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17H. MONTENEGRO INSATISFEITO COM CHEGADA DE APOIOS DAS TEMPESTADES

Observador Online

2026-05-27 21:08:49

Montenegro diz que maioria dos contributos do PR sobre as tempestades já estão incluídos no PTRR, mas admite ajustes. Ainda, o alerta de Seguro para o SNS sobre os efeitos negativos do envelhecimento. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Vamos ao jornal com o jornalista Vasco Maldonado Correia. Começamos pelo primeiro-ministro, que considera muito válido o relatório do Presidente da República sobre a gestão das tempestades. Confessa a insatisfação com a demora da chegada dos apoios ao terreno. Foi o que assumiu no debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República, apesar de garantir que o governo delegou tarefas nas autarquias e que os municípios nem sempre estão a conseguir dar resposta a todos os problemas, por estarem exauridos de trabalho. Luís Montenegro diz também que a maioria dos contributos de António José Seguro sobre a gestão das tempestades já estão incluídos no PTRR, ainda que admita fazer alguns ajustes. O debate quinzenal terminou há instantes. Vamos, por isso, em direto até à Assembleia da República, ao encontro do coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Viterbo Dias. Miguel, foi um debate em que estiveram em destaque vários desenhos animados. É verdade, foi um debate quase em modo banda desenhada, com Hugo Soares a ser o primeiro a inaugurar esse tipo de ilustrações. Isto porque o líder parlamentar do PSD tentou antecipar as críticas que o governo ia receber, e já lá vamos a elas, nomeadamente a questão da resposta às tempestades e também a polêmica com o SIRESP, e por isso comparou André Ventura e José Luís Carneiro a duas personagens. Olho pro deputado André Ventura e faz-me lembrar o Lucky Luke e, do outro lado, olho pro Partido Socialista, o deputado José Luís Carneiro, e faz-me lembrar o Speedy Gonzales. Cá está a comparação. Tentou antecipar os temas que os dois principais partidos iam utilizar neste debate quinzenal e, sobre a resposta às tempestades, à boleia do relatório divulgado pela Presidência da República, Luís Montenegro disse que o PTRR já incorpora todos esses reparos. As palavras que estão constantes no relatório da presidência aberta de Sua Excelência, o senhor Presidente da República, são palavras muito válidas, são um contributo muito válido, que está praticamente todo incluído naquele que é o desenho e, neste momento, já a implementação do PTRR. A justificação de Luís Montenegro ou a resposta de Luís Montenegro perante as críticas da Presidência da República, a dizer que o relatório também reconhece a presença do governo no terreno logo nos primeiros dias depois da tempestade. Já sobre o SIRESP, avisa o primeiro-ministro que não se pode perder o foco. Podemos depois distrair-nos com muitas questões. Eu não estou a dizer que elas não possam ter importância e, naturalmente, o governo está completamente disponível para poder ser alvo do escrutínio parlamentar, mas há uma coisa que não devemos perder: o foco. Diz que não se pode perder o foco da resolução dos problemas. O primeiro-ministro também a responder às críticas de André Ventura, que ainda assim não ficou satisfeito e quis clarificar um ponto desta polêmica. Tem ou não conhecimento de um e-mail da adjunta do Ministério da Administração Interna a procurar alterar as conclusões de um relatório? Não tenho. Senhor primeiro-ministro, desculpe dizer-lhe assim, não me parece que esteja a dizer a verdade ao Parlamento, nem que não saiba, efetivamente, o que é que estamos a falar. André Ventura a acusar Luís Montenegro de estar a mentir à Assembleia da República, quando Luís Montenegro diz que não tem conhecimento dessa intervenção da adjunta para esconder parte da informação sobre o SIRESP. José Luís Carneiro não falou sobre o sistema de comunicações de emergência, depois de ter defendido o nome de Paulo Viegas Nunes. O líder do PS preferiu focar-se no aumento do custo de vida, também nos problemas da saúde, e contrapor uma mensagem que o governo tem procurado passar. É que as pessoas e as suas vidas estão cada vez pior, senhor primeiro-ministro. E estão pior por causa do custo de vida. O custo de vida a aumentar e com José Luís Carneiro a dizer que os portugueses estão a sentir no bolso ao fim de cada mês, num debate ainda em que a esquerda