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8H. MINISTRA DA SAÚDE REPETE QUE NÃO SE VAI DEMITIR E AFIRMA QUE SÓ SAI QUANDO O PRIMEIRO-MINISTRO DECIDIR

Observador Online

2026-05-12 21:06:20

Ana Paula Martins reconhece que o setor atravessa uma fase difícil mas considera que continua a ter o apoio de Luís Montenegro. Também no jornal o ambiente em Fátima para as celebrações do 13 de Maio Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Oito horas. Começamos este jornal com o hantavírus. A Direção-Geral da Saúde emitiu um conjunto de normas para eventuais casos em Portugal, mas sublinha que o risco continua a ser muito baixo e afirma que, para já, não são precisas medidas preventivas. Estas orientações foram divulgadas ontem à noite e são destinadas a profissionais de saúde e também a pessoas que estiveram em contacto com passageiros ou tripulantes do navio MV Onus. Miguel Gato, em primeiro lugar, há que distinguir entre casos suspeitos e casos prováveis. A DGS explica que um caso suspeito se refere a qualquer pessoa que tenha partilhado ou visitado um meio de transporte onde haja um caso confirmado ou de provável infecção, ou que tenha estado em contacto com alguém do navio cruzeiro. Os sintomas para estar atento: febre aguda, dores musculares ou dor de cabeça e ainda sinais como calafrios, náuseas, diarreia, dor abdominal ou sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou dor no peito. E os casos prováveis? Os casos prováveis são pessoas com estes sintomas e com uma ligação direta a um caso confirmado ou provável de hantavírus. Quanto aos contactos de risco apontados pela DGS, são interações que envolvam secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluidos corporais. Isto desde dois dias antes dos sintomas até à ausência total desses sinais. Miguel, a Direção-Geral de Saúde divulga ainda os hospitais de referência para eventuais casos. E neste caso são o Curry Cabral para adultos, o Dona Estefânia para crianças, isto em Lisboa, e o Hospital de São João no Porto. Em casos suspeitos, o INEM deve ser sempre ativado para garantir o transporte dos doentes. A DGS garante ainda que o risco para Portugal se mantém muito baixo, pelo que não há, para já, medidas preventivas a implementar para a população. Miguel Gato, com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, que foram publicadas ontem à noite. A Organização Mundial de Saúde continua a dizer que não há riscos de uma nova pandemia. Até agora foram confirmados sete casos de infecção com hantavírus em pessoas que passaram pelo cruzeiro MV Ondius. Há registo de três mortes, de acordo com o mais recente balanço oficial da OMS. Este é o tema do Explicador desta manhã. Nosso convidado, o médico epidemiologista Manuel Carmo Gomes, para ouvir depois do Jornal das Nove. A ministra da Saúde repete que não se vai demitir e afirma que só sai quando o primeiro-ministro decidir. Ana Paula Martins considera que continua a ter o apoio de Luís Montenegro. A ministra reconhece que o setor atravessa uma fase difícil, não esconde o desafio que tem em mãos, mas em entrevista à Antena 1 repete que o cenário de demissão não se coloca. Não vale a pena pedirem a demissão. Eu sairei no dia que tiver que sair, que o senhor primeiro-ministro entender que é essa a altura. Eu não me escudo com o senhor primeiro-ministro, bem pelo contrário. E também o senhor primeiro-ministro, quando dá apoio aos seus ministros, dá-o, porque obviamente que governar é difícil e, portanto, naturalmente que é preciso- Mas sente que há aqui um ônus, um peso maior para o primeiro-ministro quando tem que a defender como a defende? Não, o que eu sinto é que o senhor primeiro-ministro fez uma escolha e, naturalmente, apoia a escolha que fez, porque também sabe que aquilo que enfrentamos na saúde é difícil. A ministra da Saúde diz também que já está habituada às críticas da oposição e destaca sobretudo os ataques dos socialistas José Luís Carneiro e Mariana Vieira da Silva. Milhares de fiéis são esperados entre hoje e amanhã no Santuário de Fátima para as habituais celebrações do 13 de maio. E Carla, no dia em que começam as cerimônias, importa perceber como está o ambiente na história e como é que a região se preparou. A chegada dos peregrinos está prevista para as próximas horas. As celebrações começam esta noite na Capela das Aparições, com a recitação do Terço. O repórter Miguel Pina Andrade está já em Fátima. E Miguel, neste jornal vamos dar destaque à questão do alojamento. Como é que está este ano a ocupação hoteleira? É isso que vamos tentar perceber, Carla. Agora com Cátia Frias, representante do Hotel Santo Amaro e o Hotel Serra dAire, aqui em Fátima. Bom dia, Cátia. Muito obrigado por receber a Rádio