pressmedia logo

ORDEM DOS FARMACÊUTICOS AVISA QUE PAÍS NÃO PODE ATRASAR DECISÕES URGENTES NO SNS

HealthNews Online

2026-05-25 21:04:46

A Ordem dos Farmacêuticos reuniu-se esta manhã com o coordenador do Pacto para a Saúde e defendeu que Portugal precisa de “passar das ideias promissoras à concretização”, sob pena de se comprometer a resposta imediata aos problemas do Serviço Nacional de Saúde A Ordem dos Farmacêuticos (OF) esteve esta manhã em reunião com Adalberto Campos Fernandes, o coordenador do processo de auscultação para o futuro Pacto Estratégico para a Saúde, iniciativa que partiu do Presidente da República. Do lado da Ordem marcaram presença o Bastonário, Helder Mota Filipe, o Vice-Presidente, Dario Bastos Martins, e o Secretário-Geral Adjunto, Ricardo Santos. Na conversa, a OF deixou claro que um pacto para a Saúde não pode servir apenas para anunciar boas intenções. “Tem de representar um compromisso de estabilidade, previsibilidade e visão a longo prazo, independente de ciclos políticos”, sustentam, sublinhando que isso não pode significar atrasar decisões que são urgentes e estruturais. O actual contexto do SNS exige respostas, e a Ordem frisou que é preciso assegurar previsibilidade, sustentabilidade e capacidade de planeamento - sem nunca perder de vista os problemas imediatos dos utentes e dos profissionais. Helder Mota Filipe, bastonário, foi direto: “O Presidente da República pode contar com o compromisso dos farmacêuticos para discutir os desafios da saúde em Portugal e, sobretudo, para contribuir ativamente para a implementação de soluções estruturais e duradouras.” E rematou: “Portugal tem de deixar de ser apenas um país de ideias promissoras para passar a ser um país de concretização e gerar resultados. É isso que esperam os utentes e os profissionais de saúde, farmacêuticos em particular.” A Ordem aproveitou o encontro para apresentar um conjunto de prioridades, organizadas em cinco eixos. Falam de reforço do acesso e da capacidade de resposta do sistema, mas também de compromissos interprofissionais e da valorização dos profissionais - tanto dentro como fora do SNS. A sustentabilidade do sistema e a preparação para os desafios que vêm aí com a inovação terapêutica também marcaram presença na lista, assim como a aposta na saúde digital, na interoperabilidade e na inovação. Por fim, insistiram no reforço da equidade e da proximidade no acesso aos cuidados. No final, a Ordem dos Farmacêuticos reafirmou a total disponibilidade para continuar a participar activamente na construção desta estratégia abrangente para a Saúde, levando a visão e a competência dos farmacêuticos para políticas mais integradas, acessíveis, sustentáveis e centradas nas pessoas. PR/HN/MM A Ordem dos Farmacêuticos reuniu-se esta manhã com o coordenador do Pacto para a Saúde e defendeu que Portugal precisa de “passar das ideias promissoras à concretização”, sob pena de se comprometer a resposta imediata aos problemas do Serviço Nacional de Saúde [Additional Text]: Hélder Mota Filipe