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MARTA SOUSA PIRES - LIDERAR COM IMPACTO

Lux Woman

2026-05-27 21:07:22

é diretora da Casa Ronald McDonald Portugal há cinco anos.com um percurso do qual se orgulha. serve-se da aprendizagem para continuar a trilhar um caminho sólido. “Na minha licenciatura em Gestão. optei por não me especializar numa área específica = marketing. finanças ou recursos humanos = preferindo construir uma base sólida e abrangente que me permitisse organizar e coordenar diferentes tópicos em funcão de uma visão e objetivos comuns, diz. Continuo num processo de aprendizagem, motivada pelo desejo de liderar projetos que transformam realidades e que geram impacto posilivo”. diz. A líder. na primeira pessoa. ( omo se sente, olhando para o seu percurso? Orgulhosa? Sinto-me orgulhosa pelo caminho que construí até agora. Não apenas pelos resultados dos projetos que ajudei a criar ou a revitalizar, mas, sobretudo, pelo reconhecimento e pelo carinho das equipas com as quais trabaIhei tanto as que liderei ou coliderei, como as que me lideraram. São esses sorrisos e abraços que se mantêm no tempo, quando nos reencontramos, que mais me enchem de orgulho e reforçam o sentido do meu trabalho. Está hoje onde sempre sonhou? Não sei se alguma vez tive um sonho definido. Creio que fui descobrindo o que, realmente, gosto de fazer ao longo da minha formação e percurso profissional, e sinto que ainda hoje estou nesse processo de aprendizagem. Por exemplo, na minha licenciatura em Gestão, optei por não me especializan numa área específica marketing, finanças ou recursos humanos preferindo construir uma base sólida e abrangente que me permitisse organizar e coordenar diferentes tópicos em função de uma visão e objetivos comuns. Já na minha primeira experiência profissional, em mercados financeiros, percebi que queria concentrarme em áreas onde pudesse ter um impacto mais dire-to no trabalho das pessoas e na economia real. Hoje, continuo num processo de aprendizagem, motivada pelo desejo de liderar projetos que transformam realidades e que geram impacto positivo. Algum dia sentiu algum tipo de discriminação por ser mulher? Não posso dizer que tenha alguma vez sentido discriminação por ser mulher, mas é claro que existem desafios únicos para mulheres em posições de liderança, sobretudo, quando conciliam carreira, família e filhos. De forma intrínseca, existe, em parte, a necessidade de nos esforçarmos mais para nos destacarmos no meio profissional, até porque tendemos a ser mais discretas. Acredito, com convicção, que essas experiências acabam por fortalecer a nossa capacidade de liderar, tornando-nos mais estratégicas, resilientes e focadas em gerar impacto real nas equipas e nos projetos que conduzimos. Começou cedo com cargos de liderança. Sempre foi um objetivo? é naturaí que exista um crescimento ao longo da carreira de gestão, mas houve momentos em que senti que fui promovida demasiado rápido, o que me obrigou a aprenden e a tomar decisões sozinha mais cedo do que esperava. Essa experiência, embora desafiante, acabou por acelerar o meu desenvolvimento como líder, en-sinando-me a ser mais segura nas escolhas, a assumir responsabilidades com clareza e a orientar a equipa de forma estratégica, mesmo em situações complexas. O que é preciso para se ser um bom líder? Para ser um bom líder é fundamental ter humildade e empatia, saber ouvir atentamente e adaptar o estilo de liderança e aS decisões a cada contexto, seja ele organizacional ou humano. E essencial manter o foco nas pessoas sejam clientes, utentes, membros da equipa, parceiros, fornecedores ou até entidades externas e compreender como cada decisão tem impacto conjunto. Liderar significa criar condições para que todos possam alcançar resultados, desenvolverse profissionalmente e contribuir para objetivos comuns, equilibrando visão estratégica com atenção às necessidades de quem nos rodeia. Como se sente ao fazer parte de um projeto como o da Casa Ronald McDonald Portugal? E uma motivação diária fazer parte de um projeto que tem um impacto tão direto na vida das famílias. Saber que conseguimos apoian pais e crianças, em momentos particularmente exigentes, é algo extremamente gratificante. Oferecemos um espaço seguro e acolhedor próximo dos hospitais, onde podem permanecer juntos e receber apoio prático e emocional, reforçando o sentido de responsabilidade e de propósito do nosso trabalho. ? contacto com voluntários, que valorizam profundamente esta experiência, confirma, também, a relevância do que fazemos. Atualmente, encontramo-nos num processo de rebranding, que abrange a mudança do nome e do nosso logótipo. Desde o dia 15 de maio, a Fundação infantil Ronald McDonald passou a designar-se Casa Ronald McDonald Portugal. Apesar desta mudança, alinhada com aestratégia global de uniformização entre todos os países onde o projeto está presente, mantemos uma certeza clara: o nosso propósito é, e será sempre, apoian famílias com crianças e jovens doentes ou em tratamento hospitalar. Mudámos ? nome, mas continuamos diariamente a contribuir de forma concreta para o bem-estar das famílias, para O Sistema Nacional de Saúde (SNS) e, mais concretamente, para a Saúde Pediátrica em Portugal. No último ano, foi nomeada membro do recém-criado Conselho de Liderança Global da Ronald McDonald House Global, um conselho colaborativo destinado a apoiar a estratégia global e o alinhamento entre as delegações em todo o mundo. E uma honra? E uma grande honra, mas também uma grande responsabilidade, especialmente por termos sido escolhidos pelos nossos pares líderes das outras instituições na Europa. Fazer parte deste conselho consultivo tem sido extremamente motivador, pois permite-me contribuir para definir estratégias globais que garantam um apoio mais eficiente e estruturado às famílias e às crianças em todo o mundo, fortalecendo a capacidade de cada delegação em gerar impacto real e duradouro. Que desafios sente hoje, em termos profissionais? Hoje, vivemos num contexto de grande incerteza social e económica, acompanhado por uma transformação digital muito rápida e contínua. Esta realidade aumenta a vulnerabilidade das famílias, especialmente, as mais carenciadas ou aquelas que enfrentam situações inesperadas de grande ansiedade, como a doença. Como diretora executiva da Casa Ronald McDonald Portugal, o grande desafio é encontrar soluções cada vez mais eficientes, que permitam apoian esta comunidade de forma consistente. Paralelamente, também desempenho um cargo de liderança no Grupo Bensaude, enquanto administradora não executiva, onde sou responsável por garantir a continuidade do legado da empresa familiar e promover um impacto positivo duradouro junto dos mais de 4000 colaboradores, Liderar nestes dois contextos exige visão estratégica, capacidade de decisão e foco constante nas pessoas, enfrentando diariamente o desafio de gerar impacto positivo, sólido e duradouro. “Para scr um bom líder é findamental ter humildade e empatia, saber ouvir atentamente e adaptar o estilo de liderança e as decisões a cada contexto, scja cle organizacional ou humano” LEONOR ANTOLIN TEIXEIRA