PRESTADORES PRIVADOS DE SAÚDE UNEM-SE EM DEZ COMPROMISSOS PARA SALVAR SETOR CONVENCIONADO
2026-05-27 21:09:14

A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde aprovou uma declaração interassociativa que alerta para o risco de degradação do acesso se não houver previsibilidade económica nas tabelas convencionadas, num momento em que a rede garante mais de 400 mil atos diários A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) promoveu, pela primeira vez, uma reunião do seu Conselho Consultivo, de onde saiu um documento que junta dez compromissos para o futuro do setor privado convencionado. O texto, subscrito pela FNS e por seis associações federadas, não esconde a apreensão: sem uma metodologia clara e objetiva para atualizar as tabelas de preços , que tenha em conta a evolução tecnológica, a qualidade, a eficiência, a cobertura territorial e a sustentabilidade dos prestadores , a rede convencionada corre o risco de se tornar inviável. Eduardo Moniz, presidente da FNS, sublinhou que “um SNS forte não se sustenta sem a rede convencionada, nem ignorando a sua capacidade instalada que diariamente assegura cuidados a milhões de utentes”. E acrescentou, em tom afirmativo, que a declaração prova que “o setor está unido e disponível para contribuir, de forma construtiva, para políticas de saúde que sirvam os cidadãos”. Para a Federação, a falta de previsibilidade económica é uma ameaça real à estabilidade do sistema e ao próprio acesso dos utentes. Por isso, o documento insiste no direito a cuidados em tempo útil e na liberdade de escolha como pilares centrais. Há ainda um alerta direto a processos de reorganização assistencial que, sob a designação de “internalização”, possam levar à redução da cobertura territorial, ao desmantelamento de capacidade instalada ou à limitação da escolha dos doentes , tudo fatores que, na visão da FNS, só piorariam o acesso. Em matéria de digitalização, a posição é igualmente firme: a tecnologia deve traduzir-se em circuitos simples, interoperáveis e não discriminatórios, que mostrem toda a rede convencionada habilitada e que cortem obstáculos administrativos sem justificação. A declaração interassociativa foi aprovada pela FNS e pelas suas federadas: Associação Nacional de Cardiologistas (ANACARD), Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), Associação Nacional de Unidades de Diagnóstico por Imagem (ANAUDI), Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL), Associação Nacional de Unidades de Gastrenterologia (ANUG) e Associação Portuguesa de Medicina Física e Reabilitação (APMFR). A FNS representa, através destas associações, a generalidade do setor privado de ambulatório e convencionado de meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT), abrangendo mais de quatro mil pontos de acesso dispersos pelo território nacional. No total, a rede convencionada produz mais de 400 mil atos por dia e cerca de 150 milhões de atos anuais. Para mais informações, consulte: www.fns.pt PR/HN/MM A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde aprovou uma declaração interassociativa que alerta para o risco de degradação do acesso se não houver previsibilidade económica nas tabelas convencionadas, num momento em que a rede garante mais de 400 mil atos diários [Additional Text]: 1.ª Reunião Conselho Consultivo FNS_Fotografia