RANKING: AS 50 MULHERES MAIS INFLUENTES DE PORTUGAL
2026-05-18 21:09:17

Conheça o ranking das 50 mulheres mais influentes de Portugal em 2025, de acordo com a 11.ª edição do estudo feito em exclusivo para a Executiva pelo jornalista Filipe S. Fernandes. “Em Portugal, apesar dos progressos, as mulheres continuam a enfrentar desigualdades estruturais no mercado de trabalho, na participação, na remuneração e no acesso às posições de decisão. Quando olhamos para estes dados, não falamos apenas de direitos, falamos de competitividade. Um país que não mobiliza todo o seu talento é um país que cresce abaixo do seu potencial. Contrariar esta tendência é uma responsabilidade partilhada. Não se resolve com intenções, resolve-se com decisões, com políticas consistentes, com culturas de empresa exigentes e com escolhas concretas repetidas todos os dias”, disse Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, no discurso de agradecimento do Prémio Universidade de Coimbra 2026 com que foi galardoada. Cláudia Azevedo é a número um da lista das 50 Mulheres Mais Influentes de 2025. No topo das empresas, das organizações as mulheres sentam-se à mesa do poder, mas quem o detém são os homens, ou, como escreveu Cláudia Azevedo num artigo para o Fórum Económico Mundial de Davos em janeiro de 2026, “as mulheres são cada vez mais convidadas a entrar na sala, mas ainda não lhes é confiada de forma consistente a responsabilidade de a dirigir.” A CEO da Sonae explicou que “as mulheres representam agora 35,8% de todos os membros dos conselhos de administração nas maiores empresas cotadas na UE, um salto considerável face aos meros 8,2% registados em 2003, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Europeu para a Igualdade de Género. Contudo, quando a atenção se volta para onde reside o verdadeiro poder operacional - o nível executivo ou de C-suite - os números colapsam. Apenas 23,9% dos membros executivos dos conselhos de administração em toda a UE são mulheres.” O mais recente relatório da FTSE Women Leaders Review revelou que, nos últimos cinco anos, houve pouco movimento no número de CEO femininas no FTSE 100. O número aumentou de oito cargos em 2021 para nove em 2025. Em 2023, havia 10 mulheres CEOs. A proporção persistentemente baixa de CEOs femininas contrasta com esforços mais bem-sucedidos para aumentar a diversidade nos conselhos de administração. A representação feminina nos conselhos do FTSE 100 aumentou de 39% em 2021 para 44% em 2025. Cinquenta e cinco mulheres lideram empresas da Fortune 500 em 2025, representando 11% do total, sendo a primeira vez que a fasquia dos 10% é ultrapassada de forma consolidada. No topo do mundo corporativo global, 2025 ficou marcado por dois recordes simultâneos. Cinquenta e cinco mulheres lideram empresas da Fortune 500 em 2025, representando 11% do total, sendo a primeira vez que a fasquia dos 10% é ultrapassada de forma consolidada. A empresa mais bem posicionada é a General Motors, liderada por Mary Barra. No ranking global, a progressão é ainda mais lenta, mesmo assim, o número de mulheres CEO na Fortune Global 500 atingiu um recorde histórico de 33 (6,6%), um aumento de cinco face ao ano anterior. Entre as nomes em destaque estão Jane Fraser (Citigroup), Gail Boudreaux (Elevance Health) e Sandy Ran Xu (JD.com, China). Os EUA lideram com 16 empresas chefiadas por mulheres, seguidos pela China com cinco, França com quatro, e Brasil e Reino Unido empatados com três. Na Europa, o cenário é ainda mais conservador: nas empresas do Fortune 500 europeu, as mulheres representavam apenas 6% dos líderes em 2024. O PSI da Bolsa de Lisboa é uma pequena bolha, um bom exemplo. Cláudia Azevedo e Maria João Carioca, CO-CEO da Galp Energia, são as duas únicas mulheres em cargos de executivas de topo nas empresas do PSI, índice bolsista da Euronext Lisbon, ou seja, 2,9% dos 17 CEO das 16 empresas, a que se junta Paula Amorim como chairman da Galp Energia, de que é uma das acionistas relevantes, tal como Cláudia Azevedo é na Sonae. Uma das fórmulas de aumentar