voltou também a criticar o pacote laboral. O Bloco de Esquerda e o Livre a criticarem esta reforma. O Bloco a utilizar até a expressão de que a proposta de alteração à Lei do Trabalho do Governo é um zumbi legislativo, por já não ter qualquer hipótese de sucesso. Miguel Viterbo Dias, coordenador de política da Rádio Observador, esteve a acompanhar mais um debate quinzenal na Assembleia da República. E o Presidente da República alerta para os efeitos negativos do envelhecimento da população portuguesa para o Serviço Nacional de Saúde. António José Seguro vê a demografia como um dos desafios mais complexos que o país enfrenta. Fala numa possível bomba-relógio para a saúde. Este ano, somos o segundo país mais envelhecido da União Europeia. A tendência é de agravamento e pode transformar-se numa bomba-relógio nas próximas décadas, com efeitos violentos sobre o sistema de saúde. No presente, se arrastarmos a incapacidade em resolvermos problemas estruturais, juntam-se outras dificuldades, como, por exemplo, doenças crônicas, pressão financeira, desigualdades e dificuldades no acesso e necessidade crescente de inovação. Preocupação manifestada pelo chefe de Estado, que esteve presente na entrega de um prêmio sobre tecnologia farmacêutica em Lisboa. Mais logo, António José Seguro continua com agenda cheia. Vai estar na abertura da Feira do Livro, em Lisboa, com a ministra da Cultura. Será a primeira inauguração da Feira do Livro, sem Marcelo Rebelo de Sousa a cortar a fita em 10 anos. Mas a ver vamos se o mestre Raul Souto não passa por lá também. Sim, desconfio que vai aparecer. Em Espanha continuam a esta hora as buscas na sede do PSOE e à casa de antigos dirigentes socialistas. Em causa uma investigação que, de acordo com a imprensa espanhola, está relacionada com o caso Leire Díaz, a militante do Partido Socialista Espanhol que é suspeita de tentar condicionar a investigação da Guarda Civil a alegados casos de corrupção no governo e a familiares de Pedro Sánchez, a começar pela mulher do primeiro-ministro espanhol, Begoña Gómez. O Partido Popular já pediu eleições antecipadas, logo recusadas por Pedro Sánchez. Entretanto, o Senado do Parlamento Espanhol aprovou uma moção que condena os graves casos de corrupção que envolvem o governo liderado por Pedro Sánchez. Ora, na análise, o politólogo Jorge Fernandes acredita que o cenário de nova ida às urnas é inevitável. Diz que Sánchez está apenas a tentar controlar a altura em que essas eleições acontecem. Eu acho que ele já percebeu que chegou ao fim, que a festa acabou, e eu acho que ele está simplesmente à espera que as coisas acalmem ligeiramente. Penso que vai, a altura, demitir-se, mas penso que ele está a tentar jogar com o calendário e ser, no fundo, ele a determinar quando é que o processo de eleições se desencadeia. O problema e aquilo que ele não controla é que praticamente todos os dias estamos a ver notícias novas e, portanto, ele está completamente cercado por todos os lados. Análise do politólogo Jorge Fernandes, um dos membros do painel Fora do Baralho, num dia de muita tensão em Espanha, com buscas na sede do PSOE. E vamos agora até ao Estádio da Luz, em Lisboa, não para falar de futebol, mas porque hoje é o segundo e último concerto de Bad Bunny em Lisboa e por cá parece que todos os caminhos vão dar ao Estádio da Luz. A estreia do porto-riquenho aconteceu ontem à noite, num recinto praticamente lotado. O mesmo deve acontecer ao longo das próximas horas. Para nos dar conta dessa eventual enchente e da febre Bad Bunny, vamos em direto até ao Estádio da Luz. Marta Nobre, ainda faltam algumas horas pro concerto, mas há já muita gente por aí? É verdade, Vasco, e como era de esperar, a envolvente do Estádio da Luz já está completamente tomada pela febre Bad Bunny. As portas já abriram e os fãs já começam a entrar. O ambiente é calmo, quase sem filas, mas a expectativa é enorme para este que é o segundo e último concerto de Bad Bunny em Lisboa, depois de uma estreia ontem à noite perante um estádio esgotado. E aqui comigo tenho um grupo de fãs que por acaso acabou de chegar. Olá, boa tarde. Vieram de onde? Boa tarde. Nós somos cinco amigas, viemos do Porto, enchemos um carro, estacionamos o carro num parque subterrâneo e depois chamamos um Uber para evitar confusões. Foi fácil chegar até aqui? Sim, supertranquilo. Ainda está pouca gente, tudo calmo, sem filas. Acompanharam o concerto