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CAIXA MANUAL PODE REGRESSAR À FERRARI NUM V12 ATMOSFÉRICO

Razão Automóvel Online

2026-05-27 21:08:31

A Ferrari pode voltar a colocar uma caixa manual num dos seus carros, a acontecer será uma espécie de ramo de flores depois do Luce. O mundo ainda está em choque com o Ferrari Luce, mas a marca de Maranello poderá estar a preparar algo para apaziguar os ânimos: um V12 atmosférico, com caixa manual. Segundo avança o The Super Car Blog, há um Ferrari 12Cilindri com três pedais a caminho, que deverá ser apresentado a clientes durante a Ferrari Cavalcade, um evento que arranca a 29 de junho de 2026. A confirmar-se este rumor, seria o primeiro Ferrari de produção moderno com caixa manual desde o California, numa altura em que a transmissão automática de dupla embraiagem domina por completo a gama atual da marca italiana. © Ferrari O 12Cilindri aposta nos ingredientes clássicos da marca de Maranello: um motor atmosférico V12 de 6,5 l, montado numa posição central dianteira e com tração traseira. O ponto de partida será o Ferrari 12Cilindri, o GT de motor dianteiro lançado em 2024 para suceder ao 812 Superfast. Uma ode ao motor V12, com 6,5 litros, montado à frente e com tração traseira. Na versão atual, este motor debita 830 cv e atinge as 9500 rpm, números que o colocam entre os últimos grandes V12 atmosféricos sem eletrificação ainda disponíveis no mercado. A transmissão usada no modelo de produção é uma caixa automática de dupla embraiagem com oito velocidades, mas este rumor aponta para a substituição desta unidade por uma caixa manual tradicional, numa série muito limitada. A base mecânica deverá manter-se praticamente inalterada. O V12 do 12Cilindri deriva da família F140 e recorre a soluções já usadas no 812 Competizione, incluindo componentes internos mais leves para permitir rotações mais elevadas: tem bielas em titânio, pistões em alumínio e uma cambota aligeirada e reequilibrada. Produção limitada e acesso restrito De acordo com a mesma informação, esta versão manual - que poderá chamar-se 12Cilindri MM - não deverá integrar a gama regular do 12Cilindri. O mais provável é que seja produzida em poucas unidades, destinadas a clientes selecionados da Ferrari, num formato próximo das séries especiais ou dos projetos de acesso reservado da marca. A escolha do 12Cilindri para este eventual regresso não é inocente. Entre todos os modelos atuais da Ferrari, é o que melhor liga a marca ao seu passado. Tem um V12 naturalmente aspirado em posição dianteira, proporções clássicas e é uma proposta que não está apoiada na eletrificação, o que faz dele um candidato natural. Regresso mais emocional do que racional A Ferrari abandonou progressivamente as caixas manuais porque as transmissões de dupla embraiagem se tornaram mais rápidas, mais eficientes e mais compatíveis com os níveis de performance dos seus modelos modernos. É consensual que em termos puramente técnicos, não há uma vantagem objetiva em regressar aos três pedais num superdesportivo de 830 cv. Mas o valor deste eventual 12Cilindri manual não estará na eficiência, mas sim na raridade, na ligação aos códigos da Ferrari e claro, na experiência sensorial. Depois da apresentação do Luce, será uma excelente forma da Ferrari dizer que não se esquece daquilo que os seus clientes mais valorizam. Miguel Dias