TURISMO FLUVIAL NO DOURO GERA 450 MILHÕES E SETOR EXIGE PLANO NACIONAL AO GOVERNO
2026-05-27 21:09:11

Associação do setor alerta para risco de saturação das eclusas, pede investimento urgente nas infraestruturas e defende estratégia nacional para o Douro até 2030. A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) reclamou esta quinta-feira ao Estado português a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro até 2030 e investimento urgente nas infraestruturas da via navegável, alertando para o risco de estrangulamento do setor. Segundo a associação, o crescimento contínuo do turismo fluvial no Douro já atingiu uma dimensão que exige “planeamento estratégico, sustentabilidade e capacidade de resposta das infraestruturas”. A AAMTD refere que as eclusas da via navegável registaram 16.974 operações em 2025, num contexto de aumento da procura e de episódios de avarias em es-truturas como Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo. “o Douro já não pode crescer sem estratégia: precisa de um Plano Nacional, sustenta a associação no comunicado divulgado esta quinta-feira. Viana do Castelo (APDL), a via navegável do Douro transportou 1.388.646 passageiros em 2025, naquele que foi o oitavo ano consecuti-Vo de crescimento do setor. ? impacto económico estimado situa-se entre 350 e 450 milhões de euros anuais. A AAMTD defende que o Douro deve afirmar-se como destino europeu de referência no turismo fluvial, competindo diretamente com rios como o Reno e o Danúbio, mas alerta que o crescimento da atividade tem de ser acompanhado por investi-mento público e critérios de sustentabilidade ambiental e territorial. A associação representa cerca de 33 operadores do setor, incluindo empresas como Douro Azul, CroisiEurope, Tomaz do Douro, Rota Ouro do Douro e Viking Cruises, responsáveis pela maioria dos passageiros registados na via navegável duriense. Citado no comunicado, o presidente da direção da associação, Mário Ferreira, afirma que o Douro não é apenas um rio. ê uma via navegável de classe mundial que gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas”. ? responsável acrescenta que a associação exige que o Estado português “esteja à altura desta responsabilidade".