ULS ALTO ALENTEJO ABRE 41 VAGAS PARA MÉDICOS
2026-05-19 21:06:03

A Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo vai abrir 41 postos de trabalho para médicos no âmbito do novo procedimento concursal nacional do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo que 13 dessas vagas foram classificadas como carenciadas, permitindo acesso a incentivos especiais para fixação de profissionais. A medida surge na sequência da publicação dos Despachos n.º 5965/2026 e n.º 6094/2026 em Diário da República, documentos que definem o novo mapa nacional de vagas médicas e identificam as zonas do país com maiores dificuldades de recrutamento. O objetivo do Governo passa por reforçar a capacidade de resposta do SNS e reduzir desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, sobretudo em territórios do interior e de baixa densidade populacional, como o Alto Alentejo. Nos cuidados de saúde primários, foram atribuídas 16 vagas para Medicina Geral e Familiar, das quais cinco consideradas carenciadas. Entre as unidades abrangidas estão: UCSP de Alter do Chão UCSP de Avis UCSP de Castelo de Vide UCSP de Ponte de Sor e Montargil Foram ainda incluídas unidades de Crato, Fronteira/Sousel, Gavião e a USF de Nisa. Na área de Saúde Pública foi também aberto um posto de trabalho. Ao nível hospitalar, a ULS Alto Alentejo recebeu 24 vagas, oito das quais classificadas como carenciadas. Entre as especialidades prioritárias destacam-se: Anestesiologia Cirurgia Geral Ginecologia/Obstetrícia Medicina Intensiva Medicina Interna Ortopedia Pediatria Psiquiatria O concurso contempla ainda áreas como Cardiologia, Neurologia, Oncologia Médica, Radiologia e Urologia, consideradas fundamentais para reforçar a resposta clínica da região. A classificação de vagas carenciadas permite aos profissionais beneficiarem de incentivos específicos previstos na legislação, numa tentativa de aumentar a atratividade das regiões do interior. Entre os fatores avaliados para esta classificação estão a falta de médicos, a dispersão geográfica, a dificuldade de recrutamento e a cobertura assistencial existente. Além dos incentivos do Estado, o Alto Alentejo procura afirmar-se como território competitivo para fixação de profissionais de saúde, destacando o custo médio da habitação de cerca de 909 euros por metro quadrado - um dos mais baixos do país e significativamente inferior aos valores praticados nas áreas metropolitanas como Lisboa. A combinação entre menor custo de vida, maior poder de compra e melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal é apontada como uma das principais vantagens da região para captar novos médicos. Com este reforço de vagas, a ULS Alto Alentejo procura consolidar a capacidade assistencial regional e garantir maior proximidade dos cuidados de saúde às populações do distrito de Portalegre. Ana Rocha