a diversidade nos conselhos de administração e manter o poder é através do “aumento significativo de mulheres nos cargos de administradores não-executivos”. Por exemplo, nas empresas do PSI dos 198 administradores 33,3% são mulheres, mas quando se analisam as equipas executivas baixa para 20,73% e cinco empresas não têm presença feminina na comissão executiva como os CTT, a Ibersol, a REN, a Mota Engil ou a Navigator. Por exemplo, a Teixeira Duarte tem duas mulheres como administradoras, mas na principal empresa, na Teixeira Duarte Engenharia & Construções, a administração é apenas masculina. Os problemas do pipeline Além de sub-representação feminina há outras ilusões de progresso e que são sobretudo barreiras mais subtis e mais ocultas. Muitas vezes promover algumas mulheres pode criar uma falsa sensação de igualdade, o que pode, na prática, reduzir a motivação das organizações para realizarem mudanças mais profundas e estruturais. O surgimento de movimentos ideológicos como o anti-DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) pode provocar reações adversas, incluindo formas de violência mais subtis e crescentes sobre a diversidade e a equidade nas famílias, nas empresas, nas instituições, nos movimentos sociais. Num ambiente empresarial turbulento, os membros dos conselhos de administração admitem também em privado estar preocupados com ameaças mais imediatas aos seus negócios. Rupal Kantaria, sócia da consultora Oliver Wyman e vice-presidente do grupo de defesa 30% Club no Reino Unido, afirmou ao Financial Times que pressão das ameaças como instabilidade geopolítica e dos riscos cibernéticos às transformações tecnológicas geram um stress que pode reforçar instintos antigos: “à medida que aumenta a pressão,económica, geopolítica, um homem é visto como uma escolha mais segura ”. As mulheres estão também sub-representadas nas funções com responsabilidade sobre resultados financeiros, trampolim tradicional para a liderança máxima. As mulheres estão também sub-representadas nas funções com responsabilidade sobre resultados financeiros, trampolim tradicional para a liderança máxima, e, segundo investigação do MIT Sloan, recebem avaliações de desempenho superiores às dos homens, mas pontuações mais baixas em “potencial”, tornando-as 14% menos propensas a ser promovidas. O problema agrava-se no topo: as poucas que chegam enfrentam um duplo padrão, sendo criticadas tanto por excesso como por falta de assertividade. Stefanie O Connell, no seu livro The Ambition Penalty, argumenta que as mulheres em posições de poder recebem menos apoio e recursos - e são frequentemente nomeadas apenas quando as organizações já estão em crise, servindo de bode expiatório quando falham. Para Anjli Raval as mulheres enfrentam ainda maiores dificuldades, tanto no recrutamento como já no exercício do cargo. “O cargo de CEO é mais exigente do que nunca, e todos os CEOs estão sob pressão para demonstrar uma transformação rápida das suas empresas, mais depressa do que nunca. Os conselhos de administração estão cada vez mais impacientes”, afirmou ao jornal britânico Laura Sanderson, da Russell Reynolds Associates. Por isso, Alesia Visconti, CEO da FRanserve, escreveu na Inc. a 20 de fevereiro de 2026 que “as mulheres mais poderosas de hoje não estão a tentar vencer dentro de sistemas que não funcionam. Estão a criar novos. Não se trata de partir tetos. Trata-se de expandir o céu e ir além das estrelas”. O precipício de vidro As mulheres também são mais escrutinadas pelos resultados e mais pressionadas. Dados da empresa de recrutamento executivo Russell Reynolds Associates mostram que, entre 2018 e 2025, uma média de 32% das CEOs femininas a nível global foram demitidas nos primeiros três anos, em comparação com 24% dos homens. Para Michelle Weston, chief revenue officer, The Executive Coaching, que escreveu uma carta ao Financial Times sobre este tema, estas evidências significa é que é mais um padrão estrutural do que uma coincidência. “Coloca-se as mulheres em plataformas em chamas e depois