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ESPECIAL SMART CITIES - CÂMARA DO PORTO VAI TER CARTA DE ÉTICA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Jornal de Notícias

2026-05-13 06:00:06

Conferência concluiu que é preciso uma mudança cultural e os cidadãos não podem ser excluídos INICIATIVA Rodrigo Passos, vereador da Câmara Municipal do Porto, afirma que a carta ética para a utilização da inteligência artificial (IA) vai ser lançada em breve. “o objetivo é que cada uma das pessoas da esfera municipal possa compreender as regras do jogo”, avançou durante o Portugal Smart Cities Summit, que se realizou na FIL, ontem, em Lisboa. No painel de debate sobre “Transformação Digital & Dados para a Cidade”, Vasco Anjos, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, apontou que a mudança digital é também o objetivo da autarquia. “Estamos a alterar a nossa arquitetura de gestão de dados, queremos ter uma cidade mais eficiente e preparar-nos para aproveitar a IA ao máximo”, refere. Ponto assente entre os oradores foi a necessidade de uma mudan-ça cultural nos municípios, empresas e sociedade civil. Fernando Reino da Costa, CEO da Unipartner, também insiste nessa mudança: “temos de colocar sentido crítico Onos jovens”. A confiança dos cidadãos na IA foi outra das questões levantadas. “Temos de garantir que as pessoas confiam Ono que estamos a fazer, porque a realidade é que temos imensos produtos a ser desenvolvidos, muitos algoritmos, vários modelos que saem todos os dias, que são atualizados diariamente, e acho que as pessoas não confiam no resultado que sai dali”, afirma André Glória, professor auxiliar na Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas do ISCTE Sintra e assistente de Investigação no Instituto de Telecomunicações do ISCTE Branch. No caso da aplicação da IA a outros níveis, como na prevenção de incêndios, João Bentes, Head of Institutional Affairs da GEOSAT, refere que “também no caso dos incêndios, que é bastante comum no país, é possível fazer muito para a prevenção a partir de dados de satélite”. Para aquele responsável, “seja, mapear zonas mais secas, utilizando índices de vegetação mais suscetíveis a arder seja, identificar mato dito limpo e não foi, devem existir zonas de intervalos de segurança”. Paulo Cavaleiro, deputado, presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, Ono Parlamento, destaca que a IA pode ter menos resistência na implementação dos pequenos municípios. “As vezes é mais facil, a decisão é mais rápida e há menos gente e menos resistência para implementar projetos”. A transformação digital está ai e Rodrigo Passos alerta que esta não deve ser fator de exclusão de ninguém, nomeadamente dos mais velhos. O autarca considera tratar-se de um caminho de capacitação que deve ser feito com todos. Debate abordou a transformação digital com foco na resolução dos problemas das pessoas e como apoio à decisão dos dirigentes A transformação digital proporcionada pela IA esteve em debate na FIL, em Lisboa Oradores convidados Rodrigo Passos Vereador da Câmara Municipal do Porto “Acredito que dentro de cinco anos qualquer dirigente do Estado ou de uma autarquia vai ter como pré-requisito conhecimento sobre inteligência artificial. As câmaras municipais devem apostar na formação contínua” Vasco Anjos Vereador da Câmara Municipal de Lisboa “Inteligência artificial não é o ChatGPT, são coisas muito complexas para gerir uma cidade. Precisamos de algoritmos sólidos com informação estruturada, não avulsa. Gerir informação é uma questão de governance” André Glória Professor Auxiliar no ISCTE “Há uma moda de meter a inteligência artificial em tudo. E preciso primeiro perceber se vai melhorar a eficiência daquele problema ou se apenas é necessária tecnologia, que não significa inteligência artificial” Fernando Reino da Costa CEO da Unipartner "Temos um modelo que vale cinco a seis ou dez vezes mais do que o ChatGPT, que vai fazer quatro anos em outubro. A evolução dos modelos é exponencial. Não faço apostas sobre o que é que vai surgir dentro de um ano” João Bentes Head of Institutional Affairs at GEOSAT “Um dia recebemos uma chamada do FBI a perguntar-nos se uma imagem nossa era real ou tinha sido adulterada. E importante ter parceiros de confiança sobretudo na parte dos dados. Preocupa-nos a confiabilidade dos dados” Paulo Cavaleiro Deputado e presidente da Comissão de Cultura “Temos de focar-nos nas pessoas. Ligamos para call centers que nos atendem, é tudo automático e temos muita dificuldade em falar com alguém para nos resolver o problema”