O QUE ESTÁ A MUDAR NA VIDA DELAS - TESTE REVELA RESERVA OVÁRICA, MAS HÁ CUIDADOS A TER
2026-05-24 21:09:07

Fertilidade E se uma análise permitir ficar a saber qual o número de ovócitos disponíveis e o potencial reprodutivo dos mesmos? Médica explica do que se trata, como saber e cuidados a ter. Com cada vez mais mulheres a ponderareme a levarem a cabo a preservação de óvulos para serem, numa idade posterior, usados para conseguirem engravidar, os testes prévios sobre reservas ováricas bem como a qualidade dos mesmos começam a ganhar preponderância. Uma das análises que conquista maior dimensão é a da hormona anti-Mulleriana (HAM) que permite aferir da “reserva ovárica funcional” disponível, “que vai diminuindoao longo da vida reprodutiva”, vinca a ginecologista e obstetra Daniela Sobral. Segundo a especialista, este tipo de testes tem “uma vantagem importante face a outros marcadores” e “pode ser doseado em qualquer fase do ciclo menstrual”, ainda com eventuais variações ligeiras. Se o recurso a esta ferramentatem sido usado para tomar opções mais informadas em matéria de fertilidade, ele soma outras aplicações. “o doseamento da HAM deve ser realizado no contexto de uma consulta de medicina da reprodução e está indicado sobretudo em mulheres com infertilidade, principalmente para ajudar na seleção de protocolos de estimulação ovárica”, salienta a médica do Hospital Lusíadas, que crescenta: “Pode ainda ser considerada em mulheres que pretendem adiar a maternidade desde que acompanhada de aconselhamento adequado e da possibilidade de riopreservação de ovócitos”. Contudo, é possível usar o estudo da HAM em mulheres adultas, com síndrome de ovário poliquístico (agora denominado síndrome ovariana metabólica poliendócrina) e, de forma prévia, em tratamentos como “quimioterapia, radioterapia ou cirurgia ovárica”, uma vez que oteste “ajuda a avaliar a reserva ovárica antese e após o tratamento e a contribuir para a indicação de preservação da fertilidade”, detalha Daniela Sobral. Importa ter em conta que este tipo de análises , que pode ser realizado em qualquer idade, mas que, para a avaliação da reserva ovárica, é mais fiável após os 25 anos não é absolutamente fiável e tem variações, ao contrário do que inicialmente se pensava. O seu valor pode variar em laboratórios diferentes e serinfluenciado, pOr exemplo, “pelo uso de contracetivos hormonais, pelo tabagismo e, de forma mais ligeira, pelo índice de massa corporal ou pelos níveis de vitamina ”,salvaguarda a ginecologista e obstetra. @ TOME NOTA CÁLCULO EXCLUI MENOPAUSA E PROVÁVEL GRAVIDEZ Apesar desta análise poder trazer, ainda que com cuidados, perspetivas cabais sobre margem para fertilidade, bem como a eventual capacidade reprodutiva dos ovócitos disponíveis, ela não tem carácter absoluto relativamente a marcos que temos por comuns na idade fértil de uma mulher. “e controversa a utilização da hormona anti-Mulleriana para prever a probabilidade de gravidez natural OU o intervalo de tempo até à entrada na menopausa”, explica Daniela Sobral. De facto, avisa a ginecologista e obstetra, “a idade da mulher continua a ser o fator de prognóstico mais importante". Carla Bernardino