citam-se as consequências como prova de que as mulheres não sabem liderar”, disse Michelle Weston. Precipício de vidro é a tendência para nomear mulheres para liderar organizações já em crise, o que significa que muitas vezes as mulheres chegam ao topo porque as probabilidades estão contra elas. Evocou ainda o que chamou o precipício de vidro, que é a tendência para nomear mulheres para liderar organizações já em crise, o que significa que muitas vezes as mulheres chegam ao topo porque as probabilidades estão contra elas, ou seja, “não estamos apenas a impedir as mulheres de chegarem ao cargo de topo; podemos estar a prepará-las para falhar”. No seu texto Anjli Raval considera ainda que um dos nós centrais do problema está na falta de investimento nas mulheres nas fases iniciais das suas carreiras. A perceção de que não acumulam a experiência necessária para o topo é, em grande medida, uma consequência direta desse desinvestimento e não um reflexo das suas capacidades reais. Cita Kit Bingham, da Heidrick & Struggles, para quem a raiz do problema está numa visão demasiado curto-prazista. O pipeline executivo “precisa de ser visto como um projeto de 25 anos”, com investimento sustentado desde as fases iniciais da carreira. Os dados ilustram bem o desequilíbrio do pipeline. As mulheres representavam apenas 21% dos cargos de liderança com responsabilidade sobre resultados financeiros no FTSE 100, mas 79% dos diretores de recursos humanos, funções que raramente servem de trampolim para a chefia executiva. A isto acresce que os critérios dos headhunters tendem a ser, nas palavras de Vivienne Artz, diretora executiva FTSE Women Leaders Review, “muito específicos”, centrados na “experiência anterior em vez das competências e capacidades”, privilegiando quem ocupou funções financeiras, como CFO, nas quais as mulheres estão sistematicamente sub-representadas. Como resume Mary Ann Sieghart, da The Authority Gap, os obstáculos que as mulheres enfrentam “acumulam-se como juros compostos, gerando uma grande divergência em oportunidades e realizações.” A isto junta-se uma barreira mais subtil. O estudo Insead Balance in Business constatou que as mulheres tendiam a candidatar-se a promoções apenas quando cumpriam todos os critérios, sentindo que precisavam de estar “120% prontas”, enquanto os colegas masculinos avançavam e aprendiam no trabalho. Os role,models mundiais Como salientava a mais recente edição da Forbes Power Women-2025, apesar dos reveses enfrentados pelas mulheres no mundo em 2025 como a perda de empregos que rivaliza com as da pandemia, a crescente toxicidade da “manosfera” online, as 100 líderes da lista destacaram-se como exemplos de resiliência em tempos turbulentos e com capacidade para impulsionar ecossistemas de grande escala desde países e mercados a educação e inteligência artificial. A lista é liderada por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu. Conta ainda no quarto lugar com Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, e inclui Sanae Takaichi, eleita primeira-ministra do Japão, tornando-se a primeira mulher na história a liderar uma das maiores economias do mundo, bem como a bilionária filantropa MacKenzie Scott, que destinou cerca de 700 milhões de dólares para apoiar universidades historicamente negras nos Estados Unidos. Destaque ainda para a CEO da AMD, Lisa Su, que fechou um acordo com a OpenAI para produzir seis gigawatts de chips de inteligência artificial ao longo dos próximos anos, um contrato que pode valer dezenas de bilhões de dólares e transformar o ecossistema da IA. E Kim Kardashian, que conta com mais de 350 milhões de seguidores nas redes sociais, firmou uma parceria com a Nike no projeto NikeSkim, e a sua marca captou recursos com avaliação de 5 bilhões de dólares em 2025. A lista das 50 Mais Influentes em análise A lista Forbes Power Women 2025 sublinha que as mulheres dirigem sistemas-chave na tecnologia, finanças e política, marcando a agenda global, embora as esferas mais altas do poder continuem a ser seletivas. Em