pressmedia logo

FERRARI APRESENTA ESTA SEGUNDA-FEIRA, EM ROMA, O SEU PRIMEIRO CARRO 100% ELÉTRICO

Expresso Online

2026-05-25 21:05:41

Chama-se Ferrari Luce (de luz , em italiano) e promete potência e velocidade em doses cavalares. Acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Resta esperar pela reação dos mais puristas da icónica marca de Maranello Pode não ser a melhor notícia para os puristas da mítica marca italiana de superdesportivos de Maranello, mas a Ferrari apresenta esta segunda-feira, em Roma, o seu primeiro carro totalmente elétrico. Chama-se Ferrari Luce (que significa "luz", em italiano) e ainda continuam na penumbra muitos pormenores sobre esta nova criação, mas sabe-se já que estará equipado com quatro motores elétricos, que desenvolvem uma potência superior a 1000 cavalos, sendo que poderá proporcionar uma aceleração dos 0 aos 100 quilómetros/hora em cerca de 2,5 segundos. Tudo isto num absoluto silêncio, ao qual os mais entusiastas do ronco dos motores atmosféricos poderão ter alguma dificuldade em se habituar, apesar de a aposta nos híbridos já ter aberto o caminho. Segundo avançou há cerca de um mês a agência Bloomberg, o novo Ferrari Luce deverá custar cerca de EUR550 mil. Em antecipação à reação do mercado à eletrificação a 100%, o presidente executivo da Ferrari, Benedetto Vigna, garantia, em declarações públicas há cerca de um ano, que “não estamos a fazer uma transição elétrica, estamos a fazer uma adição elétrica”. No Ferrari Luce a interface com o condutor prioriza, segundo a marca, a experiência tátil, a clareza e a interação intuitiva. A equipa de design da Ferrari deu prioridade aos controlos físicos (cada vez menos usados nos carros elétricos de praticamente todas as marcas), que convidam ao toque. Contrariando a ideia de que os carros elétricos devem ser dominados por grandes ecrãs táteis, muitos dos controlos do Ferrari Luce são mecânicos e desenhados com precisão. "Inspirada nos desportivos clássicos e monolugares de Fórmula 1, a interface está organizada de forma clara e reduzida às funções essenciais", sublinha a marca italiana. Em outubro de 2024 a Ferrari já tinha introduzido no mercado os primeiros 799 exemplares do seu F80, híbrido, que foi, segundo a empresa, numa espécie de preparação dos seus clientes para a nova era da mobilidade elétrica. Para já, e no meio de neblina que ainda encobre as formas exteriores do novo Ferrari Luce, a marca fala apenas dos pormenores do interior do carro. E explica que os controlos são inspirados tanto em elementos automóveis históricos como nos “gráficos claros e objetivos encontrados na aviação, particularmente em helicópteros e aeronaves”. Estes ecrãs são concebidos para se assemelharem a medidores analógicos, embora sejam totalmente digitais por baixo da superfície. O resultado, assegura a Ferrari, “é um cockpit que transmite uma sensação moderna e clássica ao mesmo tempo, com cada ecrã a comunicar informação de forma clara e visualmente legível”. Os gráficos do painel de instrumentos são inspirados, em particular, nos mostradores de instrumentos Veglia e Jaeger das décadas de 1950 e 60, indica a marca. Com base em décadas de experiência em design relojoeiro, a equipa da Ferrari procurou alcançar uma clareza semelhante à de um relógio. “Ao fazerem referência à simplicidade dos mostradores de relógios analógicos, onde as horas podem ser lidas num relance, os designers tiveram como objetivo tornar os controlos e os displays do automóvel igualmente intuitivos. Os gráficos são propositadamente minimalistas e claros, permitindo aos condutores obter informações essenciais de forma rápida e fácil, mantendo a atenção na estrada”, nota a Ferrari. Em suma, dentro de uma máquina repleta de tecnologia de ponta e de potência para dar e vender, a Ferrari quis manter uma certa ligação visual ao passado, com um design algo retro, para não afugentar os mais céticos sobre a mobilidade elétrica e os mais ligados à relação física entre o homem e o automóvel. Vítor Andrade Coordenador de Economia Vítor Andrade