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BRAGA - DST INOVA NA RECICLAGEM DO PAVIMENTO DE ESTRADAS DEGRADADAS

Diário do Minho

2026-05-14 21:06:27

SOLUÇÃO DESENVOLVIDA EM CONJUNTO COM A UNIVERSIDADE DO MINHO dst lidera inovação na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal A construtora bracarense dst lidera a inovação na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal. A informação está num comunicado da empresa, que revela que a solução, desenvolvida em conjunto com a Universidade do Minho (UMinho), coloca Portugal alinhado com as melhores práticas europeias. No texto enviado ao Diário do Minho pode ler-se que a dst e a Universidade do Minho desenvolveram uma solução que permite reciclar até 50% do pavimento retirado das estradas degradadas, transformando-o em matéria-prima para novos pavimentos com o mesmo desempenho técnico, juntando Portugal a países como a Alemanha, França, Espanha e Países Baixos. Enfatiza o comunicado, mais do que resolver um problema nacional, a empresa quer agora posicionar Portugal como exportador desta tecnologia, seja para mercados europeus, como lusófonos e emergentes. «A solução representa um avanço determinante na reabilitação da rede rodoviária nacional, maioritariamente constituída por pavimentos flexíveis, muitos dos quais se aproximam do fim da sua vida útil, e abre caminho a um modelo de construção mais circular, eficiente e descarbonizado». Deste modo, o fresado que antes era descartado torna-se matéria-prima, reduzindo a dependência de agregados e ligantes be-tuminosos com elevado impacto ambiental, otimizando custos de produção e aumentando a eficiência dos processos construtivos. «Para além da validação laboratorial, foi possível assegurar a sua aplicabilidade em contexto industrial, incluindo fabrico, aplicação e compactação, o que representa um avanço relevante para o setor rodoviário. Trata-se de um contributo concreto para a descarbonização do setor, promovendo simultaneamente efci iência no uso de recursos, inovação tecnológica e alinhamento com as melhores práticas internacionais», explica Mafalda Rodrigues, responsável do projeto. Desenvolveram-se misturas AC14 e AC20 De acordo com o texto de imprensa enviado ao Diário do Minho, no âmbito deste projeto foram de-senvolvidas novas formulações para dois tipos de mistura: AC14, destinada a camadas de desgaste; e AC20, aplicada em camadas de ligação e base , ambas com incorporação de 50% de fresado. «Trata-se de uma conquista técnica de relevo, já que a prática corrente em Portugal se situa entre 10% e 30% de incorporação e continua limitada a um número reduzido de projetos, por reservas de Donos de Obra e Projetistas face a estas soluções». Assim, a dst posiciona-se assim na vanguarda do setor, ao validar e aplicar níveis de reciclagem significativamente superiores aos do mercado nacional O texto explica ainda que, para suportar esta nova geração de soluções sustentáveis, a dst dispõe de uma capacidade industrial própria e diferenciadora: uma central de reciclagem dedicada à transformação de misturas betuminosas recuperadas e uma central de produção de misturas betuminosas equipada para incorporar até 50% de material reciclado. Esta infraestrutura garante controlo total do processo, desde a reciclagem à aplicação em obra, e distingue a dst de forma inequívoca no contexto nacional. «Toda a solução foi submetida a rigorosa avaliação laboratorial e industrial, de forma a garantir níveis de desempenho me-cânico e funcional equivalentes aos das misturas convencionais», frisa. Salienta que foram igualmente estudadas e validadas as condições de fabrico, aplicação em obra e compactação, assegurando a viabilidade da solução em contexto real de produção e utilização, a partir de 2026. «O projeto representa, assim, um avanço relevante para o setor rodoviário nacional, ao demonstrar que é possível combinar desempenho técnico, sustentabilidade ambiental e eficiência económica na construção e reabilitação de estradas», conclui o comunicado. O fresado que antes era descartado torna-se em matéria-prima Um contributo concreto para a descarbonização do setor