ULS MÉDIO TEJO REFORÇA CIRURGIA DE AMBULATÓRIO COM DUAS NOVAS SALAS OPERATÓRIAS EM TORRES NOVAS
2026-05-27 21:08:52

A ULS Médio Tejo vai investir cerca de 400 mil euros em duas salas operatórias modernas no Hospital de Torres Novas Investimento de cerca de 400 mil euros no Hospital de Torres Novas pretende aumentar a capacidade cirúrgica e reduzir a lista de inscritos para cirurgia de ambulatório A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo vai reforçar a cirurgia de ambulatório no Hospital de Torres Novas, com a criação de duas salas operatórias modernas, num investimento de cerca de 400 mil euros. A intervenção integra a próxima etapa de desenvolvimento do Centro de Responsabilidade Integrado de Cirurgia de Ambulatório, conhecido como CRIAmb, criado no final de 2024 para reorganizar o percurso cirúrgico dos utentes que não necessitam de internamento convencional. Segundo a ULS Médio Tejo, o CRIAmb encerrou 2025 com mais atividade, maior peso da cirurgia ambulatória e circuitos assistenciais mais autónomos, reunindo diferentes especialidades médicas em processos comuns e circuitos próprios. O objetivo do modelo é permitir que o doente realize todo o percurso - da admissão ao acompanhamento pós-alta - num verdadeiro ambiente de ambulatório, com equipas dedicadas, maior previsibilidade e menor contacto com a complexidade do internamento hospitalar. Ao transferir para circuitos autónomos os procedimentos que não exigem hospitalização, a ULS Médio Tejo pretende melhorar a experiência dos utentes e libertar camas de internamento para situações clínicas mais graves ou complexas. Em 2025, a Cirurgia Geral realizou 694 cirurgias em circuito independente, correspondendo a 78% da atividade ambulatória da especialidade e quase duplicando a meta definida de 360 cirurgias. A Urologia também superou a meta contratualizada com o CRIAmb, com 124 intervenções em circuito independente face ao objetivo de 108. A Otorrinolaringologia consolidou programas puros de ambulatório e a Unidade da Dor realizou toda a sua atividade ambulatória em circuito independente. A reorganização permitiu aumentar a atividade média mensal em circuito independente. Na Cirurgia Geral, o número passou de 23,1 para 32,1 cirurgias por mês. Na Intervenção na Dor, subiu de 2,4 para 10,4, e na Urologia de 1,8 para 8,4. Na Otorrinolaringologia, a média atingiu 7,9 cirurgias mensais neste circuito. Ao longo do último ano, a cirurgia de ambulatório reforçou o seu peso na atividade cirúrgica da ULS Médio Tejo. A taxa de procedimentos ambulatorizáveis subiu para 85,96%, face aos 80,12% registados em 2023. No mesmo período, a equipa multidisciplinar do CRIAmb apoiou 7.161 intervenções cirúrgicas e deu resposta a 1.446 programas operatórios de várias especialidades. Do total da atividade acompanhada, 74% da cirurgia de ambulatório decorreu em circuitos exclusivamente dedicados a este regime, 15% correspondeu a cirurgia convencional em programas de internamento e 11% integrou programas mistos. A consolidação do modelo envolveu uma equipa multidisciplinar composta por 32 enfermeiros e 16 assistentes técnicos auxiliares de saúde, em articulação com as especialidades cirúrgicas, anestesiologia e consulta externa. O balanço de 2025 inclui também indicadores de experiência dos utentes. Foram recolhidas 340 respostas, com uma mediana global de satisfação de 4,58 numa escala de 1 a 5. Torres Novas ganha papel reforçado A remodelação e ampliação do Bloco Operatório de Torres Novas é considerada estratégica pela ULS Médio Tejo para reforçar a cirurgia de ambulatório. Depois das obras previstas para este ano, o Hospital de Torres Novas passará a dispor de duas salas operatórias modernas, com capacidade de pernoita na própria unidade e acompanhamento dedicado por equipa multiprofissional e anestesiologia. A intervenção deverá aumentar a capacidade instalada, reforçar a autonomia do circuito ambulatório e criar melhores condições para responder a mais utentes em regime de ambulatório. Com esta ampliação, Torres Novas assumirá um papel reforçado na resposta cirúrgica da ULS Médio Tejo, contribuindo para uma melhor distribuição da atividade no território e para maior diferenciação dos circuitos assistenciais. A Unidade de Cirurgia de Ambulatório de Tomar ficará maioritariamente vocacionada para Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Intervenção na Dor, enquanto Torres Novas passará a concentrar uma resposta cirúrgica ambulatória reforçada, apoiada em novas condições físicas e funcionais. Em 2026, com o Contrato Programa já assinado, o CRIAmb continuará focado na consolidação dos circuitos independentes, na redução da lista de inscritos para cirurgia de ambulatório, na transferência progressiva de atividade para a futura Unidade de Cirurgia de Ambulatório de Torres Novas e na avaliação do valor gerado em saúde para os utentes. Para Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, “o CRIAmb está a provar que reorganizar é melhorar”. O responsável considera que, em 2025, houve “mais atividade, melhor aproveitamento da resposta cirúrgica” e sinais de ganhos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde. Miguel Reis, diretor do CRIAmb, sublinha que o novo modelo “já está a produzir resultados” e confirma o seu potencial, embora reconheça que há ainda um caminho exigente para aumentar a capacidade de resposta, aprofundar a organização dos circuitos e reforçar a qualidade assistencial. pub João Baptista