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GREVE DOS ENFERMEIROS HOJE, DOS MÉDICOS NO DIA 3 , E SNS EM “RISCO DE COLAPSO”

AEIOU.pt Online

2026-05-12 21:06:16

Deliris / depositphotos Problemas “arrastam-se” há anos. Faltam 14 mil enfermeiros no SNS. 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído. Os enfermeiros dos setores público, privado e social cumprem hoje um dia de greve para exigir ao Ministério da Saúde soluções para vários “problemas que se arrastam” nos últimos anos. Convocada pelo Sindicato do Enfermeiros Portugueses (SEP), a paralisação vai abranger os turnos da manhã e da tarde, estando ainda prevista uma manifestação em Lisboa, desde o Campo Pequeno até ao Ministério da Saúde. De acordo com a estrutura sindical, trata-se de uma “greve nacional de toda a enfermagem portuguesa”, permitindo que todos os enfermeiros estejam cobertos pelo pré-aviso, independentemente do setor onde exercem a sua atividade. Coincidindo com o Dia Internacional do Enfermeiro, a greve pretende reivindicar, entre outras medidas, a contratação de mais profissionais, o fim dos contratos precários e o pagamento dos retroativos entre 2018 e 2021 referentes à progressão na carreira. O SEP exige ainda um horário de 35 horas semanais para todos os enfermeiros, assim como a rejeição do pacote laboral que o Governo pretende implementar e da proposta que está em negociação de um novo Acordo Coletivo de Trabalho, alegando que “visa retirar rendimento aos enfermeiros”, agravando os “problemas já hoje existentes”. “Risco de colapso” O Serviço Nacional de Saúde (SNS) necessita de mais 14 mil enfermeiros, alertou hoje a Ordem dos Enfermeiros, para quem esta falta de profissionais faz com que as unidades de saúde públicas estejam em “risco de colapso”. “Em Portugal, calcula-se que faltem mais de 14 mil enfermeiros no SNS, um número para o qual a Ordem dos Enfermeiros tem vindo a alertar sucessivamente, considerando que esta escassez coloca o SNS em risco de colapso”, adiantou a instituição liderada por Luís Filipe Barreira. “Sem investimento em enfermeiros em Portugal, não conseguiremos garantir a sustentabilidade do SNS”, avisou o bastonário, para quem os atuais profissionais estão “exaustos, desmotivados e sujeitos a um enorme desgaste”. Por este motivo, de acordo com a Ordem, mais de um terço dos enfermeiros recém-licenciados em Portugal optam por emigrar para outros países todos os anos, “em busca de melhores condições laborais, reconhecimento profissional e perspetivas de progressão”. Greve dos médicos no dia 3 O Sindicato dos Médicos do Norte, filiado na Federação Nacional dos Médicos, anunciou hoje que vai aderir à greve geral de 3 de junho, em protesto contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde. Num comunicado assinado pela presidente do Sindicato dos Médicos do Norte e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, Joana Bordalo e Sá, a estrutura sindical explica que os médicos voltam à luta porque “a situação não só não melhorou” como “está a agravar-se”. Recorda que no SNS faltam atualmente cerca de 800 médicos de família, deixando cerca de 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído, e sublinha que muitos serviços essenciais, como urgências, continuam a encerrar. Enquanto isso, acrescenta, a transferência de cuidados para o setor privado tem crescido, “sem qualquer valorização dos médicos”. O sindicato indica que o que está em causa numa possível reforma laboral são “jornadas até 50 horas semanais como norma, horários desregulados, bancos de horas impostos, vínculos precários e ataques à parentalidade, à contratação coletiva, ao direito à greve e à ação sindical”. ZAP // Lusa ZAP