12H. MINISTRA DA SAÚDE REJEITA DESINVESTIMENTO NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
2026-05-27 21:08:52

Ana Paula Martins recusa a ideia de que o Governo está a fragilizar o SNS em benefício do sector privado. E ainda nesta edição, as buscas à sede do PSOE e à casa de antigos dirigentes socialistas. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Jornal do Meio-Dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Vider. Miguel, já vamos conhecer quanto vale o metro quadrado de casa em Portugal. Há um novo recorde, mas antes vamos a Espanha. Está a ser um dia quente, não apenas porque está muito calor, mas porque no país vizinho há buscas a decorrer desta hora na sede do PSOE e também na casa de antigos dirigentes socialistas. No âmbito de uma investigação que, segundo alguma imprensa, está relacionada com o caso Leire Díaz, a militante do Partido Socialista Espanhol suspeita de tentar condicionar a investigação da Guarda Civil, alegados casos de corrupção do governo e a familiares de Pedro Sánchez, desde logo a mulher Begoña Gómez. O líder da oposição do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, diz que é tempo de voltar às urnas. A situação de agonia política em que estamos a viver, o ambiente irrespirável da política espanhola, exige que os parceiros de governo se questionem: acabou? Peço que convoque eleições imediatas. Pedro Sánchez, o chefe do governo espanhol, foi confrontado com este pedido no final de um encontro com o Papa, no Vaticano. Sánchez diz não. Eu não posso convocar eleições por interesse partidário. Tenho que convocar eleições por interesse geral dos cidadãos. E o interesse geral, ao dia de hoje, com guerras por todo o mundo e com uma crise que exige respostas equilibradas e eficazes por parte da administração central, é a estabilidade, a consolidação de políticas que estão a permitir, precisamente, safar-nos das consequências sociais e económicas desta crise. Pedro Sánchez recusa convocar eleições antecipadas na sequência de novas buscas à sede do PSOE. Já vamos retomar o andamento desta edição do Meio-Dia. Antes, André Ventura pediu uma audiência ao presidente da República. O encontro terminou há instantes no Palácio de Belém. O presidente do Chega já falou aos jornalistas. Vamos escutar. É importante que os poderes estejam alinhados, sobretudo o Parlamento e também o poder final de decisão do presidente da República nestas matérias. Como é sabido, a questão da reforma do Estado, da dita reforma do Estado, é um elemento particularmente preocupante. O Chega deu a garantia ao presidente da República de que, na fase da especialidade, mesmo tendo procurado evitar que esta lei fosse aprovada, trabalhará para que, mesmo assim, haja a capacidade de corrigir o que está mal feito e, caso venha a ser aprovada, que esperemos que não aconteça, que seja menos mal do que está e que não dê espaço a espaços de impunidade e de falta de transparência. Que a legislação que venha a ser aprovada não contrarie todo o espírito que foi, por exemplo, o espírito da segunda volta das eleições presidenciais, que foi unânime nos dois candidatos mais votados, de que o país tinha que ter uma cultura de exigência, mesmo na administração pública, de transparência e de combate à corrupção. Em relação ao assunto do SIRESP, transmiti ao presidente da República aquilo que são preocupações nossas, que penso que o país tem acompanhado, e a necessidade de garantirmos que não há poderes ocultos no Estado, a importância de garantirmos que não há poderes que manejam por trás da cortina e que há responsabilidade e que o SIRESP, como ferramenta essencial de combate às tempestades, aos fenômenos climatéricos, aos incêndios, como agora estamos a entrar, infelizmente, novamente na época, é uma gestão transparente e os portugueses têm direito a uma informação transparente e também têm direito aos relatórios transparentes que são feitos sobre essas ferramentas importantíssimas. Duas preocupações levadas por André Ventura para este encontro com o presidente da República, a polêmica em torno da escolha de Major-General Viegas Nunes para presidir à empresa SIRESP SA, que motivou a demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, e também esta questão da reforma do Estado e, muito em particular, as alterações ao visto prévio do Tribunal de Contas. E Miguel, a antiga ministra da Justiça do governo liderado por Pedro Passos Coelho, Paula Teixeira da Cruz, considera que as críticas ontem feitas pelo antigo primeiro-ministro tiveram como destinatário André Ventura. E não Luís Montenegro, como sugerem algumas interpretações. Pedro Passos Coelho criticou os políticos que não querem desagradar a ninguém e que vestem a casaca do populismo para evitar que os populistas cheguem ao poder através do voto. O problema, diz o ex-líder do PSD: "O genuíno é sempre mais eficaz que o postiço e o postiço acaba por se transformar num prostituto sem caráter". Paula Teixeira da Cruz interpreta assim estas palavras. Pareceu-me muito mais uma referência ao populismo e àquele que encabeça o partido, para mim, o mais populista dos partidos do espectro político português, que é o partido Chega, do que propriamente uma crítica dirigida a Luís Montenegro. A antiga ministra da Justiça defende também que é errada a interpretação de que há uma proximidade ideológica entre Pedro Passos Coelho e André Ventura. Não vamos continuar a fazer a André Ventura e ao Chega o imenso favor de o aproximar de Pedro Passos Coelho e do Partido Social-Democrata. O Chega e Pedro Passos Coelho não são miscíveis, não se misturam, é água e azeite. É o que entende Edite Vente. Paula Teixeira da Cruz foi a convidada do Explicador desta manhã. E a ministra da Saúde rejeita que o governo esteja a desinvestir no Serviço Nacional de Saúde. Ana Paula Martins participa na apresentação do Índice de Saúde Sustentável, uma cerimónia que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e socorreu-se de alguns dados agora conhecidos para recusar a ideia de que o governo está a fragilizar o SNS em benefício do setor privado. No que se refere ao número de doentes operados ao abrigo de acordos fora do Serviço Nacional de Saúde, este tem-se mantido com valores estáveis desde, pelo menos, 2020. Contrariando, apesar de tudo, independentemente daquele que é o plano do governo através do SINAC, o novo Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias, mas pelo menos até agora, contrariando a afirmação de muitos de que o governo está a desnatar o Serviço Nacional de Saúde e a passar atividades para o setor privado ou social. Uma ideia recusada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que participa nesta cerimónia que decorre no Centro Cultural de Belém. 12h08. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade esta quarta-feira? É o novo recorde. O valor mediano da avaliação bancária da habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 EUR por metro quadrado. Dados do Instituto Nacional de Estatística representam uma subida de 23 EUR face a março e na comparação com o mesmo mês do ano anterior, regista-se uma subida de 16%. É uma subida superior a 16%. A avaliação bancária realizada no âmbito dos pedidos de crédito para aquisição de casa indica que a região autónoma dos Açores é a zona do país onde se registou o aumento mais expressivo face a março. Em comparação com abril do ano passado, a variação mais acentuada foi na península de Setúbal. Já foi retomada a circulação de comboios na linha Sul, ainda com limitações e atrasos significativos. A circulação ferroviária foi interrompida depois das 10h, na zona de Corroios, por causa de um incidente que envolveu um passageiro. A Proteção Civil confirma que se tratou de um atropelamento. O governo israelita confirma a morte do novo chefe militar do Hamas, Mohammed Deif, nomeado para o cargo na semana passada. Foi morto na sequência de um ataque das Forças de Defesa de Israel à Faixa de Gaza. Na rede social X, o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, anunciou esta morte. Acrescenta que Telavive está a avançar com o objetivo de promover a imigração voluntária de palestinianos em Gaza. Rádio Observador