CREDENCIAIS DE MÉDICO USADAS PARA ACEDER A DADOS PESSOAIS DE PORTUGUESES JÁ ESTÃO INATIVAS
2026-05-25 21:05:11

Credenciais do profissional de saúde do Alto Minho, que terão sido usadas para aceder indevidamente a inúmeros “registos administrativos não clínicos”, já não estão em funcionamento. PJ continua a receber queixas Diversos portugueses foram notificados, na passada sexta-feira, através do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de que os seus dados administrativos tinham sido consultados por um médico atualmente em funções na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Minho. Na altura, a ULS garantiu ao Expresso que, após contacto com o profissional em causa, tudo indicava que as suas credenciais teriam sido comprometidas e utilizadas indevidamente. Segundo a Policia Judiciária (PJ), estas credenciais já não estão em funcionamento e o problema em causa “foi solucionado”. Ainda assim, a PJ confirmou, esta segunda-feira, que os cidadãos visados continuam a apresentar queixas sobre o sucedido. Inicialmente, quando começaram a surgir os primeiros alertas nas redes sociais, os cidadãos achavam que apenas os dados pessoais de crianças tinham sido comprometidos. Na altura, a Ordem dos Médicos (OM) equacionou dois cenários: os acessos poderiam ter sido feitos “ato voluntário do próprio médico“ ou poderiam estar em causa ”questões de cibersegurança". Posteriormente, a ULS do Alto Minho explicou que as credenciais do profissional de saúde tinham sido usurpadas e que também havia outros dados comprometidos: "o compromisso das credenciais do médico" resultou "no acesso indevido a registos administrativos, não clínicos, de diversos utentes, entre os quais crianças”. O Ministério da Saúde remeteu todas as questões para os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). Mas a SPMS não quis comentar “casos concretos relacionados com matérias de segurança ou cibersegurança“. Apenas assegurou ”que todas as comunicações de possíveis incidentes de cibersegurança são analisadas”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a confirmar ao Expresso a instauração de um inquérito. Ana Margarida Alves Jornalista Ana Margarida Alves