10H. SINDICATO DOS MÉDICOS DO NORTE ADERE À GREVE GERAL MARCADA PELA CGTP
2026-05-12 21:06:16

Médicos alegam agravamento das condições do SNS. Ainda neste jornal, ministra de Keir Starmer demite-se e pede saída do primeiro-ministro. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Da manhã. Começamos este jornal com o hantavírus. O epidemiologista Manuel Carmo Gomes afirma que não há motivo para alarme em Portugal. Foi ele o convidado explicador desta manhã. O especialista considera que a Organização Mundial de Saúde e a Direção-Geral da Saúde estão a reagir com algum alarmismo devido ao impacto que a COVID-19 teve. Ainda assim, sublinha que o hantavírus é raro na Europa, por isso garante que não há motivos para ficarmos preocupados em Portugal. Embora os hantavírus estejam presentes na Europa, nomeadamente na Escandinávia, no Norte da Europa e na Europa Central, esta estirpe dos Andes não existe na Europa. Só casos importados, como foi agora o caso deste navio. Portanto, não há razão para estarmos alarmados com a possibilidade de virmos a ter aqui uma série de casos de uma epidemia de hantavírus, em particular deste dos Andes. As explicações de Manuel Carmo Gomes esta manhã. Considera também que o surto de hantavírus no navio cruzeiro é um caso excecional. O que distingue foi essencialmente o fato disso ter ocorrido num navio cruzeiro. É uma situação muito incomum. Eu devo dizer que se eu tivesse que fazer 100 cenários para tomar precauções, eu nunca colocaria um Andes vírus num cruzeiro. É uma situação muito rara. E de fato, nesta situação muito particular, houve transmissão, houve uma série de pessoas que foram infectadas. É isso apenas que distingue. "É uma situação muito rara", diz o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, que revela também que quando contaminado, o vírus tem uma carga viral muito reduzida. Até agora foram confirmados sete casos de infecção em pessoas que passaram pelo cruzeiro Ondius. Há registro de três mortes. A Organização Mundial de Saúde sublinha que o risco para a população em geral é baixo. A Direção-Geral da Saúde também afirma que o risco em Portugal é muito baixo e afasta a necessidade de impor medidas preventivas, mas divulgou um conjunto de orientações para eventuais casos em Portugal. As indicações são sobretudo para profissionais de saúde e também já foram definidos os hospitais de referência. Miguel Gato, começamos com os hospitais. O Hospital Curry Cabral para os adultos e o Hospital Dona Estefânia para os eventuais pacientes mais novos, crianças, isto na cidade de Lisboa, e o Hospital de São João, no Porto. Em casos suspeitos, o INEM deve ser sempre acionado para o transporte do doente. É o que escreve a DGS. A Direção-Geral da Saúde divulga a lista dos hospitais que estão preparados para receber pessoas infectadas com hantavírus, mas garante que, para já, o risco é muito baixo e por isso não implementa medidas preventivas para a população. A DGS destaca também a importância de distinguir casos suspeitos de casos prováveis. E começamos pelos casos suspeitos. É o de qualquer pessoa que tenha partilhado um meio de transporte onde haja um caso confirmado ou de provável infecção, ou que tenha estado em contato com alguém que esteve no navio cruzeiro. Os sintomas para se estar atento: febre aguda, dores musculares ou de cabeça e ainda calafrios, náuseas, diarreia, dor abdominal ou sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou dor no peito. Então e os casos prováveis, Miguel? Os casos prováveis são os de pessoas com estes sintomas e que tenham também uma ligação direta a um caso confirmado ou provável de hantavírus. A DGS esclarece ainda o que são contatos de risco: são interações que envolvam secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluidos corporais, isto dois dias antes dos sintomas aparecerem ou até a ausência total desses sinais. Miguel Gato, aqui ficam as recomendações da Direção-Geral da Saúde. Estas orientações foram divulgadas ontem à noite. São destinadas a profissionais de saúde e também a pessoas que tiveram contato com passageiros ou tripulantes do navio Ondius. Estamos também a atualizar todas as informações sobre o hantavírus no site do Observador. Falamos agora do conflito no Médio Oriente e com destaque para um agravamento da tensão