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CASO DE GRÁVIDA NO HOSPITAL DE FARO "NÃO PODE VOLTAR A ACONTECER", DIZ MINISTRA

Renascença Online

2026-05-27 21:08:49

Hospital não aceitou grávida em trabalho de parto, porque a utente não foi encaminhada pela Linha Saúde 24. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considera que não pode voltar a acontecer o caso da grávida em trabalho de parto que foi recusada pelo Hospital de Faro. “A situação felizmente teve um desfecho feliz, o nascimento do bebé em segurança e a segurança da mãe, mas houve claramente uma situação que deve ser clarificada porque não pode voltar a acontecer”, disse a governante aos jornalistas à saída de uma conferência no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui Apesar do pedido de clarificação, Ana Paula Martins recusa a abertura de um inquérito ao sucedido. “Não podemos passar os dias a abrir inquéritos, a não ser nos casos em que claramente tem de haver inquéritos por entidades externas (...). Neste caso, não nos parece que seja essa a situação”, frisou. A ministra da Saúde disse ainda que é preciso dar mais formação aos profissionais de saúde, recusando demissões na sequência de mais este caso. Ana Paula Martins assume que, em último caso, a responsabilidade é sempre da ministra da Saúde. A ministra da Saúde mostrou-se ainda preocupada com o pico de calor que está previsto para os próximos dias. O plano de contingência está acionado, garante. O Hospital de Faro recusou a entrada a uma grávida em trabalho de parto na passada sexta-feira, noticiou a SIC Notícias na terça-feira. A mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, deslocou-se ao hospital pelos seus próprios meios e não tinha sido encaminhada pela Linha SNS 24. O Hospital de Faro não aceitou a admissão nas urgências e a grávida acabou por ligar para o 112. Na altura, o bloco de partos estava encerrado e a única obstetra de serviço responderia apenas a casos de risco previamente identificados. Foi acionada uma Viatura Médica de Emergência e a grávida acabou por fazer uma nova viagem até ao Hospital de Portimão. Após uma deslocação de 70 quilómetros, a mulher deu à luz, o parto correu bem e a criança nasceu saudável. Cidade pela SIC Notícias, a Unidade Local de Saúde do Algarve defendeu a opção, porque a grávida era saudável, a gravidez de termo e acompanhada. Susana Madureira Martins , com redação