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TEMIDO CRITICA MONTENEGRO: "É MARIA VAI COM AS OUTRAS. NÃO VAI FUNCIONAR"

Notícias ao Minuto Online

2026-05-26 21:06:10

A atual eurodeputada do PS e antiga ministra da Saúde acusou o Governo de usar uma "tática de Maria vai com as outras", prevendo que isso "não vai funcionar". Especificamente sobre entendimentos com o PS refere que "Montenegro está a hipotecar uma relação de confiança". Marta Temido, atual eurodeputada do Partido Socialista (PS) e antiga ministra da Saúde, acusou, esta terça-feira, o Governo de usar uma "tática de Maria vai com as outras", criticando que isso "não vai funcionar". "Temos um Governo que está em funções recentemente, que vai estar em funções, esperamos, até ao final da Legislatura, e temos um país que está num contexto em que é necessário tomar medidas e proceder a um conjunto de reformas", começou por lembrar Temido no podcast da Antena 1, "Política com Assinatura". Nesse sentido, referiu, "a tática de Maria vai com as outras não vai funcionar para um Governo que vinha para fazer reformas" e "isso é claro, por exemplo, em relação ao tema da lei de organização do Tribunal de Contas, em relação às questões do Serviço Nacional de Saúde (SNS), às leis laborais". Questionada sobre se Luís Montenegro deveria estar mais focado em chegar a entendimentos com o Partido Socialista (PS), a eurodeputada sublinhou que "o primeiro-ministro é que saberá como é que quer governar o país", mas que "vai com todas". "O que me parece é que vai com quem lhe parece que lhe dará circunstancialmente maior ganho", acrescentou. O que, na ótica de Marta Temido "não é possível". "Não é possível ter estabilidade num relacionamento com essa aleatoriedade e pouca confiança que nos dá o relacionamento. Sobretudo quando se quer realizar determinados níveis de intervenção". Para a eurodeputada socialista, "Montenegro está a hipotecar uma relação de confiança com o PS e está a hipotecar princípios" quando aliena os princípios sociais e se "associa a ideias extremistas, radicais, de violência". Dando como exemplo a imigração, atirou: "Uma coisa é arrepiar caminho, outra coisa é radicalizar o discurso, instrumentalizar as pessoas e as perceções. Cavalgou aquilo que é o medo do outro". Já sobre a revisão laboral, Temido considerou que Montenegro "cometeu um erro colossal" porque "ninguém pediu esta reforma". "Não percebeu que não podia fazer esta reforma sem ter o apoio das estruturas sindicais, deixou que se criassem clivagens e tornou a situação praticamente irreversível", enfatizou. Notícias ao Minuto