12H. HANTAVÍRUS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE DESCARTA SURTO DE GRANDES DIMENSÕES, MAS ADMITE NOVAS INFEÇÕES
2026-05-12 21:06:14

OMS confirma nove casos, dois suspeitos e três vítimas mortais. Ainda neste jornal, DGS descarta, por enquanto, medidas preventivas para a população-geral. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Meio-dia. Jornal do Meio Dia na Rádio Observador, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, a Organização Mundial da Saúde descarta um surto de grandes dimensões de hantavírus, mas admite novas infecções. Diz isso em conferência de imprensa, ao lado do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, em Madri. A conferência de imprensa realizou-se esta manhã. O primeiro-ministro espanhol e o director-geral da Organização Mundial de Saúde falaram à imprensa. Tedros Adhanom Ghebreyesus, o director-geral da OMS, garante que, por enquanto, nada aponta para o início de um surto de maiores dimensões. Contudo, explica que o número de casos deve subir por causa das interações ainda dentro do cruzeiro. É de esperar que haja mais casos, porque como se devem lembrar, o primeiro caso no navio ocorreu a 6 de abril e até que o relatório fosse confirmado como infecioso, o que aconteceu por volta de 24 ou 25 de abril, houve muitas interações entre os passageiros e como sabem, o período de incubação é também de seis a oito semanas. Até o momento, a Organização Mundial de Saúde confirma nove casos, 11 casos suspeitos também ligados a este surto e há três mortes. Ao lado do director-geral da Organização Mundial de Saúde, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez faz o balanço da operação que repatriou mais de 120 pessoas de diferentes nacionalidades. Fala de um sucesso e agradece a todos os envolvidos. A operação foi um sucesso graças ao excelente trabalho dos 400 profissionais que nela participaram, todos liderados pelos ministros competentes das respectivas áreas. Gostaria também de agradecer a solidariedade de um grande povo, o povo das Canárias, porque ao longo destes dias demonstraram paciência, generosidade e um civismo que foi aplaudido e reconhecido por líderes internacionais, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas, o António Guterres e também o próprio papa Leão XIV. O balanço e os agradecimentos de Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol, sobre a operação de desembarque e repatriamento dos passageiros do cruzeiro Ondius. E por cá, a Direção-Geral da Saúde descarta para já medidas preventivas por causa do hantavírus. Mas já publicou um documento que tem orientações dirigidas aos profissionais de saúde em Portugal e é um documento que é publicado precisamente na sequência do surto associado ao navio de cruzeiro MV Ondius. Já há hospitais definidos para eventuais casos em Portugal e há orientações para detectar as infecções. O jornalista Miguel Gato explica-nos quais são os sintomas mais comuns desta nova doença, com base neste documento da DGS. Pode ser confundido com uma gripe: febre aguda, dores musculares ou dores de cabeça, sendo que podem também surgir sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou dor no peito. A DGS indica ainda que o doente pode sentir náuseas e dor abdominal. A Direção-Geral da Saúde distingue casos suspeitos de casos prováveis. O primeiro é o de qualquer pessoa que tenha partilhado o espaço onde haja um caso confirmado ou de provável infecção. Já casos prováveis são de pessoas com ligação directa com o doente. A DGS esclarece ainda que o vírus se pode transmitir através de secreções respiratórias, sangue ou outros fluidos corporais. Perante a suspeita de infecção, o INEM deverá ser activado para garantir o transporte seguro dos doentes para hospitais referenciados. Neste caso, a Unidade Local de Saúde São José, em Lisboa, e a ULS São João, no Porto. É o que está escrito num documento divulgado pela Direção-Geral de Saúde. O objectivo é preparar o sistema de saúde português para a eventual identificação de casos ou contactos no país, embora as autoridades reforcem que o risco para Portugal mantém-se muito baixo. É o que afirma também o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, em declarações na Rádio Observador. O epidemiologista afirma que não há motivo para alarma em Portugal. Em entrevista no programa Explicador, aqui na Rádio Observador, o especialista considera que a Organização Mundial de Saúde e a DGS estão a reagir com algum alarmismo devido ao impacto que a Covid-19 teve em todo o mundo ainda nesta década. Ainda assim, sublinha que o hantavírus é raro na Europa e, por isso, garante que não há motivos para preocupações em Portugal. Embora os hantavírus estejam presentes na Europa, nomeadamente na Escandinávia, no Norte da Europa e na Europa Central, esta estirpe dos Andes não existe na Europa. Só casos importados, como foi agora o caso deste navio. Portanto, não há razão para estarmos alarmados com a possibilidade de virmos a ter aqui uma série de casos de uma epidemia de hantavírus, em particular deste dos Andes. Manuel Carmo Gomes considera também que o surto de hantavírus no cruzeiro é uma