REDE ACUSADA DE LUCRAR 20 MILHÕES COM IMIGRANTES
2026-05-23 21:09:14

Milhares de estrangeiros terão sido legalizados irregularmente graças à ação de 31 arguidos COIMBRA O Ministério Público (MP) de Coimbra acaba de acusar 31 arguidos de crimes que garantiram a “regularização ilegítima de milhares de cidadãos estrangeiros, muito dos quais sem se encontrarem se- quer em território nacional”. Ganharam 20,8 milhões de euros com os crimes, calculou ontem MP do DIAP Regional de Coimbra em comunicado. Auxílio à imigração ilegal, falsificação de documento, falsidade informática, usurpação de funções, COrrupção ativa e passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais são os principais crimes imputados. A atividade criminosa visava a obtenção de autorizações de residência fraudulentas para cidadãos estrangeiros, muitos dos quais nem sequer residiam em Portugal. Para o efeito, eram forjados e juntos documentos, designadamente contratos de trabalho com empresas de fachada, muitos deles com reconhecimentos de assinaturas inverídicos, recibos de remunerações e comprovativos de residência falsos. As empresas também declarariam falsas carreiras contributivas dos requerentes, sem que tivessem sido pagas contribuições. A rede garantia ainda nú- meros nacionais de utente, graças à corrupção de funcionários do Serviço Nacional de Saúde. Uma funcionária da Direção Geral dos Serviços Consulares é acusada de garantir certificados de registo criminal, mediante contrapartida monetária. Certificava como reais alegadas assinaturas de funcionários consulares portugueses õnos países de origem dos estrangeiros que queriam obter a legalização em Portugal. N.M. SABER MAIS Perda para o Estado O MP requer que os arguidos sejam condenados à perda da vantagem económica ilegítima: 20 856 969,56 euros, mais os veículos automóveis e imóveis apreendidos Parte já recuperada A PJ já apreendeu aos suspeitos mais de 1,3 milhões de euros em numerário e em contas bancárias, além de 12 automóveis e seis imóveis. Estão presos II Onze dos arguidos acusados encontram-se sujeitos a medidas de coação privativas de liberdade, com sete em prisão preventiva e quatro em domiciliária. PJ apreendeu aos arguidos 1,3 milhões de euros N.M.