Portugal, associam-se a esta tendência outras áreas com as fundações, ou o espetáculo, como a comédia. Há a realçar a emergência de mulheres líderes de empresas tecnológicas e a importância das lideranças femininas nas principais fundações portuguesas. No sector financeiro assinala-se a entronização de Isabel Guerreiro como CEO do Santander Portugal em substituição de Pedro Castro e Almeida, um dos cinco grandes bancos em Portugal. Assinale-se que o Grupo Santander é gerido por Ana Botín. Como a Associação Portuguesa de Banca lembrava, Isabel Guerreiro não é a primeira banqueira CEO. No passado Isabel Ferreira esteve á frente do Banco Best, um dos primeiros bancos digitais portugueses, Maria Cândida Rocha e Silva foi uma das primeiras corretoras da Bolsa e CEO do Banco Carregosa, a que hoje preside, Dulce Mota liderou o banco digital do BCP, Activo Bank, e Ana Carvalho, que hoje é administradora executiva da CGD, foi CEO do Banco Português de Fomento. Um aspeto a realçar é a emergência de mulheres líderes de empresas tecnológicas como é o caso de Ana Figueiredo, presidente executiva da Altice Portugal e da Meo, Sofia Tenreiro à frente da Siemens Portugal, ou Manuela Vaz, presidente da Accenture Portugal. Uma tendência crescente é a importância das lideranças femininas nas principais fundações portuguesas. Se Leonor Beleza lidera a Fundação Champalimaud desde a sua fundação, em 2003, a liderança feminina impõe-se em instituições como a Fundação EDP com Vera Pinto Pereira, administradora da EDP e CEO da EDP Distribuição, a Fundação Francisco Manuel dos Santos com Fátima Barros, professora da Católica que já presidiu à ANACOM, sem esquecer a Casa da Música que é presidida por Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive. No passado, também a Fundação de Serralves foi presidida por mulheres: primeiro a gestora Ana Pinho e depois pela catedrática em literatura e ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima. Também a Fundação Gulbenkian foi presidida entre 2017 e 2022 por Isabel Mota e tem hoje Cristina Casalinho como uma entre três administradores executivos. A paridade política Nos partidos políticos apenas o PS, o PCP e o Chega nunca tiveram uma liderança feminina, porque tanto o PSD, com Manuela Ferreira Leite, como o CDS com Assunção Cristas e o Bloco de Esquerda como Catarina Martins e Mariana Mortágua, já experimentaram a diversidade de género. Atualmente, as lideranças políticas femininas manifestam-se na Iniciativa Liberal com Mariana Leitão e no PAN com Inês Corte-Real. No caso dos governos de Luís Montenegro, apoiado por PSD e CDS, passou-se do mais paritário na democracia portuguesa com o XXIV Governo Constitucional, para o mais baixo na última década, com o peso das mulheres a diminuir para um terço na composição do XXV Governo Constitucional. No caso dos governos de Luís Montenegro, apoiado por PSD e CDS, passou-se do mais paritário na democracia portuguesa com o XXIV Governo Constitucional, para o mais baixo na última década, com o peso das mulheres a diminuir para um terço na composição do XXV Governo Constitucional. Este tem 20 mulheres em 60 elementos (33%), contra as 23 em 59 governantes do seu primeiro executivo (40,6%). Ao nível das ministras face a 2024, o Governo tem menos uma (seis) mas também menos um Ministério (16). As secretarias de Estado serão 43 no total (mais duas do que no primeiro executivo de Montenegro), com apenas 14 ocupadas por mulheres (contra 17 em 2024). Sublinhe-se que entretanto Maria Lúcia Amaral foi substituída por Luís Neves no ministério da Administração Interna, ficando apenas Rita Júdice na Justiça, Ana Paula Martins na Saúde, Maria do Rosário Palma Ramalho no Trabalho, Maria da Graça Carvalho no Ambiente e Energia, Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, da Juventude e Desporto. Um dos fenómenos mais interessantes a seguir no mundo do espetáculo e da diversidade de género tem sido a emergência de estrelas femininas na comédia, a começar por Joana Marques, que tem o podcast Extremamente Desagradável