entre Estados Unidos e Irão. Donald Trump sobe o tom e afirma que o cessar-fogo está nos cuidados intensivos. Fala num cessar-fogo muito frágil e responsabiliza o Irão. O presidente norte-americano critica também a mais recente proposta de paz apresentada por Teerão. O cessar-fogo está, neste momento, inacreditavelmente fraco. Isto depois de ler o pedaço de lixo que nos enviaram. Nem acabei de ler. Disseram-me que ia ser uma perda de tempo. É um cessar-fogo fraco, neste momento, diria que está nos cuidados intensivos. Declarações de Donald Trump numa conferência de imprensa na Casa Branca ontem à noite, antes de viajar para a China. Estas ameaças e avisos fizeram imediatamente o preço do petróleo voltar a subir. Na análise, Francisco Lourenço Garcia acredita que a viagem de Donald Trump à China pode ajudar a definir a estratégia de política interna nos Estados Unidos e a desbloquear um acordo de paz. Foi esta manhã, no gabinete de guerra, o investigador e professor catedrático considera que a administração Trump tem pressa em terminar o conflito no Médio Oriente, por causa da aproximação das eleições internas. Francisco Proença Garcia refere que a China também precisa que o Estreito de Ormuz seja reaberto e, por isso, pode ajudar Trump a acelerar um acordo de paz. Depois da visita a Pequim, pode vir bombardear novamente e voltar a forçar o Irão a ter outra disponibilidade para negociar. É muito difícil saber o que é que se passa na cabeça daquele. A previsibilidade das suas decisões é muito difícil, mas ele vai ter que encontrar uma saída para o seu problema interno, por causa das suas eleições. E as pressões da comunidade internacional estão a ser tremendas, de maneira que ele tem que encontrar uma saída e pode ser que essa saída seja encontrada agora na visita a Beijing. Vamos ver. O investigador e professor catedrático Francisco Proença Garcia avisa que qualquer tipo de acordo entre Estados Unidos e China implica cedências em áreas sensíveis. E vamos ao futebol. José Mourinho dá a entender que pode sair do Benfica no final da época. O técnico volta atrás e admite que hoje não renovaria pelo Clube da Luz, isto depois de ontem à noite ter perdido o segundo lugar para o Sporting. O Benfica empatou 2x2 na Luz frente ao Braga. Enquanto isso, o Sporting venceu o Rio Ave em Vila do Conde por 4x1, passa para o segundo lugar, aquele que dá acesso direto à Liga dos Campeões. Na conferência de imprensa, José Mourinho falou no passado e admite que hoje não renovaria contrato com o Benfica. 1 de março é 1 de março e porque a última semana do campeonato, as duas últimas semanas do campeonato, não é para se pensar em futuro, não é para se pensar em contratos, é para se pensar na missão que nós tínhamos, que era de fazer o milagre de ficar em segundo lugar. Eu quando digo milagre, não me quero alongar muito, mas eu acho que vocês percebem o que eu quero dizer com o milagre. José Mourinho a falar de um milagre no final do empate do jogo no Estádio da Luz frente ao Braga. Na análise, o comentador de desporto da Rádio Observador, Gabriel Alves, diz que esta má fase do Benfica é o espelho de mais uma temporada mal preparada. O Benfica tem o somar de mais uma época muito má. Isto, naturalmente, está a tocar naquilo que são os adeptos, que são a alma do clube, o bate-bate do clube. Eu diria mais do que o clube, da empresa, da instituição. A preocupação não vai só nos adeptos, certamente vai nos patrocinadores. Na dimensão que o clube tem e, obviamente, o seu principal atrativo e poder é aquilo que é o rendimento desportivo. Análise de Gabriel Alves numa edição especial de "E o Campeão É" esta manhã. Falta só uma jornada no campeonato, vai ser no próximo fim de semana. O Sporting vai receber em Alvalade o Gil Vicente, o Benfica visita o campo do Estoril. Carla, milhares de peregrinos estão a esta hora a caminho de Fátima para as celebrações do 13 de Maio. As cerimônias começam esta noite. O repórter Miguel Pina Andrade tem estado a falar com os peregrinos que vão chegando ao santuário. Os fiéis destacam a importância da fé nesta jornada, que muitas vezes demora vários dias e milhares de quilómetros. Estão felizes por finalmente terem chegado aqui a Fátima. Há pouco falava com Augusta Gomes, veio de Paredes, no distrito do Porto, num grupo