pressmedia logo

DESPESA DO SNS COM MEDICAMENTOS ATINGIU 4.417 ME EM 2025

SaúdeOnline

2026-05-19 21:06:06

A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre, totalizando 4.417 milhões de euros, segundo os relatórios do Infarmed a que a Lusa teve acesso. Do total, os hospitais representaram 2.523,2 milhões de euros, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 2.500 milhões. O valor corresponde a um aumento de 11,2% face a 2024, mais 254 milhões de euros. Já no primeiro trimestre deste ano, a despesa hospitalar com medicamentos atingiu 693,4 milhões de euros, mais 7,6% do que no mesmo período do ano anterior, uma evolução que o Infarmed associa ao acesso a terapêuticas inovadoras. No ambulatório, o SNS gastou 1.893,8 milhões de euros na comparticipação de medicamentos, um crescimento de 12,4%, correspondente a mais 208,4 milhões de euros. Durante o ano passado foram dispensadas 203,9 milhões de embalagens. Os medicamentos antidiabéticos lideraram os encargos da comparticipação pública, com uma despesa de 478,9 milhões de euros, mais 14,7% do que em 2024. Entre as substâncias ativas, o Apixabano - utilizado na prevenção da formação de coágulos sanguíneos - registou o maior aumento de despesa, com uma subida de 70,9%, para 66,6 milhões de euros. Nos hospitais, os medicamentos imunomoduladores foram os que mais contribuíram para o aumento da despesa, seguidos dos citotóxicos e dos fármacos com ação no sistema nervoso central. Por áreas terapêuticas, a oncologia continuou a representar o maior peso da despesa hospitalar, totalizando 864,5 milhões de euros, mais 16% do que no ano anterior. Seguiram-se os medicamentos para o VIH, com 238,2 milhões, e os usados no tratamento da artrite reumatoide e psoríase, com 186,5 milhões. As vacinas registaram a maior variação percentual da despesa, com um crescimento de 69,8%, atingindo 85,5 milhões de euros. A despesa hospitalar com medicamentos órfãos destinados a doenças raras aumentou 34,1%, chegando aos 465 milhões de euros. Entre as Unidades Locais de Saúde, a ULS Santa Maria, em Lisboa, apresentou a maior despesa com medicamentos, com 304,9 milhões de euros, seguida da ULS de Coimbra e da ULS São João, no Porto. O relatório destaca ainda o aumento expressivo da despesa nos cuidados de saúde primários, que cresceu 66,5%, para 97,8 milhões de euros. Na área dos dispositivos médicos, o Infarmed salientou a comparticipação a 100% das bombas de insulina destinadas a utentes do SNS e dispensadas em farmácias, medida que entrou em vigor em 2025. LUSA/SO Sílvia Malheiro