mais ouvido nos últimos anos em Portugal, como tem enchido várias salas com os seus espetáculos, a que se juntam, Mariana Cabral, conhecida como Bumba na Fofinha, e várias segundas linhas como Ana Garcia Martins, Lua do Bem ou Joana Gama. Entradas e saídas As principais novidades são a entrada de Maria Luís Albuquerque, que é, desde 2024 a comissária europeia para a Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e Mercado de Capitais na Comissão von der Leyen II (2024,2029). Recentemente recebeu uma carta de cinco páginas assinada pelos ministros das Finanças da Alemanha, França, Espanha, Itália, Países Baixos e Polónia, que é de um autêntico programa de modernização financeira para um dos calcanhares de Aquiles da União Europeia, a inexistência de um mercado de capitais europeu. Isabel Guerreiro (20.º) chega à liderança do Banco Santander Portugal depois de uma carreira na área tecnológica, a exemplo de Sofia Tenreiro (44.º), que fez também um percurso nas tecnologias, depois de ter liderado a Oracle Portugal, administradora executiva da Galp, ascendeu a CEO da Siemens Portugal. Na energia, Vera Pinto Pereira (35.º), administradora executiva da EDP, CEO da EDP Distribuição e que está à frente da Fundação EDP e que tem como principais ativos culturais a Central Tejo e o MAAT em Lisboa. Chitra Stern (36.º), natural de Sinpapura, apostou no turismo familiar de luxo, e, em 2001, fundou com Roman Stern o grupo Martinhal Family Hotels & Resorts, e tem-se cimentado como uma figura relevante no turismo em Portugal, tanto como empresária como voz ativa sobre os principais desafios e as eventuais soluções. Por sua vez, Maria do Carmo Fonseca (41.º) é um regresso e, apesar de ter menos funções executivas na gestão e na produção científica, ganhou nova projeção como mandatária nacional de António José Seguro, que foi eleito novo presidente da República em março passado. Outro regresso é o de Fátima Barros, que esteve na lista das Mais Influentes quando foi presidente da ANACOM entre 2012 e 2017. Hoje, além de professora na Universidade Católica de Lisboa, é presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos e administradora não executiva da Brisa e do BPI. Em 2025 foram eleitas 48 mulheres à frente de câmaras municipais, cerca de 16%, quando, em 2021, existiam 29 presidentes de câmara, o equivalente a 9% do total. A tendência de sub-representação mantém-se, mesmo quase duas décadas depois da entrada em vigor da Lei da Paridade, que exige 40% de representação mínima de cada género nas listas. Nesta última refrega eleitoral destacou-se Ana Abrunhosa (42.º) que conquistou a Câmara Municipal de Coimbra. Presidente do GRACE,Empresas Responsáveis, uma associação dedicada à responsabilidade social corporativa, desde 2018 até ao início de 2024, Margarida Couto (48.º), sócia e fundadora da Vieira de Almeida Advogados é uma figura relevante nos temas de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e de sustentabilidade (ESG) em Portugal. Entre os nomes que saíram da lista estão três ligados a instituições públicas de regulação e escrutínio. Margarida Correa de Aguiar esgotou os mandatos à frente da ASF (Autoridade de Supervisão e Fundos de Pensões) e foi substituída por Gabriel Bernardino. Nazaré da Costa Cabral termina este ano os mandatos à frente do Conselho das Finanças Públicas. Maria Lúcia Amaral trocou a liderança da Provedoria da Justiça pelo ministério da Justiça no segundo governo de Luís Montenegro, mas foi um mandato breve de oito meses. Mantêm-se Filipa Urbano de Sousa, presidente do Tribunal de Contas, e que o atual governo elegeu como vilão da capacidade de execução da administração pública, Sandra Maximiano, presidente da ANACOM, que viu os seus poderes alargados ao digital e regulação da Inteligência Artificial. O Banco de Portugal mantém-se alérgico à liderança feminina, tendo substituído Mário Centeno por Álvaro Santos Pereira, mantendo-se Clara Raposo como vice-presidente. Saiba mais sobre o Prémio As Mulheres Mais Influentes de Portugal.Filipe S. Fernandes