HANTAVÍRUS: DGS DIVULGA ORIENTAÇÕES PARA POSSÍVEIS CASOS SUSPEITOS E AFASTA MEDIDAS PREVENTIVAS
2026-05-12 21:06:17

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta segunda-feira orientações destinadas aos profissionais do sistema de saúde português para a gestão de possíveis casos suspeitos relacionados com o surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro “MV Hondius”, considerando que o risco para Portugal “mantém-se muito baixo” e afastando, para já, a necessidade de medidas preventivas a nível nacional. Numa nota publicada no seu portal oficial, a DGS explica que a orientação “enquadra as medidas a adotar, pelos profissionais do sistema de saúde português, para gestão de eventuais contactos no âmbito do surto da Hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius, na eventual possibilidade de darem entrada em Portugal indivíduos que foram contactos de casos com relação a este surto”. A autoridade de saúde sublinha ainda que “não existe em Portugal qualquer alteração da avaliação do risco” e acrescenta que “o risco para Portugal mantém-se muito baixo, pelo que não há medidas preventivas a implementar a nível nacional para a população”. Segundo o documento agora divulgado, é considerado caso suspeito qualquer pessoa que tenha partilhado ou visitado um meio de transporte, como um barco ou avião, onde tenha existido um caso confirmado ou provável de infeção por hantavírus Andes (ANDV), ou qualquer pessoa que tenha estado em contacto com um passageiro ou membro da tripulação do “MV Hondius”, desde que apresente febre aguda ou histórico de febre associado a pelo menos um sintoma compatível com a infeção. Entre os sintomas indicados estão dores musculares, arrepios, dor de cabeça, sintomas gastrointestinais - como náuseas, vómitos, diarreia ou dor abdominal - e sintomas respiratórios, incluindo tosse, falta de ar, dor no peito ou dificuldade respiratória. A DGS define como caso provável uma pessoa com sinais e sintomas compatíveis e com ligação epidemiológica conhecida a um caso confirmado ou provável de infeção por hantavírus Andes. Já um caso confirmado corresponde a um caso suspeito ou provável em que exista deteção de ácidos nucleicos de ANDV através de RT-PCR em amostras biológicas, testes serológicos positivos ou isolamento do vírus a partir de uma amostra biológica. A orientação considera contacto qualquer pessoa exposta a um caso confirmado ou provável durante o período de transmissibilidade, definido entre os dois dias anteriores ao aparecimento de sintomas e a ausência destes, através de contacto com secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluidos corporais. De acordo com o documento, elaborado em linha com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deve ser ativado para assegurar o transporte de casos suspeitos até aos hospitais de referência. Os hospitais indicados para referenciação são a Unidade Local de Saúde São José, através do Hospital Curry Cabral para adultos e do Hospital Dona Estefânia para doentes pediátricos, e a Unidade Local de Saúde São João, no Porto, para adultos e crianças. Segundo dados da OMS e do ECDC, foram até agora confirmados sete casos de infeção por hantavírus em passageiros do cruzeiro “MV Hondius”, que partiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram e permanecem em investigação outros casos suspeitos ou prováveis. O hantavírus é habitualmente transmitido por roedores infetados, mas a variante Andes, identificada neste surto, é rara e tem capacidade de transmissão entre pessoas. Os sintomas iniciais da infeção incluem manifestações semelhantes às da gripe, como tosse, fadiga, dores de cabeça e dores musculares. A Organização Mundial da Saúde considera que o risco deste surto para a população em geral permanece baixo. lusa/HN A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta segunda-feira orientações destinadas aos profissionais do sistema de saúde português para a gestão de possíveis casos suspeitos relacionados com o surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro “MV Hondius”, considerando que o risco para Portugal “mantém-se muito baixo” e afastando, para já, a necessidade de medidas preventivas a nível nacional. [Additional Text]: DGS1