de mais de 500 pessoas, entre peregrinos e equipa de apoio. Esta não é a primeira peregrinação de Augusta Gomes, mas a motivação continua a ser só uma. A fé. É mesmo a fé. Porque não é fácil, mas a fé é que movimenta montanhas, não é? É isso. A peregrina Augusta Gomes, que percorreu mais de 200 km a pé deste Paredes até à Cova da Iria. São milhares os peregrinos que continuam a chegar ao Santuário de Fátima para as celebrações do 13 de Maio. Desde Chaves, do distrito de Vila Real, mesmo do norte do país, vem Luísa Botelho. Partiu há nove dias, já não é a primeira peregrinação, mas este ano teve um significado especial. Eu, já é a terceira vez que venho. E qual das experiências é a mais bonita? Apesar de caminhar 10 dias, caminhamos com muita alegria, com muito amor, com muita fé e sempre com o sentido de chegar. Chegamos bem, estamos bem e iremos com o coração cheio. De coração cheio, a peregrina Luísa Botelho, à entrada do Santuário de Fátima. O sentimento de missão cumprida une os fiéis que chegam. Fátima Machado sublinha a paz e a felicidade na chegada à Cova de Iria. É concluído e paz que temos no nosso coração e felicidade de chegarmos, porque se uma pessoa acaba bem é por algum motivo. Hoje uma pessoa já se não sente cansada, porque a alegria é tanta e a emoção que uma pessoa fica ótima. O cansaço fica em segundo plano. O testemunho de Fátima Machado, uma das centenas de milhares de peregrinos que estão em Fátima para as celebrações do 13 de Maio. A reportagem do Miguel Pina Andrade. As celebrações dos 109 anos do Milagre de Fátima vão ser presididas este ano pelo Patriarca de Lisboa, Rui Valério. São agora 10h11, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? O Presidente da República devolveu a lei que cria a pena acessória da perda da nacionalidade ao Parlamento. É o que indica uma nota publicada há pouco no site da presidência. António José Seguro explica que o Tribunal Constitucional se pronunciou em sede de fiscalização preventiva pela inconstitucionalidade de algumas das normas. É um assunto que desenvolvemos nos próximos jornais. O Sindicato dos Médicos do Norte vai aderir à greve geral de 3 de junho, greve convocada pela CGTP, em protesto contra a reforma laboral. Os médicos juntam-se, justificam a decisão face ao agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde. É o que indica um comunicado divulgado há pouco pelo Sindicato dos Médicos do Norte, liderado por Joana Bordalo e Sá. Também hoje é dia de greve dos enfermeiros, uma paralisação que abrange os profissionais dos setores público, privado e social. Está prevista uma manifestação em Lisboa daqui a meia hora. Crise política no Reino Unido, o primeiro-ministro britânico está a enfrentar uma forte pressão do Parlamento e do próprio partido para deixar o cargo. Os primeiros sinais começam já a surgir. Esta manhã demitiu-se a ministra da Descentralização, Religiões e Comunidades. Ao sair, escreveu uma carta a exigir a demissão de Keir Starmer. O podcast Plus, os ficheiros do caso Carlos Castro, voltou a chamar a atenção pública para um dos crimes mais midiáticos nos últimos anos. O último episódio está disponível a partir de hoje. E o final da série centra-se no julgamento de Renato Seabra pelo homicídio de Carlos Castro em Nova York. Que acabaria condenado a uma pena não inferior a 25 anos de prisão. Ainda antes de ser conhecida a sentença, Renato Seabra pediu desculpa à família e aos amigos da vítima. É o dia 21 de dezembro de 2012. Renato Seabra quer pedir desculpa à família e aos amigos da vítima. Assume, cometeu o crime. Matou Carlos Castro. Mas diz que não sabe por que motivo o fez, que nunca antes tinha sido agressivo, que não sabe o que se apoderou dele naquele dia e que não compreendeu a forma como as coisas se passaram. No momento em que entrei no quarto, nesse dia, algo tomou conta de mim. Depois, coloca-se nas mãos do juiz. Aceito qualquer pena que o juiz me quiser aplicar, porque cometi o crime. E agora, só Deus sabe o que aconteceu naquele dia. É um excerto do último episódio do podcast Plus do Observador, que já está disponível. Os ficheiros do caso Carlos Castro é uma série em podcast narrada pela atriz Joana Santos, que conta com música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista Tânia Peirinhas. Rádio Observador