓGICA
2026-05-12 21:06:03

SNS Dados do 2.0 semestre de 2025 preocupam Liga Portuguesa Contra o Cancro, que pede medidas urgentes A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) manifestou ontem preocupação com o agravamentos das listas de espera em oncologia e apelou para que O Ministério da Saúde adote medidas urgentes que garantam consultas e cirurgias atempadas. Segundo dados divulgados ontem pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), no final do segundo semestre de 2025, 8.874 utentes aguardavam primeira consulta oncológica e 8.215 esperavam cirurgia, com aumentos de 3% e 9%, respetivamente, face a igual período de 2024. Comentando estes números, o presidente da LPCC, Vítor Veloso, afirmou que «são dados negativos» para os quais a instituição olha «com admiração, mas uma admiração negativa e com uma preocupação muito grande». «Estes dados demonstram que, em relação aos doentes oncológicos, a situação não é brilhante», disse à agência Lusa, destacando o aumento de 9% na espera para a cirurgia oncológica. Para o oncologista, ainda mais preocupante é o facto de 21,2% dos doentes em espera já terem ultrapassado o tempo máximo de resposta garantido, assim como o aumento dos tempos de espera para a primeira consulta de especialidade. «Todos estes dados são negativos e a Liga solicita ao Ministério da Saúde que se debruce sobre eles e que lance uma iniciativa que considere e faça com que esta situação seja recuperada», defendeu. «os doentes estão a ser altamente prejudicados e portanto veementemente nós pedimos ao Ministério de Saúde que tome as devidas medidas», reforçou o oncologista. Questionado sobre as medidas que devem ser tomadas para reverter estes indicadores, O presidente da Liga afirmou que «todo o Serviço Nacional de Saúde precisa de uma reestruturação muito grande», incluindo na área da oncologia. Para Vítor Veloso, os doentes estão a ser «duplamente prejudicados», quer pelos atrasos nas primeiras consultas de especialidade, «que são determinantes» para o diagnóstico e tratamento, quer pelos atrasos nas cirurgias. Questionado sobre se esta realidade já se reflete no dia-a-dia da instituição, respondeu «obviamente que sim», referindo que muitos doentes recorrem à Liga por ainda não terem sido operados. D.R. 8.215 doentes esperavam cirurgia oncológica no final de 2025