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FLAUSINO SILVA - O PAÍS NAS MÃOS DA CGTP?

Correio do Vouga

2026-05-27 21:07:22

OPINIãO eCOs da quINzeNa O país nas mãos da Cgtp? Empresário Está marcada para o próximo dia 3 de junho uma greve geral, decretada pela Cgtp-Intersindical que, representando uma ínfmi a percentagem de trabalhadores, tem o poder e o direito de a convocar conferido pela Constituição da República e pelo Código do trabalho. A greve deve ser utilizada como último recurso, apenas e só quando esgotados os processos de negociação. As negociações na concertação social duraram mais de nove meses, tendo a Cgtp recusado participar, por ser totalmente contra qualquer revisão das atuais leis laborais, por muito inadequadas e desajustadas que estejam em relação ao novo mundo de trabalho, resultante da evolução social, económica e tecnológica. O anúncio público da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores é, por si só, uma bandeira que atrai e mobiliza e se sobrepõe, demagogicamente, a qualquer ideia de melhoria de condições que, na filosofia da central sindical comunista, se deve efetuar, aumentando os salários, dias de férias e acrescentando mais regalias às existentes, independentemente da situação das empresas - de conseguirem produzir mais e melhor, a menor custo e vender os produtos e serviços a melhor preço, face aos poderosos concorrentes de outros países, com capacidades económicas, tecnológicas e produtividades muito superiores às nossas. À Cgtp o que importa é exigir, impor, pressionar, quer o governo, quer os agentes económicos, tenham ou não condições para responder às reivindicações. A sua maior base de apoio é constituída, sobretudo pelos funcionários públicos e pelos trabalhadores das empresas do Estado, porque esses sabem que o patrão não irá à falência e porque, fazendo greve, nada lhes pode acontecer. A estratégia do “quanto pior, melhor” é conhecida como a tática política associada ao objetivo de aceleração de crises, com vista a facilitar o acesso ao poder económico da classe trabalhadora. Os trabalhadores que pensam aderir à greve geral devem refletir nos ganhos pessoais que ela lhes proporcionará, mas também nos graves danos que causará a milhares de pessoas, também trabalhadores, a paralisação das empresas de transportes - Metropolitano de Lisboa, Carris, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do porto, StCp ou Cp-Comboios de portugal e tAp. E as consequências no SNS, com centenas, senão milhares de doentes sem cuidados, muitas horas perdidas e quilómetros percorridos, como também nas Escolas, com a perda de aulas pelos alunos. tudo com o fundamento na revisão das intocáveis leis do trabalho, cujo processo seguiu para a Assembleia da República, o órgão de representação por excelência de todos os portugueses. Com a cobertura dos meios de comunicação social, este tema passou de uma negociação em sede de concertação social, para o combate político-partidário, com os líderes a explorá-lo para fins que nada tem a ver com os direitos e verdadeiros interesses dos trabalhadores, mas sobretudo com a pretensão de agradarem ao eleitorado. Neste combate, quer o CHEgA, quer o pS esqueceram tudo o mais, incluindo a economia real, nomeadamente a situação do país e da maioria das empresas, pequenas e médias sobretudo e muitas delas, senão todas, a braços com falta de mão de obra. Manter a rigidez atual das leis do trabalho, só contribui para piorar a situação. Nós não podemos aceitar o que a central sindical comunista nos quer impor! A greve deve ser utilizada como último recurso, apenas e só quando esgotados os processos de negociação. O anúncio público da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores é, por si só, uma bandeira que atrai e mobiliza e se sobrepõe, demagogicamente, a qualquer ideia de melhoria de condições. Manter a rigidez atual das leis do trabalho, só contribui para piorar a situação. Nós não podemos aceitar o que a central sindical comunista nos quer impor! FLAUSINO SILVA