DISPARAM QUEIXAS DE BURLA NA INTERNET: FALSOS POLÍCIAS E BANCÁRIOS USADOS NOS GOLPES
2026-05-12 21:06:44

Artigo exclusivo GNR avisa para “profissionalização crescente” de criminosos que se fazem passar por funcionários de diferentes entidades. Apresentam-se como bancários, agentes de autoridade, funcionários da EDP, do Serviço Nacional de Saúde ou da Segurança Social. E desta forma concretizaram 298 burlas só nos três primeiros meses de 2026 na área da GNR. A este número somam-se os 671 crimes de burla informática pelo método de spoofing - esquema em que os criminosos fazem com que no visor do telemóvel da vítima apareça um nome ou número que aparenta ser oficial. O número destes crimes não pára de subir. No ano passado, a GNR registou 1092 casos de burla em que a vítima julgou estar a lidar com um funcionário bancário ou de outras entidades ou até um agente da autoridade, e outros 974 em 2024 - 2364 em apenas dois anos e três meses. Da mesma foram, foram registados 2528 casos de burlas informáticas com obtenção ilegítima de dados do utilizador, a que se acrescentam 2652 em 2024. Segundo a GNR, nas burlas por falso funcionário deste ano, 44 foram com falsos bancários e 75% consumadas. Houve 36 casos de falsos agentes de autoridade (GNR/PSP/PJ), 86% deles consumados. Houve ainda 16 relacionados com a EDP e 20 com Saúde e Segurança Social. A GNR avisa para a “profissionalização crescente” destes burlões, que recorrem a mecanismos de manipulação psicológica para convencer as vítimas a fornecer dados que dão acesso a contas bancárias ou mesmo entregar dinheiro vivo. Autenticidade de contactos A GNR alerta a população para verificar a autenticidade de contactos. “Nenhuma entidade oficial ou bancária solicita códigos de segurança, palavras-passe ou transferências imediatas por telefone ou SMS.” Desconfie sempre “Desconfie sempre que o contacto que recebe tenha um tom de urgência ou ameaçador, nunca clicando em links recebidos por SMS ou por email. Não devolva chamadas para números desconhecidos, bloqueie!”, avisa a GNR.João Carlos Rodrigues