ontem ou quiseram esperar por hoje para não estragar a surpresa? Sim, claro que sim. Nós acompanhamos tudo para virmos ainda com mais vontade pro concerto. E que música é que não pode mesmo faltar hoje? "Ti tivesse preguntado se tenho muita novia. Ei, muita novia." E é este o ambiente que já se vive aqui nos arredores do Estádio da Luz, horas antes do segundo e último concerto, como disse, de Bad Bunny aqui em Lisboa. Ambiente animado no Estádio da Luz, ainda algumas horas de começar esse concerto. Foi a reportagem da Marta Nobre no lugar onde vai ser então esse segundo concerto do porto-riquenho Bad Bunny. E com esse calor é importante hidratar. Água. Bebam água, meninos, bebam água. Mas há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 27 de maio. A começar pelo presidente russo, que está disponível para negociar com a Europa. Uma notícia que está a ser avançada pela agência noticiosa russa Ria cita o Kremlin. A mesma fonte diz que Vladimir Putin está agradado com a discussão na Europa para tentar encontrar um negociador com a Rússia. Entretanto, mais seis meses. O presidente ucraniano prevê que a guerra com a Rússia se arraste até novembro. Informação divulgada pelo jornal ucraniano Pravda, cita o conselheiro de comunicação presidencial da Ucrânia. É a reação de Kiev a uma notícia avançada pelo The Economist, que apontava para preparativos de guerra para mais dois ou três anos. Pura ficção. É assim que a Casa Branca reage à notícia de que o Irão já recebeu um primeiro esboço de um memorando de entendimento com os Estados Unidos. De acordo com a primeira versão desse documento, que é divulgada pela agência estatal iraniana, o Teerão aceitaria restaurar o tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz e Washington retiraria as forças militares das proximidades do Irão. Ora, num comunicado lançado nas redes sociais, a Casa Branca garante que o conteúdo desse memorando é falso e avisa que não se pode acreditar nas notícias vindas dos meios de comunicação estatais iranianos. Apanhado de surpresa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa assume que não estava a par da existência de mais de 90 candidaturas sem resposta no conselho. Há, pois, a reconstrução de casas afetadas pelas tempestades do início do ano. Na reunião pública do Executivo Municipal esta tarde, Carlos Moedas justificou que essas candidaturas foram diretamente pra Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e só na semana passada a Câmara Municipal de Lisboa recebeu a primeira comunicação da própria CCDR sobre o tema. Ricardo, a Ferrari lançou o primeiro carro elétrico da marca, chama-se Luce e é o primeiro com cinco lugares. E nessas coisas dos carros elétricos, que tal é a autonomia, Vasco? Eu não tenho carro elétrico, por isso não sei se isto é bom ou mau, mas tem autonomia para 530 quilômetros. É bom. É bom, não é? Não é mau, não é? A ser verdade. E quanto é que custa cada quilômetro deste novo Ferrari? Depende da carteira. Agora, vai custar cerca de EUR550 mil. Começa a ser vendido a partir de outubro. É o preço de um T0 no Príncipe Real, não é? Meio milhão. Mas há aqui um problema, ou outro problema, é que os investidores da Ferrari parecem não ter gostado desta mudança. E a bolsa caiu, caíram na bolsa 8%. Exatamente. Não me digas que os fãs da Ferrari não gostaram de ver um carro desportivo transformado num carro elétrico. Ou seja, sem barulho, sem aquele barulho clássico dos motores da Ferrari. Pode ter uma cassete. Exatamente. E a Ferrari até tenta responder a essa questão. Este carro elétrico amplifica vibrações naturais do sistema do carro para preservar parte dessa experiência sonora que está associada à condução de um carro a motor. O maior problema parece ser o design deste novo carro, que já vai contando com algumas reações negativas nas redes sociais e com a consequência que a Judite estava a falar, as ações da Ferrari já caíram cerca de 8% desde o anúncio deste carro elétrico. Disseram que era um Panda que parecia uma limusine. Sim. Um Fiat Panda. E já foi apresentado ao Papa. E ainda não vi nenhuma versão em vermelho. Sabes que o Henry Ford tinha uma frase daquelas lapidares, dizia que os carros podem ter todas as cores do mundo, desde que sejam pretos. Mas aqui... As Ferraris devem ser todas vermelhas e pronto. Em equipa que ganha não se mexe. E eu acho que o Maldonado Correa vai regressar às seis. Rádio Observador