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HOSPITAL DA CRUZ VERMELHA CONSEGUE PRIMEIRO RESULTADO OPERACIONAL POSITIVO EM ANOS

ECO

2026-05-13 21:02:06

Hospital tem enfrentado muitos problemas nos últimos anos, mas fala agora em "inversão estrutural" nos resultados operacionais. Faturou 36,5 milhões em 2025, mais 2% em relação ao ano anterior. O Hospital da Cruz Vermelha mantém-se em recuperação do seu negócio, tendo encerrado 2025 com uma faturação de 36,5 milhões de euros, uma subida de 2% em relação ao ano anterior. E voltou a ter resultados operacionais positivos. Foi o quinto ano de crescimento no volume de negócios do hospital detido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (55%) e Parpública (45%), depois dos 22 milhões de euros faturados em 2020, ano da pandemia. O hospital liderado por Pedro de Albuquerque Mateus fala numa “inversão estrutural” do resultado operacional que passou de -424 mil euros para um valor positivo de 396 mil euros. Desde 2019, pelo menos, que regista um EBITDA - resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações - negativo. Ainda assim, deverá ter registado prejuízos no ano passado - que não divulgou ainda. O resultado antes de impostos foi negativo em 2,9 milhões de euros, o que não deixa de representar uma melhoria em relação aos prejuízos de 3,7 milhões do ano anterior. Há dois anos, Parpública e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tentaram vender o hospital, mas deixaram cair o negócio porque as ofertas não tinham “as condições necessárias” para proteger o “interesse patrimonial” dos dois acionistas. O hospital tem enfrentado muitos problemas, inclusive financeiros, que levaram os acionistas a ter de injetar dinheiro para assegurar a atividade. Na vertente financeira, de resto, o hospital diz ter recuperado 1,6 milhões de euros em dívidas de terceiros, regularizou 48% dos pendentes de faturação e obteve mais de 350 mil euros em poupanças decorrentes de renegociações contratuais e da otimização de processos internos. “Os resultados demonstram que estamos no caminho certo para afirmar o Hospital Cruz Vermelha como um player incontornável no sistema de saúde português”, salientou o CEO do hospital. Já Luís Filipe Pereira, presidente do conselho de administração, considerou que 2025 foi um ano de “progresso real” para o hospital com a execução de um “ambicioso e necessário” plano de reestruturação. “Estamos a acelerar os esforços de transformação, realizando investimentos críticos necessários para assegurar o futuro da unidade”, destacou. Alberto Teixeira