situação excepcional. O que distingue foi essencialmente o facto de isto ter ocorrido num navio cruzeiro. É uma situação muito incomum. Eu devo dizer que se eu tivesse que fazer 100 cenários para tomar precauções, eu nunca colocaria um hantavírus num cruzeiro. É uma situação muito rara. E de facto, nesta situação muito particular, houve transmissão, houve uma série de pessoas que foram infectadas. É isso apenas que distingue. Manuel Carmo Gomes e as explicações esta manhã na Rádio Observador. O epidemiologista revela também que quando contaminado, o vírus tem uma carga viral muito reduzida e até agora foram confirmados esses sete casos de infecção com hantavírus em pessoas que passaram pelo cruzeiro MV Ondius. Há registo de três mortes e a OMS sublinha que o risco para a população é baixo. 12h06. O Presidente da República devolveu ao Parlamento a lei que cria a pena acessória de perda de nacionalidade e promulgou a redução do IVA na construção. Decisões em Belém esta manhã sobre a lei que cria a pena acessória de perda de nacionalidadeAntónio José Seguro cumpriu o proforma de vetar a lei depois do chumbo do Tribunal Constitucional. Devolve sem promulgação ao Parlamento a lei que cria a pena acessória de perda de nacionalidade. A nota da Presidência da República regista apenas esse fato, sem qualquer outro comentário lateral. Sobre o IVA na construção, o presidente da República promulgou medidas do governo para o desagravamento fiscal na habitação. Há luz verde para essa medida, a aplicação da taxa reduzida de IVA a 6% às empreitadas de construção ou reabilitação em imóveis que são destinados à habitação própria e permanente de quem compra ou que são destinadas ao arrendamento habitacional. Para além disso, há também luz verde para a isenção de IMT na primeira compra de um prédio urbano ou de fração autônoma de prédio urbano destinado exclusivamente à habitação própria e permanente, neste caso, ou habitações de custos controlados. E em Fátima, as preparações para o 13 de maio já decorrem, mas a Proteção Civil alerta para possíveis dificuldades que possam existir devido às chuvas que assolaram a região. Durante a manhã, a Rádio Observador esteve em Fátima e conversou com o comandante sub-regional do Médio Tejo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, é responsável por toda a operação logística destas celebrações. David Lobato destaca duas preocupações da Proteção Civil: a chuva, que pode ser sentida durante o dia, e os peregrinos, que estão debilitados e têm de ser tratados à chegada. Este ano é dos primeiros anos que estamos a apanhar tanta chuva. Nós temos aqui alguma noção que há muitos peregrinos que não conseguiram chegar até Fátima e aquilo que fomos notando é que os peregrinos estão a chegar debilitados. Portanto, essa será a nossa primeira preocupação, a chegada dos peregrinos bastante debilitados, que fazemos aqui o socorro, e depois as celebrações. As celebrações que são sempre muito emotivas. Este ano esperamos que não faça esta chuva que tem estado a fazer durante as celebrações. Estamos a falar de um recinto que leva aproximadamente 280 mil pessoas. Agora vejam 280 mil pessoas, cada uma se tiver um chapéu de chuva, etc. Efetivamente, estamos preparados para situações excepcionais. Preocupações da Proteção Civil para as celebrações de amanhã em Fátima, que recebem cerca de 280 mil pessoas e que estão em risco de trovoada e chuva forte. A Proteção Civil deixou aqui essas preocupações. Meio-dia e nove, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora? A ministra da Saúde admite processar o presidente da Associação de Médicos Tarefeiros. Em causa, as alegações feitas na semana passada por Nuno Figueiredo e Sousa, que classificou o regime de incompatibilidades como uma tentativa de homicídio das populações do interior. Numa entrevista à Antena Um, a ministra Ana Paula Martins considerou que a declaração do presidente da Associação de Médicos Tarefeiros é de uma gravidade enorme e avisa que vai merecer do governo uma análise jurídica para intervenção, se for caso disso. A ministra da Saúde diz que não se pode acusar um governo de homicídio sem que estas afirmações sejam altamente escrutinadas e avaliadas. O comissário europeu para o clima diz que compreende o desconforto com os lucros exorbitantes das empresas energéticas, mas reitera que a aplicação de um imposto extraordinário deve caber aos governos nacionais. Numa visita a Lisboa e ao lado da ministra da Energia, o neerlandês explica que a decisão de tributar lucros extraordinários não deve partir de Bruxelas, porque impor o modelo a nível europeu traria dificuldades jurídicas e de coordenação. O responsável falou a propósito de uma carta enviada em abril à Comissão Europeia por cinco governos europeus, incluindo Portugal. Para além de Portugal, estavam também Alemanha, Espanha, Itália e Áustria. Defendiam esses países a criação, a nível do bloco comunitário, de um imposto sobre os lucros extraordinários das empresas energéticas, algo semelhante às medidas que foram decididas para conter a crise energética de 2022. Miguel Cordeiro e o Jornal do Meio-Dia. Rádio Observador