TENSÕES ENTRE EUA E IRÃO AFASTAM EUROPA DE MÁXIMOS HISTÓRICOS. JUROS ACELERAM NA ZONA EURO
2026-05-26 21:06:13

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira. 17h46 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Europa interrompe mais longa série de ganhos desde outubro. Ferrari tomba 8% Os principais índices europeus interromperam uma série de seis sessões consecutivas de ganhos , a mais longa desde outubro do ano passado , e encerraram no vermelho, com o sentimento dos investidores a ser pressionado por um avanço do Brent após novos confrontos militares entre o Irão e os Estados Unidos terem minado as esperanças de uma resolução rápida do conflito no golfo. O índice Stoxx 600 , de referência para a Europa , recuou 0,57%, para os 628,01 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX desvalorizou 0,80%, o italiano FTSEMIB perdeu 0,64%, o francês CAC-40 cedeu 1,03%, o espanhol IBEX deslizou 0,52%, ao passo que o neerlandês AEX caiu 1,05%, num dia em que o britânico FTSE 100 contrariou a tendência e somou 0,24%, com o principal índice do Reino Unido a voltar a negociar após o feriado de segunda-feira. E com os investidores a centrarem-se nos avanços e recuos em relação a um acordo de paz que está a ser negociado entre Washington e Teerão, Hassan Raza, da CG Asset Management, diz à Bloomberg que “[os novos ataques dos EUA a forças iranianas] podem ser uma jogada clássica de escalada para desaceleração por parte dos EUA”. “Os mercados acionistas, a estes níveis, estão extremamente frágeis. Com Netanyahu a ordenar às forças que intensificassem os ataques ao Líbano ontem à noite, o otimismo do mercado pode esmorecer rapidamente”, afirmou o mesmo especialista. Entre os setores, o automóvel (-1,90%) e o tecnológico (-1,33%) registaram as perdas mais expressivas, enquanto os recursos naturais (+1,37%) tiveram um desempenho superior, com as cotadas desta área a serem influenciadas por um aumento dos preços do carvão chinês, depois de um acidente fatal numa mina em Shanxi ter levado à suspensão das operações em 109 minas. Quanto aos movimentos do mercado, a Nokia pulou quase 6%. A empresa disparou cerca de 150% em bolsa desde o arranque do ano, impulsionadas pela forte procura de infraestruturas de inteligência artificial (IA) e pela expansão dos centros de dados. A fabricante finlandesa de equipamentos de rede registou um crescimento de 49% nas receitas do seu segmento de IA e "cloud” durante o primeiro trimestre de 2026, refletindo a transição bem-sucedida das telecomunicações tradicionais para redes de última geração impulsionadas por IA. Já a BP fechou o dia a cair mais de 4%, tendo chegado a deslizar quase 10% na sessão, depois de o conselho de administração da gigante petrolífera ter destituído o “chairman” Albert Manifold com efeito imediato devido a “graves preocupações” sobre a sua conduta. Noutras empresas, a Ferrari caiu mais de 8% após ter apresentado o seu primeiro veículo totalmente elétrico. 17h43 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro com novo avanço do Brent Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram com agravamentos em toda a linha, num dia em que o petróleo Brent , de referência para o Velho Continente , volta a somar avanços e a alimentar preocupações com a inflação, após novos ataques norte-americanos ao Irão. Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 3,5 pontos-base, para 3,340%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade subiu 3,2 pontos-base, neste caso para os 3,397%. Já os juros da dívida soberana italiana escalaram 4,8 pontos, para 3,698%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agravou-se em 3,2 pontos, para 3,589%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somaram 3,3 pontos, para os 2,977%. Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, contrariaram esta tendência e aliviaram 2,2 pontos-base, para os 4,874%. 16h36 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Dólar ganha com incerteza sobre negociações de paz entre Washington e Teerão O dólar está a negociar com valorizações nesta terça-feira, com as esperanças dos "traders" em relação a um acordo iminente para reabrir a rota comercial do estreito de Ormuz e pôr fim à guerra com o Irão a serem abaladas por novos ataques dos EUA a alvos iranianos e por comentários de altos funcionários norte-americanos. Nesta medida, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as negociações sobre um acordo com o Irão poderiam “demorar alguns dias”. Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes , cede 0,07%, para os 99,174 pontos. Uma subida dos preços do crude nos mercados internacionais está também a apoiar a "nota verde". Noutros pontos, a “nota verde” soma 0,21%, para os 159,250 ienes, aproximando a divisa dos 160 ienes por dólar, valor que levou autoridades japonesas a intervir para contrariar a desvalorização da moeda durante o mês de abril. Já por cá, o euro regista uma queda de 0,15%, para 1,163 dólares, enquanto a libra perde 0,27%, para 1,347 dólares. 16h34 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ouro perde terreno com "traders" a preverem subida dos juros diretores nos EUA O ouro está a negociar com desvalorizações nesta terça-feira, devido às crescentes apostas em relação a um aumento das taxas de juro nos Estados Unidos ao longo deste ano, com os mais recentes ataques militares norte-americano contra o Irão a minar parte das esperanças de um acordo de paz entre os dois países, à medida que o Brent regista novas subidas e coloca as preocupações com a inflação em primeiro plano. A esta hora, o ouro perde 1,24%, para os 4.514,030 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso cede 2,34%, para os 76,255 dólares por onça. Kevin Warsh tomou posse como presidente da Reserva Federal na passada sexta-feira e assumiu a liderança do banco central dos EUA num contexto de expectativas crescentes de uma política monetária global mais restritiva. Nesta linha, os mercados esperam atualmente um aumento de 25 pontos-base na taxa de juro da Reserva Federal em dezembro. Apesar de ser visto como uma proteção contra a inflação, o ouro, que não rende juros, tende a ter um pior desempenho num ambiente de juros diretores mais elevados. Entretanto, o UBS reduziu a sua previsão para o preço do ouro no final do ano em 400 dólares, para 5.500 dólares, citando os riscos persistentes decorrentes de taxas de juro mais altas e de um dólar mais forte. 15h11 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Brent volta a negociar acima dos 100 dólares após novos ataques no golfo. WTI contraria e cai quase 3% Os preços do petróleo Brent estão a ganhar terreno nesta terça-feira, contrariando o movimento registado pelo West Texas Intermediate (WTI), com novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão a pressionarem as esperanças dos investidores quanto á reabertura do estreito de Ormuz. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que a negociação de um acordo com o Irão poderia “demorar alguns dias”, frustrando as esperanças de um fim iminente do conflito. Nesta medida, o Brent , de referência para a Europa ,, soma 4,13%, para os 100,11 dólares por barril, depois de ter fechado com uma queda de 7% na segunda-feira. Já o West Texas Intermediate (WTI) , de referência para os EUA , perde 2,85%, para os 93,85 dólares por barril. Ambos os contratos de futuros se fixam agora no nível mais baixo desde 7 de maio. O Nikkei noticiou, citando uma fonte diplomática do Médio Oriente, que o Irão iria remover as minas do estreito de Ormuz num prazo de 30 dias ao abrigo do acordo que estará a ser negociado com Washington. Dados de rastreamento mostraram ainda que três navios-tanque que transportam gás natural liquefeito passaram pelo estreito nos últimos dias, rumo ao Paquistão, China e Índia, juntamente com um superpetroleiro que transportava petróleo bruto iraquiano para a China e que estava encalhado há quase três meses. O facto de mais navios estarem a conseguir atravessar a via marítima, apesar dos avanços e recuos nas negociações para pôr fim à guerra, tem exercido uma pressão descendente sobre os preços do crude. 14h41 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Wall Street deixa de lado novos confrontos no Irão e atinge novo recorde. Empresas espaciais impulsionadas por IPO da SpaceX Os principais índices norte-americanos regressam hoje de um feriado e negoceiam com ganhos em toda a linha, com os investidores a manterem intacta a esperança de que os confrontos entre forças norte-americanas e iranianas não comprometeram os avanços nas negociações para pôr fim ao conflito no Médio Oriente. Neste contexto, o S&P 500 soma 0,63% para os 7.520,18 pontos, um novo recorde. O Nasdaq Composite pula 0,78% para os 26.550,67 pontos. Ambos os índices, impulsionados pelo setor da inteligência artificial, encontram-se a menos de 0,40% dos máximos históricos atingidos neste mês. Já o Dow Jones, por sua vez, ganha 0,24% para os 50.701,73 pontos. Os investidores estão, em grande parte, a ignorar a recuperação dos preços do Brent, que sobe agora cerca de 3%, mantendo-se ainda abaixo dos 100 dólares por barril. Isto depois de os EUA terem atacado navios e bases de lançamento de mísseis iranianos, enquanto a agência de notícias iraniana Tasnim afirmou que a Guarda Revolucionária Islâmica tinha disparado contra um caça F-35 dos EUA. E mesmo com as últimas notícias a obscurecerem as perspetivas de um rápido reinício do fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz, os