Observador. No vosso hotel, ainda há algum quarto para um peregrino de última hora ou já esgotaram a lotação? E quem é que ocupa estas camas? São maioritariamente portugueses ou já começa a haver uma maior presença de estrangeiros? Bom dia, Miguel. Neste momento estamos completos, o que é normal nesta altura do ano em Fátima. Continuamos a receber maioritariamente clientes portugueses, claro, mas também verificamos uma forte presença do mercado espanhol e francês aqui nos nossos hotéis. As festividades do 13 de maio servem para equilibrar as contas do resto do ano ou Fátima já conseguiu combater esta sazonalidade a ponto de este ser apenas mais um pico de faturação? Fátima ultimamente tem conseguido gerar um fluxo turístico mais regular ao longo do ano, embora estas datas continuem a representar um pico muito, muito importante para o nosso turismo. Muito obrigado, Cátia Frias, representante do Hotel Santo Amaro e o Hotel Serra dAire em Fátima. E Carla, o dia nasce com a chegada de milhares de peregrinos. As celebrações de 109 anos após os acontecimentos na Cova da Iria começam hoje, às 21h30, com a recitação do Terço na Capelinha das Aparições. Segue-se depois a Procissão das Velas e a Celebração da Palavra no recinto do Santuário de Fátima. Miguel Pina Andrade esta manhã em Fátima, nas celebrações que este ano vão ser presididas pelo Patriarca de Lisboa, Rui Valério. Donald Trump afirma que o cessar-fogo com o Irão está nos cuidados intensivos. O presidente dos Estados Unidos vai mais longe e diz que a mais recente proposta de paz de Teerão é estúpida e descreve-a mesmo como um pedaço de lixo. Sim, são palavras e expressões utilizadas por Donald Trump numa conferência de imprensa esta madrugada na Sala Oval da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos volta a subir o tom e critica a atitude do Irão. O cessar-fogo está neste momento inacreditavelmente fraco. Isto depois de ler o pedaço de lixo que nos enviaram. Nem acabei de ler. Disseram-me que ia ser uma perda de tempo. É um cessar-fogo fraco neste momento. Diria que está nos cuidados intensivos. O Irão rejeita, no entanto, estas críticas e diz que a proposta que apresentou para um acordo de paz era razoável e generosa. O certo é que depois das declarações de Donald Trump, o preço do petróleo voltou a subir esta manhã. Está a ser negociado num valor mais uma vez superior aos US$100 o barril. São 08h07. Já a seguir, Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias merecem destaque? Hoje é dia de greve dos enfermeiros. A paralisação abrange os profissionais dos setores público, privado e social. A greve é convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Está prevista também uma manifestação em Lisboa esta manhã. Também hoje a ordem alerta que o SNS precisa de mais 14 mil profissionais. Afirma que devido a esta falta de enfermeiros, as unidades de saúde públicas estão em risco de colapso. José Mourinho dá a entender que pode sair do comando técnico do Benfica e admite que hoje não renovaria pelo Clube da Luz. As declarações do treinador surgem depois do Benfica perder o segundo lugar para o Sporting. Os encarnados empataram ontem à noite 2x2 na Luz frente ao Braga. Já o Sporting venceu o Rio Ave em Vila do Conde por 4x1, passa para o segundo lugar, é o lugar que dá acesso direto à Liga dos Campeões. Já está disponível o sexto e último episódio de Os Ficheiros do Caso Carlos Castro, que é o mais recente podcast Plus do Observador. E o final desta série em podcast centra-se no julgamento de Renato Seabra, acusado de homicídio brutal de Carlos Castro em Nova York. A questão principal estava em determinar o que levou Renato Seabra a cometer o crime. Ninguém questiona um ponto: o crime foi cometido com violência extrema. Mas há uma divergência fundamental: o que provocou esse episódio de violência? A acusação acredita que a motivação de Renato Seabra foi a fúria contra Carlos Castro. Chama 22 testemunhas para tentar provar essa tese. Entre elas estão Vanda Pires, a amiga da vítima em Nova York, a empregada de limpeza, que foi a última pessoa a vê-lo com vida, o segurança que descobriu o corpo no quarto de hotel, os detetives que analisaram a cena do crime e interrogaram Renato Seabra e o taxista que o transportou até ao hospital. Já a defesa argumenta que a violência extrema é a prova de que Renato Seabra estava a sofrer um surto psicótico naquele momento e só vai chamar duas pessoas para o tentar provar. É um excerto do último episódio de Os Ficheiros do Caso Carlos Castro, que já está disponível. Esta é uma série narrada pela atriz Joana Santos, que estávamos a ouvir, com música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista do Observador, Tânia Pereirinha. Rádio Observador