SNS ESTÁ MAIS CARO E MENOS ACESSÍVEL, REVELA ESTUDO
2026-05-27 21:08:53

O retrato foi traçado pelo Índice de Saúde Sustentável, que revela que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está no nível intermédio. O estudo revela dificuldades e falhas. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está cada vez mais caro, menos acessível e a ficar para trás na inovação. Ainda assim, a qualidade e a eficácia continuam a ser considerados pontos fortes. O retrato foi traçado pelo Índice de Saúde Sustentável, que revela que o SNS está no nível intermédio. A sustentabilidade financeira causa preocupação. A pressão financeira no Serviço Nacional de Saúde mantém-se como um dos fatores que coloca Portugal para trás no diagnóstico feito em 2025. “Este ano voltou a crescer a uma taxa superior a 9%. Mesmo quando consideramos a evolução real da dispensa corrigida da dívida vencida continua a subir acima de 8%. É mais uma nota que não destoa de um histórico e que nos diz que em 7 anos a despesa em saúde terá crescido quase 70%. Temos de ser capazes de encontrar novas formas de organização que sejam capazes de converter esta despesa que cresce a um ritmo significativo em mais qualidade de vida e valor”, afirma Pedro Simões Coelho, professor da Universidade Nova de Lisboa. Uma dessas formas pode ser a prevenção, que é uma das dimensões analisadas no Índice de Saúde Sustentável. O retrato traçado neste estudo que engloba mais quatro dimensões revela dificuldades e falhas no SNS, que fica no nível intermédio. De 0 a 100 recebeu 59,3 pontos. A qualidade técnica sofreu uma ligeira redução de quase 67 em 2024 para perto de 65 em 2025. Já a qualidade percecionada pelos utentes tem estado estabilizada, com mais de 73 pontos. A discrepância entre a perceção e a análise técnica tem-se acentuado. O índice criado com as respostas de mais de 500 pessoas a partir dos 18 anos, estima que o retorno financeiro foi de 10 mil milhões de euros, medido pela participação no mercado de trabalho, tendo em conta que o SNS contribuiu para evitar, em média, 1,4 dias de ausência laboral e a perda do equivalente a 11 dias de trabalho por pessoa. SIC Notícias