GRÁVIDA EM TRABALHO DE PARTO RECUSADA EM FARO. BEBÉ NASCE EM PORTIMÃO
2026-05-26 21:06:08

Uma mulher grávida de 37 anos, em trabalho de parto, foi recusada no Hospital de Faro e teve de ser encaminhada para Portimão, onde deu à luz sem complicações. Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve explica que, "no dia e hora dos factos em causa", a unidade hospitalar encontrava-se "reservada às urgências internas e aos casos de risco devidamente referenciados pelo CODU/INEM." O Hospital de Faro não admitiu uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas e em trabalho de parto, uma vez que esta não tinha efetuado um contacto prévio para a linha SNS 24 e que a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos estava, no passado dia 22 de maio - quando tudo aconteceu -, "reservado às urgências internas e aos casos de risco devidamente referenciados pelo CODU/INEM". A notícia, inicialmente avançada pela SIC Notícias, dá conta de que a grávida chegou à unidade hospitalar pelos seus próprios meios, informação confirmada pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve ao Notícias ao Minuto. "No dia e hora dos factos em causa, a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos do Hospital de Faro encontrava-se em nível de contingência 2, situação previamente comunicada formal e atempadamente às entidades competentes e operacionalmente envolvidas e que era possível ser consultada online no site do SNS", adianta a ULS do Algarve na resposta ao Notícias ao Minuto, acrescentando que, "assim, na tarde de 22-05-2026, o Hospital de Faro encontrava-se, pois, reservado às urgências internas e aos casos de risco devidamente referenciados pelo CODU/INEM." "As urgências obstétricas e ginecológicas programadas no contexto da contingência estiveram asseguradas pelo Hospital do Barlavento Algarvio (Portimão)", para onde a grávida acabou por ser encaminhada. Ainda em Faro, revela a SIC Notícias, a mulher ligou para o 112 que acionou uma viatura médica de emergência que a assistiu à porta das urgências. O médico do INEM terá confirmado o parto iminente - e insistido para a abertura de uma exceção, o que não veio a acontecer. Já em Portimão, 70 quilómetros depois, o "parto ocorreu sem intercorrências", tendo-se "tratado de um parto eutócico, com nascimento de recém-nascido com 3.760 g e índice de Apgar 10-10", destaca a ULS. "Sistema funcionou adequadamente, tendo sido sempre garantida resposta obstétrica" Na mesma resposta ao Notícias ao Minuto, a ULS do Algarve recorda que o "circuito assistencial definido para estas situações prevê, em primeiro lugar, o contacto prévio da utente com a Linha SNS24 ou CODU/INEM, permitindo a adequada orientação clínica e articulação entre as diferentes estruturas do SNS". "Caso a grávida tivesse recorrido previamente ao SNS 24 ou INEM, todos os intervenientes estariam devidamente informados da situação de contingência em vigor e ter-lhe-ia sido indicado o local adequado para observação e acompanhamento. De igual modo, poderia ter obtido informação por consulta ao site do SNS", é explicado. A ULS salienta ainda que, "do ponto de vista interinstitucional, o sistema funcionou adequadamente, tendo sido sempre garantida resposta obstétrica dentro da ULS Algarve, com uma maternidade operacional e disponível para assegurar assistência em segurança", reiterando que "os meios disponíveis em Faro na altura estavam exclusivamente reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe e/ou para o feto, o que não foi, como se comprovou, o caso, pelo que não deveriam ser ocupados em outra situação, sob pena de comprometer outro eventual episódio, esse sim, com risco". "A atuação das equipas envolvidas permitiu garantir, em permanência, segurança materno-fetal e continuidade assistencial dentro da rede obstétrica regional do Algarve", é também vincado. Contudo, e "apesar do desfecho adequado da situação clínica, o episódio está a ser analisado internamente de forma rigorosa". Notícias ao Minuto