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GRÁVIDA EM TRABALHO DE PARTO RECUSADA EM FARO POR NÃO TER LIGADO ANTES PARA O SNS 24

Executive Digest Online

2026-05-26 21:06:07

Grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros Ouça este artigo Clique para reproduzir Uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, foi recusada no Hospital de Faro na passada sexta-feira por não ter ligado previamente para a linha SNS 24, avança o Correio da Manhã . A utente já estaria em trabalho de parto e acabou por ter de contactar o 112 à porta da unidade hospitalar. Segundo o CM , a grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros. O bloco de partos do Hospital de Faro encontrava-se encerrado naquele momento. A Unidade Local de Saúde do Algarve explicou ao jornal que, “no dia e hora dos factos em causa”, a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e o Bloco de Partos do Hospital de Faro estavam em “nível de contingência 2”, uma situação que, segundo a administração, tinha sido previamente comunicada às entidades competentes e podia ser consultada online no site do SNS. A ULS do Algarve acrescenta que, naquela altura, o Hospital de Faro estava reservado a urgências internas e a casos de risco. A administração defende que, se a grávida tivesse contactado previamente o SNS 24 ou o INEM, teria sido encaminhada para o local adequado para observação e acompanhamento. “Caso a grávida tivesse recorrido previamente ao SNS 24 ou INEM, todos os intervenientes estariam devidamente informados da situação de contingência em vigor e ter-lhe-ia sido indicado o local adequado para observação e acompanhamento”, referiu a ULS. Continue a ler após a publicidade A administração sublinha ainda que a utente se deslocou ao Hospital de Faro pelos seus próprios meios e “sem referenciação prévia”. Para a ULS, “o sistema funcionou adequadamente”, uma vez que os meios disponíveis estavam reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe ou para o feto. “Os meios disponíveis na altura estavam exclusivamente reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe e/ou para o feto, o que não foi, como se comprovou, o caso”, esclareceu a unidade de saúde. Ainda assim, o episódio está a ser analisado internamente “de forma rigorosa”. A ULS do Algarve garante que a atuação das equipas envolvidas permitiu assegurar a segurança da mãe e do bebé. Continue a ler após a publicidade Executive Digest