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SAÚDE, EDUCAÇÃO E TRANSPORTES: O QUE PODE ESPERAR DA GREVE GERAL DA PRÓXIMA SEMANA

TSF Online

2026-05-27 21:09:12

A uma semana da greve geral, a TSF faz um balanço dos impactos previstos nos setores da educação, administração local, saúde e transportes. Na área da saúde, estão "assegurados os cuidados essenciais", definidos por lei por ser um setor essencial, assinala o coordenador da Frente Comum. Sobre os serviços mínimos, o sindicalista afirma que "a resposta é tão responsável como é sempre". Já na educação, não são esperados serviços mínimos, já que não há qualquer imposição legislativa para tal, à exceção da realização de exames nacionais finais do 3.º ciclo e do ensino secundário. Sebastião Santana espera, no dia da greve, "uma grande resposta por parte dos sindicatos da administração pública", que contestam o novo pacote laboral. O dirigente aponta que, "ao contrário daquilo que o Governo quer fazer crer", a proposta tem impacto no setor, já que uma grande parte dos trabalhadores já se rege pelo código do trabalho. O coordenador da Frente Comum acusa ainda o Executivo de querer recuar a "relações do século XIX" e apelida a nova lei laboral de "absolutamente catastrófica". Na área dos transportes, a Comboios de Portugal, a Metro de Lisboa, do Porto e de Coimbra, a Carris e a Infraestruturas de Portugal já entregaram pré-avisos de greve. O presidente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) aponta que os trabalhadores do setor estão preocupados com o novo pacote laboral. José Manuel Oliveira revela preocupação com as futuras gerações, com as empresas a demonstrarem ter "incapacidade de recrutar novos trabalhadores e fixar os que já estão". Os "baixos salários das profissões técnicas" são um dos elementos que afastam os profissionais, acrescenta. O dirigente da Fectrans espera uma adesão "muito idêntica ou superior àquela que se identificou na greve geral de 11 de dezembro". Também nas viagens aéreas vão existir constrangimentos, com confirmação de greve por parte dos sindicatos dos trabalhadores do voo e da aviação civil. A greve geral está marcada para o dia 3 de junho, com adesão confirmada por parte dos trabalhadores da administração local, jornalistas e arquitetos. Os profissionais das telecomunicações, da atividade financeira e do comércio, escritórios e serviços também já emitiram pré-aviso. Uma centena de advogados enviou, na passada terça-feira, uma carta aberta a comunicar a adesão à greve geral. [Additional Text]: Imagem de contexto do artigo Saúde, educação e transportes: o que pode esperar da greve geral da próxima semana Imagem do autor TSF TSF