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SEGURO AVISA QUE ENVELHECIMENTO POPULACIONAL PODE SER "BOMBA-RELÓGIO" PARA A SAÚDE

SIC Notícias Online

2026-05-27 21:08:50

Presidente da República considerou que sistemas de saúde enfrentam "desafios cada vez mais complexos" e que talvez "o mais problemático" seja a demografia, devido ao "acentuado envelhecimento da população". O Presidente da República, que elegeu a saúde como "causa principal" do primeiro ano de mandato, alertou esta quarta-feira para o "acentuado envelhecimento" da população portuguesa e o seu impacto no sistema de saúde, afirmando que "pode transformar-se numa bomba-relógio nas próximas décadas". António José Seguro deixou esta mensagem na cerimónia de entrega da 2.ª edição do Prémio Jorge Ruas - Inovação em Tecnologia Farmacêutica, iniciativa do grupo farmacêutico Tecnimede. No seu discurso, o chefe de Estado considerou que "os sistemas de saúde enfrentam desafios cada vez mais complexos" e que "talvez o mais problemático seja a demografia, devido ao acentuado envelhecimento da população". Portugal é, em 2026, "o segundo país mais envelhecido da União Europeia", referiu. "A tendência é de agravamento, e pode transformar-se numa bomba-relógio nas próximas décadas, com efeitos violentos sobre o sistema de saúde", afirmou o Presidente da República. "No presente, se arrastarmos a incapacidade em resolvermos problemas estruturais, juntam-se outras dificuldades, como, por exemplo, doenças crónicas, pressão financeira, desigualdades e dificuldades no acesso e necessidade crescente de inovação", apontou. Nessa intervenção, o Presidente da República justificou o seu empenho num pacto para a saúde, defendendo que "seria indesculpável, nenhum português entenderia, não empenhar a sua magistratura de influência e o poder da sua palavra para mobilizar profissionais da saúde e decisores políticos em torno de soluções para um problema grave que atravessa toda a sociedade". "A sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) depende de uma resposta conjunta que articule recursos humanos e financeiros, inovação, disponibilidade real para a mudança e, acima de tudo, vontade política. Não de uma legislatura. De várias legislaturas. De soluções consistentes que perdurem no tempo e não se percam nas alternâncias do calendário eleitoral", acrescentou. António José Seguro declarou que está "a cumprir a palavra dada" e manifestou “a esperança de que o contributo desta Presidência seja um impulso para essa tomada de decisão”, e enquadrou a sua atuação como "um apelo à ação, no respeito pelos poderes constitucionais de cada órgão de soberania". A seguir, na cerimónia de entrega do Prémio Jorge Ruas, o Presidente da República destacou o papel da indústria farmacêutica, que qualificou como “absolutamente central” enquanto "motor de investigação, de desenvolvimento tecnológico, de qualificação de recursos humanos e de criação de valor". "A ambição é irmos mais longe. Portugal precisa de se afirmar cada vez mais nesta área e avançar para o passo seguinte: ser também um produtor de inovação em saúde", defendeu. Segundo António José Seguro, é preciso "criar condições para atrair investimento, acelerar ensaios clínicos, promover colaboração entre academia e indústria, e transformar conhecimento científico em valor económico e social". Lusa