"NÃO DEVIA TER ACONTECIDO": MINISTRA AGUARDA "CLARIFICAÇÃO" SOBRE RECUSA DE FARO A GRÁVIDA EM TRABALHO DE PARTO
2026-05-27 21:09:11

A mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, foi recusada nas urgências do Hospital de Faro porque não tinha contactado previamente a linha SNS 24. O Hospital de Faro recusou admitir nas urgências uma grávida em trabalho de parto porque esta não tinha ligado antes para linha SNS 24. Em reação ao caso noticiado pela SIC, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sublinha que a legislação "é clara" e não permite a recusa de utentes nestas situações. A ministra acrescenta ainda que está a aguardar mais esclarecimentos. "Ainda aguardo uma clarificação por parte do conselho de administração da ULS do Algarve, através da direção executiva naturalmente, daquilo que se passou efetivamente com esta senhora grávida em trabalho de parto", começou por dizer Ana Paula Martins, em declarações exclusivas à SIC. "Mas há uma coisa que eu posso dizer já de forma muito clara para todos os portugueses e portuguesas que nos ouvem: a legislação que foi produzida, que faz a reorganização do processo de urgência no caso da gravidez e da obstetrícia, não permite que uma cidadã, uma grávida que esteja em trabalho de parto, possa não ser admitida numa urgência. Isso não é possível", sublinhou a ministra da Saúde. A mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, chegou ao final de tarde numa sexta-feira ao hospital de Faro pelos próprios meios, vinda desde Almancil. O INEM, que assistiu a grávida à porta da urgência, insistiu que a mulher fosse admitida mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 quilómetros. Hospital de Faro recusou admitir grávida em trabalho de parto Questionada se já contactou o Hospital de Faro, Ana Paula Martins respondeu que o diretor executivo já entrou em contacto com o hospital e que "nas próximas horas”, a ministra terá “o relato daquilo que se passou". Mesmo assim, a ministra da Saúde sublinha que "nenhuma grávida que está numa situação“ contemplada pela legislação "pode ser recusada ou obrigada a telefonar para o 112.” “A linha de saúde SNS 24 deve ser sempre, naturalmente, contactada. Mas há situações, em que por diversas razões, ela não consegue ser contactada e quando a mulher chega à unidade de urgência, numa situação, neste caso pelos vistos, do pouco que sei, uma situação de emergência, a portaria é muito clara nesse sentido e diz que, em determinadas situações, independentemente de ter recorrido ou não ao SNS 24, a senhora tem de ser recebida na unidade", completa Ana Paula Martins. SIC Notícias