investidores estão a assumir uma posição otimista quanto à possibilidade de as negociações de paz ainda poderem avançar. “O principal fator a ditar o clima é a situação no Irão”, disse à Bloomberg Jordan Rochester, do Mizuho Bank. Apesar dos ataques, “ambos os lados estão mais perto do que nunca de chegar a um acordo. Os EUA deixaram claro que não querem que a ação militar recomece”, acrescentou o mesmo especialista. Entretanto, ações de empresas de foguetões e satélites estão a registar valorizações, prolongando os ganhos recentes. O setor tem vindo a ser impulsionado desde que a SpaceX apresentou publicamente o que se prevê ser a maior oferta pública inicial de sempre. Entre os movimentos, a Redwire soma 13% e a Firefly Aerospace sobe 11%. Já quanto às “sete magníficas”, a Nvidia ganha 0,62%, a Tesla pula 1,52%, a Alphabet avança 0,46%, a Amazon valoriza 0,83%, a Meta sobe 0,26%, a Microsoft cede 0,48% e a Apple soma 0,52%. 10h52 Lusa Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira. Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,190%, continuou abaixo das taxas a seis (2,446%) e a 12 meses (2,722%). A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu, ao ser fixada em 2,446%, menos 0,070 pontos do que na segunda-feira. Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente. No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou para 2,722%, menos 0,060 pontos do que na sessão anterior. A Euribor a três meses também recuou, ao ser fixada em 2,190%, menos 0,014 pontos, depois de ter subido em 13 de maio para um novo máximo desde abril de 2025 (2,283%). A média mensal da Euribor subiu nos três prazos em abril, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março. Em abril, a média mensal da Euribor subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente. 10h30 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Tensões entre EUA e Irão afastam Europa de máximos históricos As principais praças europeias estão a negociar em território negativo, embora sem movimentações muito substanciais, pressionadas pelos receios de uma nova escalada no conflito no Médio Oriente, depois de os EUA terem voltado a atacar o Irão - apesar de as negociações para alcançar um acordo de paz entre os dois países continuarem. A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - recua 0,25% para 630,05 pontos, afastando ligeiramente o principal índice do Velho Continente dos máximos históricos atingidos em finais de fevereiro. O setor automóvel é o que mais perde esta manhã, penalizado pela grande desvalorização da Porsche, seguido pelo tecnológico e pelo industrial, enquanto, do outro lado da tabela, o setor mineiro trava maiores perdas. Os EUA avançaram com um nova ofensiva militar contra o Irão no final da noite desta segunda-feira, colocando na mira bases de lançamentos de mísseis e embarcações iranianas, alegadamente usadas para colocar minas no estreito de Ormuz. O ataque aconteceu horas depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assegurado que as negociações com o país do Médio Oriente estão a "progredir agradavelmente". "Os investidores estão a afastar-se do otimismo inicial que se instalou na sequência da mais recente viragem dos EUA em prol da paz, durante o fim de semana. O ímpeto está a esmorecer, uma vez que o prazo para algum tipo de acordo com o Irão passou a ser de alguns dias, ao contrário do que o presidente Trump tinha afirmado no sábado, quando referiu que um acordo seria anunciado em breve", explica Garfield Reynolds, analista da MLIV, à Bloomberg. Entre as principais movimentações de mercado, a Ferrari afunda 6,26% para 290,60 euros, depois de a fabricante de carros de luxo ter apresentado o seu primeiro veículo 100% elétrico. O design do Luce, muito distinto do aspeto que caracteriza os modelos da marca, explica parte das perdas, numa altura em que muitos fabricantes automóveis estão a dar um passo atrás no mercados dos elétricos - muito devido à forte concorrência chinesa. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX desvaloriza 0,75%, o italiano FTSEMIB perde 0,51%, o francês CAC-40 recua 0,94%, o espanhol IBEX cede 0,05%, ao passo que o neerlandês AEX derrapa 0,25%. Por sua vez, o britânico FTSE 100 avança 0,67%, depois de a praça britânica ter estado encerrada na segunda-feira - beneficiando, agora, dos ganhos avultados da sessão passada. 10h29 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Juros aceleram na Zona Euro com nova petróleo a aproximar-se dos 100 dólares Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se esta terça-feira, num dia em que os preços do petróleo e do gás natural voltaram a acelerar, depois de os EUA terem avançado com uma nova investida sobre o Irão. Os investidores estão, agora, mais céticos em relação a um possível acordo de paz entre os dois países, apesar de o Presidente norte-americano ter afirmado que as negociações estão a "progredir agradavelmente". Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 3,4 pontos-base para os 2,978%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade avança 3,6 pontos-base para 3,592%. Já em Itália, os juros aceleram 5 pontos-base para 3,7%. Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos salta 4,4 pontos-base para 3,35%, com a “yield” das obrigações espanholas a acelerar na mesma magnitude, neste caso para 3,408%. Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas contrariam a tendência dos pares europeus, cedendo 3,2 pontos-base para 4,864%, com os grandes alívios da sessão de segunda-feira a chegarem com atraso ao Reino Unido, uma vez que os mercados britânicos estiveram encerrados devido à celebração de um feriado local. 09h55 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Dólar avança com cautela após nova investida dos EUA contra o Irão O dólar está a conquistar terreno face aos seus principais rivais, embora as movimentações no mercado cambial estejam bastante comedidas esta terça-feira, num dia que está a ser marcado pelos novos ataques dos EUA a vários alvos iranianos. Para já, Teerão ainda não respondeu à nova investida e o Presidente norte-americano assegura que as negociações estão a "progredir agradavelmente". A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face às suas principais concorrentes - avança apenas 0,09%, depois de ter tropeçado na sessão anterior. O euro recua 0,09% para 1,1634 dólares, enquanto a libra cede 0,24% para 1,3471 dólares e a divisa norte-americana avança 0,16% para 159,16 ienes - aproximando-se, mais uma vez, do nível de intervenção dos 160 ienes. "Os investidores continuam a esperar que as notícias geopolíticas, em vez dos dados económicos, continuem a ser o principal fator determinante da evolução dos preços no curto prazo", afirma Nick Twidale, analista de mercados na AT Global Markets, citado pela Bloomberg. Os ataques norte-americanos no Irão tinham como alvo bases de lançamentos de mísseis e embarcações iranianas, que estariam a tentar colocar minas no estreito de Ormuz. Os ataques aconteceram após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado nas redes sociais que as negociações com o Irão estavam a “progredir agradavelmente”, embora tenha ameaçado o país com novos ataques - "com maior intensidade e mais fortes do que nunca" - se um amplo acordo não for alcançado no Médio Oriente. 08h57 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ouro cede quase 1% apesar de subida nas tensões geopolíticas O ouro ainda arrancou a sessão com ganhos, mas acabou por inverter para o vermelho, depois de os EUA terem avançando com uma nova ofensiva militar no Irão. Os ataques atingiram bases de lançamentos de mísseis e embarcações iranianas, que estariam a tentar colocar minas no estreito de Ormuz, e levaram os preços do petróleo novamente a acelerar. A esta hora, o metal amarelo recua 0,87% para 4.529,70 dólares por onça, depois de ter conseguido avançar no dia anterior, impulsionado por um aumento do otimismo em torno de um possível acordo de paz no Médio Oriente. Ora, com os novos ataques, os investidores estão agora mais céticos em relação a um entendimento que possa levar à reabertura do estreito de Ormuz - por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo. A livre circulação na via marítima é uma condição essencial para aliviar as pressões inflacionistas e abrir espaço para os bancos centrais retirarem as taxas de juro de níveis restritivos. Os investidores já veem a Reserva Federal (Fed) norte-americana a avançar com um aperto de 25 pontos-base na política monetária este ano, enquanto antes do estalar do conflito tudo apontava para reduções. O ouro tende a beneficiar de um ambiente monetário mais flexível, uma vez que não rende juros. Uma recuperação sustentada do metal amarelo "exige romper com a correlação com os ativos de risco", explica John Reade, estratega-chefe do World Gold Council, à Bloomberg. "O ouro tem mais hipóteses de recuperar no final do ano", mesmo que o conflito termine agora, uma vez que leva tempo para que o equilíbrio energético seja restabelecido, acrescentou. 07h56 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Petróleo volta a avançar mas mantém-se abaixo da marca dos 100 dólares O petróleo está novamente a negociar em terreno positivo, impulsionado pelos novos ataques dos EUA no Irão, que estão a deixar os investidores menos otimistas em relação a um acordo que possa levar à reabertura do estreito de Ormuz - embora o Presidente norte-americano até assegure que as negociações estão a "progredir agradavelmente". A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - acelera 0,98% para 98,20 dólares por barril, depois de ter afundado mais de 7% na sessão anterior, mas conseguindo manter-se abaixo da marca dos 100 dólares. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - salta 0,77% para 91,67 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão acelera 2,30% para 46,64 euros por megawatt-hora. As negociações no Médio Oriente ainda devem demorar "alguns dias" com EUA e Irão a discutirem a linguagem a ser utilizada num documento inicial, informou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aos jornalistas durante a sua visita à Índia esta terça-feira. No entanto, persistem uma série de linhas vermelhas das duas partes que parecem estar a bloquear um entendimento mais rápido e podem mesmo levar às negociações a caírem por terra, como já avisou o Irão. Por agora, "é prematuro pensar que se chegará a um acordo de paz, muito menos que este venha a ser cumprido”, considera Saul Kavonic, analista sénior de energia da MST Marquee, à Bloomberg. “Ambos os lados têm vindo a afirmar que as negociações foram bem-sucedidas, ou que o estreito já foi aberto nos últimos meses, mas nada disso se concretizou", acrescenta. Com Ormuz praticamente encerrado e a disputa sobre o seu controlo a marcar as conversações, os "stocks" de energia a nível global têm vindo a retrair-se a uma velocidade recorde, de acordo com as mais recentes informações divulgadas pela Agência Internacional de Energia. Também nos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, tanto as reservas comerciais como as estratégicas têm vindo a contrair em força, deixando os investidores a antecipar uma crise na oferta. 07h39 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Novos ataques no Irão dividem Ásia e atiram Europa para perdas. Praça da Coreia do Sul atinge novo máximo As principais praças asiáticas encerraram a segunda sessão da semana divididas entre ganhos e perdas, depois de uma série de ataques de "autodefesa" por parte dos EUA contra o Irão terem levado a uma redução do otimismo em torno de um potencial acordo de paz entre os dois países. De acordo com os EUA, estes ataques, conduzidos no sul da nação do Médio Oriente, tinham como objetivo "proteger as tropas norte-americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas" e atingir bases de lançamentos de mísseis e embarcações do país, que estariam a tentar colocar minas no estreito de Ormuz. Os ataques aconteceram após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado nas redes sociais que as negociações com o Irão estavam a “progredir agradavelmente”, embora tenha ameaçado o país com novos ataques - "com maior intensidade e mais fortes do que nunca" - se um amplo acordo não for alcançado no Médio Oriente. A destruição do urânio enriquecido de Teerão continua também a ser uma linha vermelha de Washington. Face a estes desenvolvimentos, o MSCI Asia Pacific ainda consegue negociar no verde, mas com ganhos de apenas 0,36% - bastante inferiores aos registados no arranque da semana. Já pela Europa, a negociação de futuros aponta mesmo para uma abertura no vermelho, com o Euro Stoxx 50 a perder 0,33%. "O mercado vai manter-se cauteloso, tendo em conta que as esperanças anteriores de um acordo foram frustradas", explica Abbas Keshvani, diretor de estratégia macroeconómica para a Ásia na RBC Capital Markets, à Bloomberg. "Mas os progressos nas negociações poderão conduzir a uma nova redução dos preços da energia, das expectativas de inflação e, consequentemente, dos juros das dívidas", acrescenta. Entre as principais praças asiáticas, o sul-coreano Kospi aproveitou o "rally" das tecnológicas da sessão anterior - quando esteve encerrado, devido a um feriado local - para alcançar um novo máximo histórico, avançando mais de 2%. Por sua vez, os japoneses Nikkei 225 e Topix recuaram 0,13% e 0,07%, respetivamente, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite dividiram-se entre ganhos e perdas, com o primeiro a acelerar 0,26% e o segundo a ceder 0,32%. 07h05 Lusa Taiwan ultrapassa Índia como quinto maior mercado bolsista do mundo Taiwan ultrapassou a Índia como o quinto maior mercado bolsista do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão e Hong Kong, impulsionada pela procura de ações ligadas ao desenvolvimento da inteligência artificial, informou esta terça-feira a agência Bloomberg. Leia a notícia completa aqui. Negócios jng@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Lusa Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Lusa [Additional Text]: Ferrari Luce Brent volta a negociar acima dos 100 dólares após novos ataques no golfo. WTI contraria e cai quase 3% Negócios jng@negocios.pt