pressmedia logo

ROBÓTICA ASSISTE PRIMEIRA CIRURGIA DO OUVIDO DE MÁXIMA PRECISÃO EM PORTUGAL

HealthNews Online

2026-05-25 21:05:32

Pela primeira vez em Portugal, um braço robótico guiou a inserção de um implante coclear. A tecnologia OTOARM e OTODRIVE estreou-se em Lisboa, em maio de 2026, prometendo menos tremor e mais preservação da audição residual Foi num bloco operatório lisboeta, entre os dias 21 e 23 de maio, que a medicina nacional ensaiou um passo de cada vez - quase sem se notar - em direção a um novo patamar de rigor. Herédio Sousa, diretor do Serviço de Otorrinolaringologia da Unidade Local de Saúde de São José, realizou quatro procedimentos inéditos em Portugal: duas cirurgias no Hospital Dona Estefânia e outras tantas no Hospital de São José, sempre com o apoio das ferramentas OTOARM e OTODRIVE, da austríaca MED-EL. A 25 de maio, a empresa tornou público que a inserção do elétrodo, fase particularmente sensível na colocação subcutânea de um implante auditivo, contou com a estabilização milimétrica de um braço robótico. Quem observa à lupa o interior da cóclea sabe que qualquer variação indesejada - um pequeno empurrão, a própria pulsação do cirurgião - pode comprometer estruturas frágeis. A nova tecnologia permite avançar a uma velocidade mínima de 0,1 milímetros por segundo, com pressão reduzida e uniforme. Julio Rodrigo Dacosta, diretor-geral da MED-EL para Espanha e Portugal, explicou que o desenho destes sistemas partiu exactamente das limitações humanas: apesar da elevada qualificação dos profissionais, o fator humano tem limitações naturais quando se trata de manter velocidades de inserção tão minuciosas e constantes durante vários minutos . E acrescentou que a assistência robótica não substitui o critério clínico, a experiência ou a destreza manual - antes os amplifica. Herédio Sousa, que esteve à frente da equipa, já tinha experiência em abordagens de elevada exigência, mas admite, em privado, que o controlo extra fez diferença nos casos mais complexos. A tecnologia OTOARM - um sistema de braço articulado que se fixa à mesa cirúrgica, carregável por USB-C e de campo visual desimpedido - elimina o tremor manual e permite ajustes com uma só mão. Já o OTODRIVE introduz um movimento linear controlado, para a frente e para trás, accionado por um pedal que deixa as mãos do cirurgião livres para manter o foco no campo operatório. Do ponto de vista clínico, a promessa está na preservação da audição residual. Em doentes que ainda ouvem nas frequências graves mas não obtêm discriminação suficiente com um aparelho convencional, a possibilidade de combinar estimulação eléctrica e acústica poderá abrir caminho a uma experiência auditiva mais natural e personalizada. A inserção ultra-suave reduz o trauma cirúrgico e aumenta as hipóteses de manter as delicadas estruturas internas do ouvido. Este avanço confirma o compromisso da MED-EL com a qualidade de vida das pessoas com perda auditiva , sublinhou Julio Rodrigo, lembrando que a empresa não se foca apenas no desenvolvimento dos implantes em si, mas também em tecnologias de apoio à cirurgia. A MED-EL, fundada na Áustria por Ingeborg e Erwin Hochmaier, implantou o primeiro implante coclear multicanal microelectrónico do mundo em 1977. Hoje conta com mais de 3.100 colaboradores em 90 países. A chegada do OTOARM e do OTODRIVE a Portugal foi recebida na comunidade de otorrinos como uma ferramenta de precisão cirúrgica que, sem alardes, veio facilitar o que antes exigia um pulo de mão quase sobre-humano. PR/HN/MM Pela primeira vez em Portugal, um braço robótico guiou a inserção de um implante coclear. A tecnologia OTOARM e OTODRIVE estreou-se em Lisboa, em maio de 2026, prometendo menos tremor e mais preservação da audição residual [Additional Text]: OTOARM_OTODRIVE_3