MÉDICOS ADEREM À GREVE GERAL CONTRA REFORMA LABORAL E CRISE
2026-05-12 21:06:16

O Sindicato dos Médicos do Norte, ligado à Federação Nacional dos Médicos (FNAM), confirmou hoje a participação na greve geral de 3 de junho, integrando o protesto convocado contra as alterações à legislação laboral e contra o que descreve como deterioração das condições de trabalho no SNS. A estrutura sindical, liderada por Joana Bordalo e Sá, refere que a situação no sistema de saúde se agravou, sublinhando a falta de cerca de 800 médicos de família e a existência de aproximadamente 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído. O sindicato alerta ainda para o encerramento recorrente de serviços de urgência e para a crescente dependência do setor privado. No comunicado, os médicos criticam propostas associadas à reforma laboral, apontando riscos como o aumento do horário de trabalho até 50 horas semanais, maior precariedade, desregulação de horários e limitações à contratação coletiva e ao direito à greve. A FNAM defende que qualquer “Pacto para a Saúde” deve assentar num reforço efetivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com equipas completas, vínculos estáveis e melhores condições salariais, rejeitando medidas baseadas sobretudo no aumento do trabalho suplementar. O sindicato considera ainda que os incentivos recentes ao trabalho nas urgências não resolvem a falta estrutural de profissionais e podem agravar a exaustão médica. A greve geral de 3 de junho foi convocada pela CGTP e o pré-aviso foi entregue na segunda-feira, após o fim das negociações com o Governo sem acordo sobre a reforma laboral. LUSA/SO Sílvia Malheiro