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CHINESES NÃO SÃO SOLUÇÃO DA VOLKSWAGEN PARA ESTE PROBLEMA DAS FÁBRICAS

Notícias ao Minuto Online

2026-05-22 21:08:57

A Volkswagen não considera fabricantes chineses para resolver o problema de sub-exploração da capacidade instalada das suas fábricas automóveis na Europa. A garantia foi deixada aos funcionários pelo dirigente do construtor. Os fabricantes chineses não estão nos planos atuais da Volkswagen para resolver a questão da sobrecapacidade de produção das suas fábricas automóveis na Europa - que produzem menos do que aquilo para que estão dimensionadas. Segundo a agência Reuters, foi o que garantiu esta quarta-feira aos funcionários o diretor-executivo do construtor, Oliver Blume, numa assembleia-geral de funcionários: "Ainda temos capacidade em excesso nas nossas fábricas na Europa e na Alemanha. Precisamos de resolver isto de forma a mantermo-nos competitivos. Atualmente, não temos planos ou discussões com fabricantes chineses". Num contexto de procura abaixo do ideal e de forte concorrência, o grupo automóvel tem vindo a fazer cortes - com a redução de 50 mil empregos na Alemanha. Também as suas marcas Audi e Porsche são alvo das medidas de poupança. Oliver Blume acredita que o que foi feito até agora deixou a Volkswagen numa melhor posição para enfrentar os atuais desafios do setor automóvel. De referir que a Stellantis vai permitir que a Leapmotor use capacidade em excesso existente em duas fábricas de Espanha, tendo a intenção de fazer o mesmo com a Dongfeng numa unidade fabril em França. Em finais de abril, a Bloomberg noticiou que a Volkswagen estaria aberta a partilhar capacidades de produção europeias com os construtores chineses - como uma das opções para rentabilizar as fábricas, pese embora já tenham existido medidas de redução de capacidade. BYD interessada em capacidade não usada na Europa Aproveitar capacidades não utilizadas de fabricantes europeus poderia permitir aos chineses terem acesso mais barato à produção local. De referir que os carros elétricos importados desde a China são alvo de pesadas tarifas de importação desde 2024. É uma solução que evita a construção de raiz de novas fábricas, sendo que recentemente a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, confirmou o diálogo com a Stellantis e "outras empresas" para aproveitar recursos existentes - isto segundo a Bloomberg. Notícias ao Minuto