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A EXPERIÊNCIA DE UMA DAS ENTIDADES PORTOMOSENSES PRESENTES NO MERCADO - CAIXA DE CRÉDITO AGRICOLA CONFIRMA AUMENTO DA PROCURA POR SEGUROS DE SAÚDE

Portomosense (O)

2026-05-23 21:09:14

Neste "especial” dedicado aos Seguros estivemos à conversa com o presidente do conselho de administração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Porto de Mós, Jorge Volante. A instituição bancária não tem, naturalmente, o foco principal na comercialização de seguros, mas esta tem vindo a crescer no conjunto das operações. Em jeito de introdução à conversa, Jorge Volante explica que «o mercado de seguros de saúde em Portugal tem registado um aumento histórico e expressivo, tendo mais que duplicado numa década». Assim, e segundo dados do Observatório dos Seguros de Saúde gerido pela ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), «a fasquia dos 4 milhões de portugueses com cobertura de seguro de saúde foi oficialmente ultrapassada, representando mais de 31% da população residente», realça. No caso da Caixa Agrícola de Porto de Mós «os seguros de saúde assumem um peso crescente e estratégico», afirma o responsável revelando que em 2025 a instituição encerrou «com 9,3% de quota de mercado» e em 2026 já está «com um aumento de 6,7% face ao período homólogo». Pressão sobre SNS faz disparar seguros e planos Perante estes números há uma pergunta que se impõe: Será que esta crescente procura de seguros de saúde tem ligação direta e efetiva ao facto de haver ainda muita gente sem médico de família, ou a ter enorme dificuldade em conseguir uma consulta médica, já para não falar nos tempos de espera nas urgências hospitalares públicas? Jorge Volante não tem dúvidas de que «a pressão enfrentada pelo Serviço Na-cional de Saúde (SNS) é uma realidade catalisadora da procura do sector privado» e mais uma vez assenta essa convicção em números e em estudos: «Um estudo realizado pela consultora EY revela que as segundas coberturas em saúde contribuíram para uma poupança anual estimada de quase 2 mil milhões de euros ao SNS em 2023», concluindo pela necessidade de «aprofundar a complementaridade entre o público e privado, o que implica melhorar a integração dos sistemas, simplificar a experiência dos segurados e criar um enquadramento fiscal e regulatório mais equilibrado, garantindo mais equidade no acesso, nomeadamente para populações mais vulneráveis», realça. A nível local, por seu turno, a experiência da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo relativa à subscrição de seguros de saúde revela, segundo o responsável, «diferentes motivações, passando pelas dificuldades de acesso ao SNS com as crescentes barreiras a médicos de família e aos tempos de espera hospitalares; a dupla cobertura (complementaridade), onde 35% dos portugueses mantêm o SNS, embora tenham subscrito um seguro privado em simultâneo para garantir respostas céleres; e através de benefícios empresariais, onde as empresas utilizam cada vez mais os seguros de grupo como ferramenta de retenção de talento e atração de trabalhadores». Cliente comum procura aconselhamento especializado E quando um potencial cliente chega a um das agências sabe exatamente aquilo que procura em termos de seguros de saúde ou vai a contar com o apoio especializado dos funcionários da instituição que trabalham nesta área, é a pergunta que fazemos a seguir. «A procura por este tipo de produtos e o nível de apoio que é prestado ao cliente está muito relacionado com a literacia do mesmo. O cliente comum ainda está muito dependente da recomendação dos nossos colaboradores. A linguagem técnica do sector e a abrangência de produtos e coberturas disponíveis, faz com que o atendimento específico dos nossos colaboradores seja um fator diferenciador na apresentação de soluções adequadas ao perfil e necessidades do cliente. A explicação de conceitos como franquias e copagamento, períodos de carência, rede convencionada vs. reembolso é essencial para a escolha adequada da apólice ajustada à carteira e à dimensão da família», refere Jorge Volante. «Já se dirige às nossas agências alguma população informada e focada nos detalhes, embora que com menor expressão. Este perfil de cliente, geralmente mais jovem, demonstra experiência na subscrição deste tipo de produtos. Quando se dirigirem ao balcão procuram validar informações como o teto máximo de coberturas (qual o capital para internamento hospitalar), a inclusão de coberturas específicas (como estomatologia ou parto) ou ausência de idade limite de permanência (garantindo que não são excluídos do seguro quando envelhecerem), acrescenta. Para o presidente do conselho de administração da instituição bancária, também aqui, e apesar de todos os avanços tecnológicos, o contacto pessoal ainda é fator distintivo do Crédito Agrícola. «A relação de confiança com o gestor de conta é tradicionalmente muito forte. o cliente tem preferência pelo aconselhamento humano e personalizado, "terra a terra", porque o seguro de saúde mexe diretamente com o bem-estar da família e envolve contratos complexos cheios de exclusões que as pessoas têm receio de assinar sem orientação», confirma. Leque de coberturas variado A encerrar a conversa quisemos saber se a preferência dos clientes vai para seguros de saúde mais "simples” ou, pelo contrário, com um maior número e diversidade de coberturas, e a resposta também chegou célere e completa. «Embora exista ainda muita sensibilidade ao preço, especialmente na população mais vulnerável, a maioria dos clientes prefere pagar um pouco mais para garantir um equilíbrio real de proteção, existindo uma procura mais acentuada por pacotes intermédios que permitam adicionar coberturas extra especificas, em particular estomatologia no segmento das famílias com crianças, juntando obrigatoriamente a Hospitalização/Internamento», revelou-nos, Na variante «mais económica encontram-se OS Planos de Desconto/Cartões de Saúde para responder a quem tem um orçamento mais restrito ou que já ultrapassou a idade limite de subscrição dos seguros tradicionais. As coberturas "extra" têm ganhado maior atratividade, em particular com a crescente preocupação com a saúde mental, sendo as consultas de psicologia e psiquiatria um requisito frequente na hora de contratar, assim como a proteção oncológica, embora que tenham um volume de vendas mais contido», conclui. Jorge Volante ISIDRO BENTO