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EX-CEO DA FERRARI ARRASA ELÉTRICO "TIREM O CAVALLINO DAQUELE CARRO"

Razão Automóvel Online

2026-05-27 21:08:49

Luca di Montezemolo não poupou o primeiro Ferrari elétrico. Antigo presidente da marca diz que "arrisca destruir um mito". O Ferrari Luce ainda está a dar os primeiros passos fora de Maranello, mas já se tornou num dos modelos mais discutidos da história recente da marca. O primeiro Ferrari 100% elétrico abriu uma nova fase para o construtor italiano, mas a estreia não está a ser pacífica. Depois das críticas ao design e da reação negativa dos mercados, chegou agora uma das vozes mais simbólicas da história moderna da Ferrari. Luca di Montezemolo, antigo presidente da marca, não escondeu o desagrado com o novo modelo elétrico em declarações ao Corriere della Sera. “Corre-se o risco da destruição de um mito” Questionado em Itália sobre o Ferrari Luce, Montezemolo não podia ter sido mais direto: “Se dissesse o que penso, faria mal à Ferrari”, afirmou, antes de acabar por dizer o que pensava. Acrescentou logo de de seguida que com este Luce “corre-se o risco da destruição de um mito”. Mas o antigo responsável da marca foi ainda mais longe e disse “espero que pelo menos retirem o Cavallino daquele elétrico”. Terminando ainda com “isto os chineses não vão copiar”. A frase tem muito peso porque não vem de um comentador qualquer. Montezemolo foi CEO da Ferrari entre 1991 e 2014, período em que a marca consolidou parte importante do seu estatuto recente, tanto nos automóveis de estrada como na Fórmula 1. Foi também uma das figuras mais associadas à era de Michael Schumacher e à afirmação da Ferrari como uma das marcas mais valiosas e desejadas do mundo automóvel. O primeiro Ferrari elétrico nasceu polémico O Luce é o primeiro modelo 100% elétrico da Ferrari e representa uma rutura clara com a tradição da marca. Um modelo de quatro portas e cinco lugares, desenvolvido com a colaboração de Jony Ive, antigo responsável de design da Apple, e da LoveFrom. O preço deverá rondar os 550 mil euros, com entregas previstas para o quarto trimestre de 2026. A Ferrari quer usar este modelo para chegar a novos públicos, incluindo clientes mais ligados à tecnologia e mercados como a China e a Califórnia. Mas a primeira reação foi bastante negativa e isso estendeu-se à bolsa, com a Ferrari a perder mais de 8% de valor no seguinte à revelação. Fernando Gomes